Mostrar mensagens com a etiqueta censura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta censura. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Vitória do Senso Comum: Enfermeira Britânica Reintegrada Após Conflito com Políticas LGBT+

 

IMAGEM: https://www.youtube.com/watch?v=lIe-vozQm1M

Num tempo em que as políticas de inclusão parecem, por vezes, colidir com a realidade biológica e as crenças pessoais, o caso da enfermeira Jennifer Melle surge como um farol de esperança para aqueles que combatem a imposição da ideologia de género. Esta enfermeira cristã evangélica, de 40 anos, foi reintegrada no seu posto no Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS) após uma longa batalha que destacou as tensões entre os direitos transgénero e a defesa do sexo biológico.

Para quem é atacado diariamente por defender a realidade natural e biológica do ser humano, esta resolução representa uma vitória do "senso comum" e um aviso ao NHS para que equilibre melhor as suas directrizes.

O Incidente Inicial: Uma Colisão entre Fé e Diretrizes Inclusivas

Tudo começou em Maio de 2024, no St Helier Hospital, em Croydon, no sul de Londres. Jennifer Melle, com 12 anos de serviço irrepreensível no NHS, foi destacada para cuidar de um paciente transgénero — um homem biológico condenado por pedofilia e crimes sexuais violentos, detido numa prisão masculina de alta segurança. O paciente identificava-se como mulher, mas os registos médicos mantinham-no como sendo do sexo masculino. Durante uma discussão clínica sobre um procedimento com um cateter — que exige terminologia precisa para evitar erros médicos — Melle referiu-se ao paciente como "Mr" (senhor) e "he" (ele). Explicou calmamente: «Peço desculpa, mas não me posso referir a si como 'ela', pois tal vai contra a minha fé e os meus valores cristãos; no entanto, posso tratá-lo pelo seu nome».

Esta declaração, ancorada nas suas convicções religiosas e na tónica no sexo biológico, provocou uma reacção violenta do paciente, que recorreu a insultos racistas — Melle é negra — e a ameaças físicas, exigindo a intervenção da segurança.

Contudo, em vez de ser apoiada como vítima, Melle recebeu uma advertência escrita em Outubro de 2024 por "misgendering" (uso incorrecto de pronomes). Foi ainda referenciada ao Nursing and Midwifery Council (NMC) como um "risco potencial" por não aderir à identidade preferida do paciente. O Trust (administração hospitalar) emitiu uma advertência ao paciente pelo comportamento racista e ameaçador, mas não apresentou um pedido de desculpas a Melle pelo abuso sofrido.

Do meu ponto de vista, este incidente ilustra como as políticas do NHS priorizam identidades subjectivas em detrimento da segurança e das crenças dos profissionais de saúde. Melle, apoiada pelo Christian Legal Centre, argumenta que foi punida por defender a "realidade biológica": homens são homens e mulheres são mulheres, independentemente de auto-identificações.

Críticos como J.K. Rowling, que tem sido vocal na defesa de visões críticas da teoria de género, vêem aqui uma inversão de papéis: a vítima de abuso é penalizada, enquanto o agressor é protegido por políticas que, segundo afirmam, minam a integridade médica e a liberdade de expressão.

O Trust, por seu lado, defendeu que as directrizes do NHS exigem respeito pela identidade de género dos pacientes, argumentando que o uso de pronomes incorrectos pode violar códigos éticos. Mas, para os defensores de Melle, isto representa uma imposição ideológica que ignora contextos clínicos sensíveis, como procedimentos que dependem da anatomia biológica. «É uma questão de verdade e segurança», afirmou Melle em entrevistas, ecoando o sentimento de muitos que vêem a ideologia de género como uma ameaça à precisão médica.

A Escalada: Suspensão e Atenção Mediática

O caso ganhou contornos nacionais em Março de 2025, quando Melle falou publicamente, sem identificar o paciente ou revelar detalhes confidenciais. Partilhou a sua experiência para destacar o que considerava ser uma punição injusta por defender as suas convicções. Fontes conservadoras, como o The Telegraph, retrataram-na como uma heroína contra o "politicamente correcto excessivo". No entanto, o Trust investigou-a por "violação de confidencialidade", suspendendo-a com vencimento integral, escoltando-a para fora do hospital e proibindo-a de regressar.

Melle descreveu este período como «o mais negro da minha vida», marcado pelo medo, ansiedade e incerteza enquanto mãe solteira. Abandonada pelo Royal College of Nursing, que a aconselhou a "reflectir" para evitar repetições, sentiu-se isolada. No entanto, o apoio público surgiu: J.K. Rowling elogiou a sua coragem nas redes sociais e deputados de vários partidos — como Claire Coutinho (Conservadores), Rosie Duffield (Trabalhistas) e Danny Kruger (Conservadores) — assinaram uma petição para impedir o seu despedimento. Colegas elogiaram-na inicialmente pela coragem e a audiência disciplinar interna, prevista para Dezembro de 2025, acabou por ser cancelada após intervenção política.

Para os que combatem a ideologia de género, esta suspensão exemplifica a discriminação religiosa e ideológica. O Christian Legal Centre enquadra o caso como uma violação dos direitos humanos, argumentando que crenças “críticas de género” — que enfatizam o sexo biológico — devem ser protegidