sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A sexualização precoce rouba a infância

 


Já viu o filme «O rapaz do pijama às riscas»?

Se não viu, aconselho-o a ver. Se viu, sabe que a esposa do oficial alemão só percebeu o que realmente se passava no seu país quando foi viver para perto de um campo de concentração e o cheiro dos fornos crematórios lhe chegou às narinas.

A tragédia acontece, porque o pai sempre mentiu ao filho sobre a realidade e finalidade dos campos de concentração. Ele sempre lhe contou uma história muito bonita sobre a boa vida e a sorte que os judeus tinham em viver nos campos — a história que era vendida ao mundo em filmes de propaganda. Então, um dia, o menino sai do "perímetro de segurança" e vai brincar para junto do campo de concentração onde faz amizade com um menino judeu, esfomeado, que se encontra atrás de um "muro" de arame farpado, vestido com um "pijama às riscas".  Após algumas peripécias e um episódio terrível, em casa do pequeno alemão, este vai procurar o amigo - para lhe pedir perdão - e decide ajudá-lo a procurar o pai (que já havia sido assassinado). Para isso, veste um “pijama” às riscas (nome que ele havia atribuído à roupa que os prisioneiros usavam nos campos de concentração) e acaba numa câmara de gás com um grupo de judeus condenados à morte — todos vestidos com um “pijama às riscas”.

Hoje, assistimos a algo muito semelhante à escala mundial — as nossas crianças são os “filhos” e o Estado assume o papel de “pai”. As poucas “mães”, que se apercebem do que está em curso e alertam os incautos são insultadas como “conservadoras”, “homofóbicas”, “fanáticas religiosas”, “retrógradas”, etc.. Atualmente, defender os valores morais judaico-cristãos parece ser mais censurável do que prostituir-se, matar ou roubar.

A comunicação social, tal como no regime nazi, parece controlada por lobbies poderosos que impulsionam a agenda do género e a cultura LGBTQIA+. Essa ideologia pretende criar o "homem novo”. O “pai” só conta aos “filhos” quão maravilhoso é poderem ser o que quiserem, e omite, propositadamente, as terríveis consequências que a ideologia tem nos que são enredados por ela.

A escola, a serviço desta agenda, utiliza “propagandistas” que ensinam a crianças de três anos que ninguém nasce menino (sexo masculino) nem menina (sexo feminino), mas sim algo (sem sexo definido) que pode ser moldado pela vontade.

Esse ensino, falso e perigoso, está a provocar em Portugal um aumento alarmante de casos relacionados com confusão de identidade sexual. Segundo dados do Registo Civil citados pelo jornal Público, só em 2023, quase 70 menores (sobretudo de 16 e 17 anos) mudaram de sexo e nome, num total de 323 desde 2018 — números que crescem todos os anos. O medo do cancelamento e de queixas nas Ordens Profissionais silencia muitos profissionais de saúde, impedindo que pais e cidadãos sejam devidamente informados. Restam-nos os psicólogos e pediatras corajosos que, pelo mundo fora, alertam para os perigos de expor crianças a ensinos abusivos para os quais não têm maturidade.

Ao arrepio da Constituição, que protege a infância, o "pai" ordena a hipersexualização dos "filhos", manipulando-os para acreditarem que a biologia é uma escolha. Muitas "mães", em nome de um amor mal compreendido, deixam-se enganar, sem perceber que encaminham os filhos para "câmaras de gás" ideológicas. A desregulação da sexualidade destrói a família, o ambiente mais seguro para a criança.

Enquanto se fala de abuso infantil, deixamos, como 'carneiros de Panúrgio', que os nossos jovens sejam condicionados a crer que a sua natureza pode ser alterada por químicos ou cirurgias. Isto, além de alimentar a indústria farmacêutica, constitui um verdadeiro abuso. Tal como nas experiências nazis, há médicos em 'clínicas de género' que bloqueiam a puberdade de crianças, condenando-as a uma dependência vitalícia de hormonas e a mutilações irreversíveis. A gravidade destas práticas já começa a ter consequências legais severas: recentemente, em Nova Iorque, um júri condenou médicos ao pagamento de uma indemnização de 2 milhões de dólares a uma jovem que, tendo sido submetida a uma mastectomia aos 16 anos, se arrependeu e provou em tribunal a negligência e a falta de avaliação psicológica adequada por parte dos profissionais que a assistiram.

Tal como acontecia nos campos de concentração nazis, hoje, e apesar dos inúmeros casos de arrependimento, há médicos que insistem em fazer experiências com crianças, nas chamadas clínicas de género, enchendo-as de medicamentos que bloqueiam a puberdade e lhes garantem uma vida inteira de dependência de hormonas cancerígenas e tóxicas, do sexo oposto, além da mutilação desnecessária de partes saudáveis do seu corpo.

Sabia que:

  • Em Portugal, há crianças dependentes de pornografia aos 11 anos. Dados da Geração Cordão e estudos de 2019 indicam que 40% dos rapazes e 26% das raparigas entre os 9 e 16 anos já consumiram conteúdos sexuais explícitos?
  • Quase 20% dos jovens portugueses sofrem de perturbações mentais, com um aumento drástico no consumo de antidepressivos?
  • Os adolescentes iniciam a vida sexual cada vez mais cedo: rapazes em média aos 16,2 anos e raparigas aos 16,7 anos, com 22% a começar antes dos 16 anos, segundo estudos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto?
  • A violência nas escolas portuguesas aumentou drasticamente: entre 2020 e 2025, a APAV apoiou 1.249 vítimas de violência em contexto escolar, um aumento de 58,9% em seis anos, com maioria de vítimas femininas (64,7%) entre 11 e 14 anos; a PSP registou milhares de ocorrências criminais anuais, incluindo agressões, ameaças, bullying e posse de armas?
  • Após a puberdade, 88% das meninas e 98% dos meninos, que eventualmente possam estar confusos quanto à sua sexualidade, acabam por se aceitar como são — rapaz ou menina — e atingir um estado de saúde física e mental satisfatórias?
  • As taxas de suicídio são 20 vezes mais elevadas entre adultos que usam hormonas do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países que melhor aceitaram a ideologia do género?

A incerteza quanto à identidade sexual — alimentada pela ideologia de género — tem sido um catalisador de graves transtornos de personalidade. Infelizmente, tenta-se convencer a sociedade e doutrinar os nossos filhos com a ideia de que o suicídio nestes grupos decorre exclusivamente da pressão de 'homofóbicos' ou 'transfóbicos' (rótulos aplicados a todos os que discordam desta narrativa). Este é mais um equívoco nefasto: na verdade, é a dolorosa perceção de que nunca alcançarão a realidade biológica que desejam que mergulha estas pessoas num desespero profundo, conduzindo-as, tantas vezes, ao trágico fim.

Porque razão parece a grande maioria ignorar que os seus filhos estão a ser conduzidos para as 'câmaras de gás'? Por que motivo não se faz mais para proteger as crianças e alertar aqueles que ainda não despertaram para o que está a acontecer?

“Mães”, a sexualização dos vossos filhos mina a vossa autoridade parental. Eles estão a ser-vos roubados por uma ideologia que pretende normalizar e transformar em modo de vida princípios defendidos por Shulamith Firestone no seu livro «A Dialética do Sexo»:

"Assim chegaremos à liberdade sexual, para que todas as mulheres e crianças possam usar a sua sexualidade como entenderem. Não haverá mais nenhuma razão para que assim não seja. [...] Na nossa sociedade, a humanidade poderá finalmente regressar à sexualidade natural [animal], polimorfamente diversa: serão permitidas e satisfeitas todas as formas de sexualidade. A mente plenamente sexuada tornar-se-ia universal; se a criança escolhesse a relação sexual com adultos — mesmo que escolhesse a sua própria mãe genética —, não existiriam razões, a priori, para que esta rejeitasse as suas investidas, visto que o tabu do incesto teria perdido a sua função.'

É isto que desejamos para as nossas crianças? Permitir que vistam um 'pijama às riscas' e caminhem com aqueles que avançam para as 'câmaras de gás'? A sexualização precoce rouba a infância. Se os impulsos não forem controlados — particularmente aqueles que visam a gratificação imediata —, que tipo de sociedade teremos no futuro?"

 

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O Arrependimento de uma Feminista

 


Num testemunho comovente publicado no iNews em março de 2025, a jornalista britânica Kate Mulvey, aos 63 anos, reflecte sobre as consequências de uma vida dedicada ao feminismo radical. Mulvey, que se identificava como feminista desde os anos 80, admite que a sua ideologia a levou a criticar incessantemente os homens, vendo-os como inimigos em vez de parceiros, e a dar prioridade a uma autonomia extrema que a isolou de laços afectivos e familiares. Hoje, sozinha, sem filhos e sem companheiro, expressa um profundo arrependimento: «Afastei os homens, menosprezei-os, convenci-me de que não precisava de ninguém. O resultado: estou sozinha e é difícil. O feminismo fez-me acreditar que isto era liberdade, mas, na maioria das vezes, deixou-me vazia.»

Esta confissão não é apenas uma história pessoal; ilustra os perigos de um movimento que, sob o pretexto do empoderamento, promove o ódio aos homens e à estrutura familiar tradicional, deixando um rasto de destruição emocional e social. Mulvey descreve como o feminismo de segunda vaga, influenciado por ideais que retratavam o casamento e a vida doméstica como armadilhas a evitar, a convenceu de que os homens eram 'rivais em vez de parceiros'.

Lamenta não se ter casado nem tido filhos, atribuindo esse facto diretamente à ideologia que a fez dar prioridade à carreira e à independência acima de tudo. «Tenho uma carreira de sucesso como escritora e radialista, mas nunca tive filhos nem me casei, e o meu relacionamento mais longo durou oito anos», escreve.

Este arrependimento ecoa em discussões recentes nas redes sociais, como em publicações no X (antigo Twitter), onde vários utilizadores destacam que ex-feministas como Mulvey reconhecem agora que o 'ódio aos homens' arruinou as suas vidas, servindo de lição para as gerações mais jovens.

Outras publicações reforçam que o feminismo radical incentiva as mulheres a rejeitar críticas ou correcções, especialmente vindo de homens, o que as conduz ao isolamento.

Numa perspectiva conservadora, o caso de Mulvey expõe o cerne problemático do feminismo: o seu ódio inerente aos homens e à família nuclear, pilares de uma sociedade estável. Figuras proeminentes do movimento feminista expressaram, historicamente, visões que demonizam o masculino e desconstroem a família tradicional. Por exemplo, Valerie Solanas, autora do infame Manifesto SCUM (1967), declarava que «o homem é um acidente biológico: o gene Y é um gene X incompleto... o homem é uma mulher incompleta».

Esta retórica não é isolada; Robin Morgan, editora da revista Ms., afirmava que «o ódio aos homens é um acto político honroso e viável, e que os oprimidos têm direito ao ódio de classe contra a classe que os oprime».

Andrea Dworkin, outro ícone radical, ia mais longe, descrevendo o casamento como uma instituição de 'violação' e os homens como inerentemente violentos, promovendo uma visão que corrói a confiança mútua necessária para a constituição de família.

Até mesmo precursoras como Betty Friedan, em A Mística Feminina (1963), criticavam a família suburbana como uma «prisão confortável» para as mulheres, incentivando-as a rejeitar o papel de mães e esposas em favor de carreiras independentes.

Mais recentemente, a feminista francesa Pauline Harmange, no seu ensaio Eu Odeio os Homens (2020), defende abertamente o ódio aos homens como uma resposta racional à opressão, argumentando que «uma mulher que odeia homens é tão perigosa quanto um homem que odeia mulheres – e que não há justificação racional para o que ela sente, seja aversão, desconfiança ou desprezo».

Estas declarações não são meras excepções; formam o núcleo de um ideário que vê a família patriarcal como o inimigo, promovendo a solidão como o preço da 'liberdade'. Os conservadores argumentam que esta agenda anti-família enfraquece a sociedade no seu todo. A família tradicional, com papéis complementares entre homens e mulheres, é o alicerce da estabilidade moral, económica e emocional. Estudos demonstram que crianças criadas em lares intactos, com pai e mãe presentes, têm melhores resultados na saúde mental, na educação e nos relacionamentos futuros.

O feminismo, ao incentivar o divórcio fácil, a maternidade tardia ou ausente, e o desprezo pelos homens, contribui para taxas crescentes de solidão, depressão e para o declínio demográfico no Ocidente. Como Mulvey percebe agora, a 'independência' radical transforma-se, muitas vezes, em isolamento: «Como mulher solteira e sem filhos, aos 63 anos, é difícil admitir o quão aterrorizada estou por acabar sozinha e ser comida por gatos.»

Publicações no X (antigo Twitter) ecoam este sentimento, com utilizadores a alertar que o feminismo convence as mulheres de que a autonomia é tudo, mas deixa-as vazias no final.

Em resumo, o testemunho de Kate Mulvey serve como um alerta poderoso contra o feminismo radical. Embora reconheça a luta pela equidade básica, a jornalista critica o 'fervor ideológico' que comprometeu as suas hipóteses de ter uma vida plena, com companheiro e família.

Numa perspectiva conservadora, é tempo de rejeitar esta ideologia tóxica que fomenta o ódio aos homens e desmantela a família, em favor de valores que promovam a união, a responsabilidade mútua e o florescimento humano genuíno. Mulheres como Mulvey pagaram o preço; que a sua história impeça outras de seguirem o mesmo caminho.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

CLÍNICA TRANS COM FUNDOS PÚBLICOS E PARCERIAS QUESTIONÁVEIS

 



SARA MALCATO, PSICÓLOGA DA ILGA E DO PROGRAMA 'CASADOS À PRIMEIRA VISTA', IMPULSIONA CLÍNICA TRANS COM FUNDOS PÚBLICOS E PARCERIAS QUESTIONÁVEIS 

Com um ar simpático, competente e popularizada no pequeno ecrã desde que se tornou a psicóloga residente do 'reality show' Casados à Primeira Vista na SIC, Sara Malcato atua em múltiplas frentes, posicionando-se como uma das principais activistas trans em Portugal. Licenciada em Serviço Social pela Universidade Católica Portuguesa e com mestrado em Psicologia Clínica, especialização em Psicologia Clínica e da Saúde, ela coordena o Serviço de Apoio Psicológico da ILGA Portugal[1] (SAP-ILGA), onde promove abordagens "afirmativas" que priorizam a identidade de género autodeclarada sobre evidências biológicas e psicológicas profundas.

 Como "formadora" e coordenadora de serviços na associação ILGA – que recebe subvenções públicas significativas do Estado português, incluindo fundos da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e da União Europeia –, Malcato e a sua equipa de psicólogos (financiados pelos contribuintes) fornecem acesso gratuito a jovens vulneráveis, muitos dos quais em fase de questionamento identitário ou sofrendo de comorbidades como autismo, depressão ou traumas não resolvidos. Esses serviços[2] orientam esses miúdos para transições de género aceleradas, ignorando alertas internacionais sobre os riscos de intervenções precipitadas.

Através do SAP-ILGA, crianças recebem "informações" que facilitam mudanças de nome legais, prescrições hormonais cruzadas (como testosterona para meninas ou estrogénio para meninos) e encaminhamentos para médicos e cirurgiões "aliados" que aceleram o processo de "autodeterminação". Essa abordagem, rotulada como "saúde afirmativa", desconsidera a realidade biológica do sexo – um facto imutável que não pode ser alterado por cirurgias ou hormonas – e ignora evidências crescentes de que muitos jovens "trans" estão, na verdade, sob influência de contágio social via redes sociais, escolas e grupos ativistas[3].

Estudos indicam que entre 80% a 90% das crianças com disforia de género aceitam naturalmente o seu sexo biológico durante a puberdade, caso não sejam sujeitas a intervenção médica [4], mas o modelo afirmativo de Malcato e ILGA empurra para intervenções irreversíveis, como bloqueadores de puberdade que podem causar infertilidade, osteoporose e impactos cognitivos permanentes.

Recentemente, Sara Malcato elevou o seu ativismo a um novo patamar ao estabelecer uma parceria com o Instituto Português da Face[5], que desde 2019 se lançou no lucrativo mercado das cirurgias de redesignação sexual. Fundado em 2015 e especializado em cirurgias maxilo-faciais, o instituto agora oferece procedimentos como feminização facial (incluindo redução da maçã de Adão, frontoplastia para suavizar a testa e rinoplastia para narizes "masculinos"), mastectomias para mulheres que se identificam como homens, histerectomias, faloplastias (criação de pseudo-falos usando tecido de antebraços ou coxas, com taxas de complicações acima dos 50%) e vaginoplastias (inversão peniana para homens que se identificam como mulheres, frequentemente resultando em infecções crónicas e perda de função sexual).

 Tudo isso em nome da "identidade de género", um conceito subjectivo e fluido que ignora as diferenças sexuais binárias fundamentais para a saúde, direitos e sociedade. Simples, rápido e altamente rentável: essas cirurgias custam milhares de euros por procedimento, com o THI a promover pacotes "personalizados" que exploram a vulnerabilidade de jovens influenciados por narrativas activistas.[6].

Mas será mesmo? Essa retórica mascara os riscos: o THI oferece desde endocrinologia para hormonas até cirurgias da voz e redesignação sexual completa, sem questionar se tais intervenções são baseadas em evidências robustas. Vários críticos, entre os quais feministas 'gender-critical' (críticas de género), argumentam que esta abordagem reforça estereótipos sexistas — como a associação da 'feminilidade' a traços faciais suaves ou vozes agudas — e medicaliza a não-conformidade de género, especialmente em raparigas que se afastam dos padrões patriarcais.[7].

A verdade é que o modelo "afirmativo" já colhe frutos amargos internacionalmente. Nos Estados Unidos, detransicionadores – indivíduos que revertem transições e lamentam danos irreversíveis – estão a inundar os tribunais com processos milionários. Em janeiro de 2026, Fox Varian, uma jovem de 22 anos que sofreu uma dupla mastectomia aos 16 anos, ganhou US$ 2 milhões num julgamento histórico contra a sua psicóloga e cirurgião em Nova York, por falha em obter consentimento informado e ignorar riscos como infertilidade e dor crónica[8].

 Esse veredicto, o primeiro do seu tipo a ir a julgamento e vencer, sinaliza uma onda: há pelo menos 28 processos semelhantes em andamento nos EUA, incluindo casos de jovens que perderam seios saudáveis ou órgãos reprodutivos[9].

 No Canadá, Michelle Zacchigna processou oito provedores em 2023 por prescreverem testosterona, mastectomia e histerectomia sem avaliação adequada, revelando como o "afirmativo" ignora comorbidades e leva a arrependimentos profundos[10].

 No Reino Unido, o caso Bell v. Tavistock (2020) questionou a capacidade de menores consentirem em bloqueadores de puberdade, levando à proibição de tais tratamentos pelo NHS em 2024, após a Revisão Cass destacar evidências "fracas" para intervenções em jovens[11].

 Em Espanha, avanços em direitos trans enfrentam retrocessos judiciais, com debates sobre leis de autodeterminação que permitem mudanças sem diagnóstico médico, semelhantes ao que ocorre em Portugal desde 2018.[12]

E muitos outros se seguirão: diversos estudos indicam que as taxas de arrependimento são subestimadas, atingindo os 8% em certas coortes de jovens, embora os activistas minimizem estes dados para preservar a narrativa vigente.[13]

Enquanto isso, em Portugal, ainda surfamos a onda trans como se estivéssemos em 2022 ou 2023, com leis como a de 2018 permitindo a autodeterminação de género a partir dos 16 anos sem escrutínio médico rigoroso, e associações como a ILGA a receberem fundos públicos para promover a ideologia de género em escolas e serviços de saúde.[14]

 Mas o debate global – sobre impactos na saúde mental (aumento de suicídio pós-transição em alguns estudos), direitos das mulheres (espaços sex-segregados ameaçados) e custos para as seguradoras que cobrem cirurgias experimentais – inevitavelmente chegará aqui.

Até quando ignoraremos as vítimas detransicionadas, priorizando activismo sobre a ciência e a proteção infantil? O modelo de Malcato e THI não é "progresso"; é uma indústria que lucra com a confusão de jovens, perpetuando um erro histórico que as cortes já começam a corrigir.

 

 



[2] https://ilga-portugal.pt/english/

[3] https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10265220/

[4] https://www.politifact.com/article/2024/dec/16/1-or-85-two-numbers-before-scotus-purport-to-show/

[5] https://www.ipface.pt/cirurgia-de-feminizacao-facial

[6] https://www.instagram.com/transgenderhealthinstitute

[7] https://www.intechopen.com/chapters/80634

[8] https://www.economist.com/united-states/2026/02/06/lawsuits-over-transgender-medicine-for-minors-could-be-huge

[9] https://themisresourcefund.org/detransitioner-cases/

[10] https://genderreport.ca/shocking-lawsuit-in-canada-by-detransitioner-against-medical-providers/

[11] https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10265220/

[12] https://evrimagaci.org/gpt/transgender-rights-face-setbacks-in-canada-us-and-uk-498754?srsltid=AfmBOor4xWbAK_U3J5tzdbTtTUJvQew7MRH1BDYpDOdfp5X-ug7xfCeb

[13] https://www.politifact.com/article/2024/dec/16/1-or-85-two-numbers-before-scotus-purport-to-show/

[14] https://www.ilga-europe.org/files/uploads/2024/02/2024_portugal.pdf/

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Os Perigos Esquecidos na Narrativa Trans

 

https://www.noticiasaominuto.com/pais/2926704/hoje-e-noticia-mais-de-3-mil-
mudaram-genero-e-nome-lucram-com-vacinas

Num artigo recente publicado no Público (27 de janeiro de 2026), intitulado «“Eu odiava tudo em mim”: quase 3300 pessoas mudaram de género e de nome no Registo Civil desde 2018», somos confrontados com uma narrativa optimista sobre a “mudança de sexo” em Portugal. O texto sublinha que, desde a entrada em vigor da lei em 2018, quase 3300 indivíduos alteraram o seu sexo e nome no registo civil, incluindo 323 menores entre os 16 e os 17 anos. A história pessoal de Xavier — um jovem que aos 16 anos iniciou o processo legal e, posteriormente, tratamentos hormonais e uma mastectomia — é utilizada para ilustrar o alívio e a reconciliação com o corpo. O artigo menciona ainda um alerta de especialistas sobre o aumento do discurso de ódio, que poderia dissuadir mais pessoas de procurarem o reconhecimento legal da sua identidade de género.

No entanto, esta peça, como muitas outras na comunicação social mainstream, promove uma visão unilateral da mudança de sexo, ignorando deliberadamente os riscos graves associados, como as altas taxas de suicídio entre indivíduos trans, mesmo após a transição, e os casos de arrependimento e destransição. Esta omissão não é apenas jornalística; é irresponsável, especialmente quando se trata de menores vulneráveis.

De uma perspectiva crítica da ideologia de género — que questiona a ideologia trans como uma solução universal para o desconforto com o corpo e o sexo biológico —, é essencial equilibrar o debate com evidências científicas que revelam os perigos subestimados. Estudos internacionais mostram que indivíduos transgénero enfrentam riscos mentais significativos, independentemente da transição.

Por exemplo, um estudo dinamarquês de 2023, que acompanhou quase sete milhões de pessoas ao longo de quatro décadas, concluiu que “pessoas trans” têm 7,7 vezes mais tentativas de suicídio e 3,5 vezes mais mortes por suicídio em comparação com a população geral. Nos Estados Unidos, dados do Williams Institute da UCLA indicam que mais de 40% dos adultos trans já tentaram o suicídio ao longo da vida, uma taxa nove vezes superior à média populacional. Estes números não diminuem magicamente após a transição; pelo contrário, algumas pesquisas sugerem que os riscos podem persistir ou até aumentar.

Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association em 2023, baseado em dados dinamarqueses, reforça esta preocupação: mesmo em contextos com acesso amplo a intervenções de transição, as taxas de suicídio permanecem elevadas. Outro trabalho, de 2024, no Cureus Journal of Medical Science, analisou mais de 15 mil indivíduos e descobriu que aqueles que passaram por cirurgias de “afirmação de género” tinham um risco 12 vezes maior de tentativas de suicídio nos cinco anos seguintes, em comparação com quem não passou por esses procedimentos.

Estes dados contrastam com a narrativa optimista do artigo do Público, que se foca no «alívio» sem mencionar que, para muitos, a transição não resolve problemas subjacentes como depressão, ansiedade ou traumas não relacionados com o sexo do indivíduo. Em vez disso, pode exacerbar vulnerabilidades, especialmente em jovens cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento e que podem confundir disforia de género com outras questões, como autismo ou orientação sexual.

Além disso, o artigo ignora olimpicamente o fenómeno crescente da destransição — quando indivíduos revertem a transição após perceberem que esta não resolveu os seus problemas. Embora alguns estudos, como uma revisão sistemática de 2021 no Plastic and Reconstructive Surgery – Global Open, indiquem taxas de arrependimento baixas (cerca de 1% para cirurgias), as críticas metodológicas apontam falhas: muitos estudos sofrem de altas taxas de perda de seguimento (até 50% dos participantes desaparecem das amostras), o que pode subestimar o arrependimento real.

Relatos emergentes de destransicionadores, como os compilados pela Society for Evidence-Based Gender Medicine (SEGM), revelam motivos como complicações cirúrgicas, dor crónica, infertilidade irreversível e a percepção de que a transição foi influenciada por pressões sociais ou diagnósticos erróneos. No Reino Unido, o caso de Keira Bell que processou a clínica Tavistock por aprovar tratamentos hormonais aos 16 anos e depois se arrependeu, levou ao encerramento da instituição em 2022, destacando os riscos de decisões precipitadas em menores. Segundo a revista Sábado (20 de janeiro de 2024), a Clínica Tavistock é alvo de um processo movido por mil jovens adultos, a par do caso de Keira Bell (pág. 66).

Em Portugal, onde a lei permite mudanças de sexo a partir dos 16 anos com base na autodeclaração, sem requisitos rigorosos de avaliação psicológica profunda, esta abordagem «afirmativa» — que o artigo do Público implicitamente subscreve — pode estar a expor jovens a perigos desnecessários.

Estudos como o do Canadian Medical Association Journal (2022) mostram que adolescentes que se identificam como trans têm taxas de suicídio duas vezes superiores a outros grupos LGB, e que factores como a rejeição familiar ou o bullying contribuem mais do que a falta de transição. No entanto, promover a transição como panaceia sem discutir alternativas, como a terapia exploratória, é um desserviço. Especialistas como o psiquiatra Stephen Levine argumentam que muitos casos de disforia de género em jovens se resolvem naturalmente (até 80-90% segundo estudos longitudinais pré-2010), e que as intervenções médicas podem medicalizar problemas normais da adolescência.

O aumento do discurso de ódio mencionado no artigo é real e condenável, mas usá-lo para justificar uma narrativa acrítica ignora que o verdadeiro ódio pode vir de dentro: o ódio ao próprio corpo fomentado por uma sociedade que vende a mudança de sexo [transição] como uma solução rápida. Precisamos de um debate honesto que inclua vozes críticas, incluindo feministas de género crítico que argumentam que a transição reforça estereótipos sexistas em vez de os desconstruir. Mulheres biológicas, por exemplo, vêem os seus espaços (como prisões ou desportos) invadidos por indivíduos transmasculinos, o que levanta questões éticas ignoradas na peça.

Em suma, enquanto o artigo do Público celebra as 3300 transições como um triunfo da inclusão, falha ao não alertar para os custos humanos: suicídios elevados, arrependimentos silenciados e vidas alteradas irreversivelmente. Um jornalismo responsável exige equilíbrio, não propaganda. É tempo de priorizar as evidências em detrimento da ideologia, especialmente quando vidas — muitas delas de jovens — estão em jogo.

Vitória do Senso Comum: Enfermeira Britânica Reintegrada Após Conflito com Políticas LGBT+

 

IMAGEM: https://www.youtube.com/watch?v=lIe-vozQm1M

Num tempo em que as políticas de inclusão parecem, por vezes, colidir com a realidade biológica e as crenças pessoais, o caso da enfermeira Jennifer Melle surge como um farol de esperança para aqueles que combatem a imposição da ideologia de género. Esta enfermeira cristã evangélica, de 40 anos, foi reintegrada no seu posto no Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS) após uma longa batalha que destacou as tensões entre os direitos transgénero e a defesa do sexo biológico.

Para quem é atacado diariamente por defender a realidade natural e biológica do ser humano, esta resolução representa uma vitória do "senso comum" e um aviso ao NHS para que equilibre melhor as suas directrizes.

O Incidente Inicial: Uma Colisão entre Fé e Diretrizes Inclusivas

Tudo começou em Maio de 2024, no St Helier Hospital, em Croydon, no sul de Londres. Jennifer Melle, com 12 anos de serviço irrepreensível no NHS, foi destacada para cuidar de um paciente transgénero — um homem biológico condenado por pedofilia e crimes sexuais violentos, detido numa prisão masculina de alta segurança. O paciente identificava-se como mulher, mas os registos médicos mantinham-no como sendo do sexo masculino. Durante uma discussão clínica sobre um procedimento com um cateter — que exige terminologia precisa para evitar erros médicos — Melle referiu-se ao paciente como "Mr" (senhor) e "he" (ele). Explicou calmamente: «Peço desculpa, mas não me posso referir a si como 'ela', pois tal vai contra a minha fé e os meus valores cristãos; no entanto, posso tratá-lo pelo seu nome».

Esta declaração, ancorada nas suas convicções religiosas e na tónica no sexo biológico, provocou uma reacção violenta do paciente, que recorreu a insultos racistas — Melle é negra — e a ameaças físicas, exigindo a intervenção da segurança.

Contudo, em vez de ser apoiada como vítima, Melle recebeu uma advertência escrita em Outubro de 2024 por "misgendering" (uso incorrecto de pronomes). Foi ainda referenciada ao Nursing and Midwifery Council (NMC) como um "risco potencial" por não aderir à identidade preferida do paciente. O Trust (administração hospitalar) emitiu uma advertência ao paciente pelo comportamento racista e ameaçador, mas não apresentou um pedido de desculpas a Melle pelo abuso sofrido.

Do meu ponto de vista, este incidente ilustra como as políticas do NHS priorizam identidades subjectivas em detrimento da segurança e das crenças dos profissionais de saúde. Melle, apoiada pelo Christian Legal Centre, argumenta que foi punida por defender a "realidade biológica": homens são homens e mulheres são mulheres, independentemente de auto-identificações.

Críticos como J.K. Rowling, que tem sido vocal na defesa de visões críticas da teoria de género, vêem aqui uma inversão de papéis: a vítima de abuso é penalizada, enquanto o agressor é protegido por políticas que, segundo afirmam, minam a integridade médica e a liberdade de expressão.

O Trust, por seu lado, defendeu que as directrizes do NHS exigem respeito pela identidade de género dos pacientes, argumentando que o uso de pronomes incorrectos pode violar códigos éticos. Mas, para os defensores de Melle, isto representa uma imposição ideológica que ignora contextos clínicos sensíveis, como procedimentos que dependem da anatomia biológica. «É uma questão de verdade e segurança», afirmou Melle em entrevistas, ecoando o sentimento de muitos que vêem a ideologia de género como uma ameaça à precisão médica.

A Escalada: Suspensão e Atenção Mediática

O caso ganhou contornos nacionais em Março de 2025, quando Melle falou publicamente, sem identificar o paciente ou revelar detalhes confidenciais. Partilhou a sua experiência para destacar o que considerava ser uma punição injusta por defender as suas convicções. Fontes conservadoras, como o The Telegraph, retrataram-na como uma heroína contra o "politicamente correcto excessivo". No entanto, o Trust investigou-a por "violação de confidencialidade", suspendendo-a com vencimento integral, escoltando-a para fora do hospital e proibindo-a de regressar.

Melle descreveu este período como «o mais negro da minha vida», marcado pelo medo, ansiedade e incerteza enquanto mãe solteira. Abandonada pelo Royal College of Nursing, que a aconselhou a "reflectir" para evitar repetições, sentiu-se isolada. No entanto, o apoio público surgiu: J.K. Rowling elogiou a sua coragem nas redes sociais e deputados de vários partidos — como Claire Coutinho (Conservadores), Rosie Duffield (Trabalhistas) e Danny Kruger (Conservadores) — assinaram uma petição para impedir o seu despedimento. Colegas elogiaram-na inicialmente pela coragem e a audiência disciplinar interna, prevista para Dezembro de 2025, acabou por ser cancelada após intervenção política.

Para os que combatem a ideologia de género, esta suspensão exemplifica a discriminação religiosa e ideológica. O Christian Legal Centre enquadra o caso como uma violação dos direitos humanos, argumentando que crenças “críticas de género” — que enfatizam o sexo biológico — devem ser protegidas como crenças filosóficas. Críticos progressistas, por outro lado, sugerem que o problema residiu no facto de ter falado publicamente durante processos legais, mas os apoiantes de Melle contrapõem que tal é apenas uma desculpa para silenciar dissidentes. «O NHS está a tornar-se um campo de batalha ideológico», afirmou um deputado conservador, destacando como as políticas inclusivas criam ambientes hostis para quem defende a biologia.

A Resolução: Reintegração e o Caminho para o Tribunal

No dia 21 de Janeiro de 2026, o Trust desistiu da acusação de "violação de confidencialidade" e reintegrou Melle. Esta expressou o seu alívio: «Estou profundamente aliviada e grata... Quero dar graças, em primeiro lugar, a Jesus... Esta tem sido uma jornada incrivelmente longa e dolorosa.» O Trust confirmou: «Estamos satisfeitos por uma funcionária anteriormente suspensa com vencimento integral estar a ser reintegrada... O abuso racial aos nossos funcionários nunca será tolerado e lamentamos que ela tenha passado por esta experiência.»

Vejo isto como uma "vitória para o senso comum", especialmente após decisões judiciais recentes que reforçaram as definições de sexo biológico. No entanto, Melle ainda terá de enfrentar um processo no Tribunal do Trabalho em abril de 2026, onde alega assédio e discriminação direta e indireta ligada às suas crenças cristãs e críticas de género.

Para aqueles que se opõem à ideologia de género, esta reintegração é um passo importante, mas não o fim da linha. Apelam agora ao secretário da Saúde, Wes Streeting, para que implemente políticas que "defendam a realidade biológica".

Contexto Mais Amplo: O NHS como Campo de Batalha

O caso de Melle insere-se num debate mais amplo no Reino Unido, influenciado por uma decisão do Supremo Tribunal, em Abril de 2025, que reforça a prevalência do sexo biológico em contextos jurídicos. Enquanto as alas conservadoras enfatizam a protecção das crenças religiosas e dos espaços segregados por sexo (single-sex), os sectores progressistas alertam para os riscos de discriminação contra pessoas trans. Já para os críticos da ideologia de género, o NHS tem sido cúmplice na promoção de uma visão que ignora riscos práticos, nomeadamente em balneários ou em tratamentos médicos.

Casos semelhantes reforçam esta perspectiva

Em Janeiro de 2026, oito enfermeiras de Darlington ganharam um processo judicial contra o County Durham and Darlington NHS Trust por assédio e discriminação. Um colega trans (homem biológico) utilizava o balneário feminino, criando um ambiente 'hostil e humilhante'. O juiz criticou a política do Trust por violar a dignidade das mulheres, apesar das intenções inclusivas alegadas. As enfermeiras chegaram a ser rotuladas como 'transfóbicas' pela gestão, mas o Trust revogou a política após a decisão do Supremo Tribunal. Melle citou este caso como um 'ponto de viragem' para o NHS, provando que políticas ideológicas podem ser revertidas quando expostas.

Outro exemplo é o de Sandie Peggie, uma enfermeira escocesa que, em Dezembro de 2025, venceu uma queixa por assédio contra o NHS Fife após ser obrigada a partilhar o balneário com uma médica trans. Embora tenha perdido as alegações de discriminação e vitimização, o tribunal assinalou ambiguidades relativas a crenças críticas de género (gender-critical) e a espaços segregados por sexo. Para os críticos, isto evidencia como o NHS deixa os empregadores num impasse, mas demonstra também vitórias parciais contra imposições ideológicas.

Estes incidentes revelam um padrão: profissionais de saúde, na sua maioria mulheres, são penalizadas por defenderem a privacidade e a segurança baseadas no sexo biológico. Os críticos da actual política argumentam que a ideologia de género, ao priorizar a identidade em detrimento da biologia, cria riscos em contextos vulneráveis, como hospitais e prisões. 'É uma erosão da realidade', afirma J.K. Rowling, ecoando petições que reuniram já milhares de assinaturas."

Conclusão: Um Apelo à Razão

O caso de Jennifer Melle e os paralelos com Darlington e Peggie sublinham a urgência de rever as políticas do NHS (Serviço Nacional de Saúde britânico). Para quem combate a ideologia de género, estas vitórias provam que a defesa da biologia, da fé e da segurança pode prevalecer perante as pressões ideológicas. À medida que o julgamento de Abril se aproxima, Melle continua a ser uma inspiração, recordando que "a verdade biológica não é negociável". Num mundo polarizado, talvez o senso comum — ancorado na ciência e nos direitos individuais — possa abrir caminho para um equilíbrio genuíno.

CHEGA Apresenta Projeto de Lei para Revogar a Lei 38/2018: Um Alerta Contra os Perigos da Ideologia de Género

 



Num movimento que promete agitar o debate político em Portugal, o partido CHEGA submeteu, no passado dia 21 de janeiro de 2026, o Projeto de Lei n.º 391/XV/1.ª à Assembleia da República, visando a revogação integral da Lei n.º 38/2018, de 7 de agosto. Esta legislação, conhecida como a "Lei da Autodeterminação da Identidade deGénero", estabelece o direito à autodeterminação da identidade e expressão de género, além da protecção das características sexuais de cada pessoa.

A proposta do CHEGA surge como uma resposta crítica àquilo que o partido considera uma imposição ideológica perigosa, que ameaça a protecção de crianças e jovens, ignora evidências científicas e bioéticas e compromete a dignidade humana. Neste artigo, pretendo analisar os contornos desta iniciativa, enfatizando os riscos associados à Lei 38/2018.

O Contexto da Proposta do CHEGA

O Projeto de Lei apresentado pelo CHEGA, liderado por André Ventura, procura actualizar a regulação dos procedimentos de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil, com ênfase na protecção de menores com base em evidências científicas recentes, princípios bioéticos e na defesa da dignidade humana. Embora o texto da proposta não detalhe explicitamente todos os argumentos, implica a revogação da Lei 38/2018, eliminando as normas que permitem a autodeterminação de género sem salvaguardas adequadas.

O CHEGA, conhecido pelas suas posições conservadoras e críticas ao que designa como "extremismo ideológico da esquerda", posiciona-se como o único partido a tomar esta iniciativa, contrastando com o que apelida de inércia de outros grupos parlamentares que, segundo críticos, cedem a pressões progressistas.

Esta não é a primeira vez que o CHEGA contesta a ideologia de género. Em propostas anteriores, o partido defendeu a suspensão da aplicação da Lei 38/2018 nas escolas, argumentando que esta promove uma "doutrinação" prejudicial ao desenvolvimento saudável das crianças (https://noticiasviriato.pt/chega-propoe-no-parlamento-acabar-com-a-ideologia-de-genero-nas-escolas). A revogação agora proposta vai mais longe, visando eliminar o quadro legal que, na visão do partido, transforma uma teoria controversa em política de Estado.

O Que é a Lei 38/2018 e os Seus Principais Pontos

Aprovada em 2018, pela maioria absoluta da Geringonça, na Assembleia da República, a Lei 38/2018 representou um marco para os defensores dos direitos LGBTI+, ao consagrar o direito à autodeterminação da identidade de género sem a necessidade de diagnósticos médicos para adultos. Para menores entre os 16 e os 18 anos, permite a mudança de nome e sexo no registo civil mediante relatório médico que ateste a capacidade de decisão, mas sem exigência de um diagnóstico de disforia de género.

Além disso, a lei proíbe intervenções cirúrgicas “desnecessárias” em crianças “intersexo” (hermafroditas) e impõe medidas educativas para combater a discriminação baseada no género. No entanto, críticos argumentam que esta lei ultrapassa, e muito, a protecção de direitos, impondo uma visão ideológica que desconstrói conceitos biológicos fundamentais. A ideologia de género postula que o género é uma construção social fluida, independente do sexo biológico.

Os Perigos da Ideologia de Género: Uma Análise Crítica

A ideologia de género, inserida na Lei 38/2018, é criticada por promover uma desconstrução radical da sociedade. Em vez de uma "nova descoberta científica", trata-se de uma teoria que ignora a biologia humana, onde o sexo é determinado por cromossomas, gametas (células sexuais especializadas (haploides) – espermatozoides (masculino) e óvulos (feminino)) e características físicas observáveis.

Um dos maiores perigos apontados reside no impacto sobre crianças e jovens. A lei permite que adolescentes de 16 anos alterem legalmente o seu género (sexo) sem um diagnóstico psiquiátrico robusto, o que pode levar a decisões precipitadas com consequências irreversíveis. Estudos internacionais, como o Relatório Cass no Reino Unido, questionam a evidência científica por trás de transições de género em menores, destacando riscos de infertilidade e problemas de saúde mental (https://observador.pt/opiniao/a-fixacao-que-vai-alem-da-ficcao-a-proposito-da-rtp-e-do-tempo-para-pensar/). Em Portugal, a ausência de salvaguardas médicas rigorosas é vista como uma "armadilha" que desautoriza os pais que questionam estas decisões.

Outro risco mencionado é a segurança das mulheres. A autodeterminação de género facilita o acesso de indivíduos biologicamente masculinos a espaços exclusivamente femininos, como casas de banho e balneários. Nas escolas portuguesas, a implementação da lei gerou polémica, nomeadamente quanto à regulamentação do uso de casas de banho, que o TribunalConstitucional declarou inconstitucional por invadir competências exclusivas do Parlamento.

Conclusão: Um Apelo à Reflexão

A proposta do CHEGA para revogar a Lei 38/2018 surge como um alerta contra o que o partido define como perigos da ideologia de género que, sob a capa da inclusão, poderá colocar em risco crianças, erodir direitos das mulheres e impor uma visão não científica. O Parlamento deverá agora debater esta questão com rigor, priorizando a dignidade humana sobre agendas ideológicas. O futuro das próximas gerações dependerá deste equilíbrio.

A Vitória do Socialismo: Uma Traição da Direita Portuguesa?




Ontem, na segunda volta das eleições presidenciais em Portugal, António José Seguro, candidato socialista, foi eleito com uma vitória esmagadora sobre o rival de direita radical, André Ventura. Mas este resultado não é motivo de celebração para quem anseia por uma verdadeira ruptura com o socialismo. Com apenas cerca de metade da população a votar – uma abstenção escandalosa de 49,89% –, o país assistiu a uma aliança improvável e hipócrita que perpetua o domínio da esquerda.
Toda a comunicação social, sem excepções notáveis, martelou incessantemente apelos ao voto em Seguro, pintando Ventura como uma ameaça ao "consenso democrático". Pior ainda: uma grande maioria do governo da Aliança Democrática (AD), que se autoproclama de direita e jura querer acabar com o socialismo que assola o país há décadas, juntou-se ao coro. Figuras proeminentes da direita, incluindo ex-líderes como Aníbal Cavaco Silva e Paulo Portas, e até o autarca de Lisboa, Carlos Moedas, endossaram o socialista para barrar o "perigo" da extrema-direita. O primeiro-ministro Luís Montenegro manteve-se neutro, mas o seu silêncio não disfarça a traição colectiva. Resultado? Elegemos um socialista para Belém, traindo os eleitores que deram à AD o poder em 2024 para combater exactamente isso.
A História não mente: sempre que um presidente socialista foi eleito, governos socialistas seguiram-se logo a seguir, consolidando políticas destrutivas. Foi o socialismo que, em 2007, aprovou o aborto por referendo (não vinculativo, diga-se de passagem), transformando a vida em mera escolha descartável. Foi o socialismo que impôs a ideologia de género nas escolas e na sociedade, confundindo gerações com agendas radicais que minam a família tradicional e a identidade nacional. Foi também o socialismo, sob António Costa, que escancarou as portas à imigração ilegal descontrolada, com mecanismos como a "manifestação de interesse" que permitiram a entrada massiva sem verificações rigorosas, acumulando centenas de milhares de processos pendentes e sobrecarregando os serviços públicos. Pior: facilitou o acesso à nacionalidade portuguesa a quem mal pisava o território, oferecendo cidadania após poucos anos de residência, sem exigência real de integração ou laços efectivos com a nação – uma porta aberta que alterou demograficamente o país em poucos anos, transformando Portugal num destino de fluxos sem controlo.
Esta eleição revela a fraqueza da direita portuguesa: prefere aliar-se à esquerda para manter o status quo do que arriscar uma mudança real. Com Seguro em Belém, preparem-se para mais anos de intervencionismo estatal, impostos altos e erosão dos valores conservadores. Portugal merecia melhor, mas a elite optou pelo conforto do socialismo disfarçado. Quantos mais ciclos viciosos aguentaremos?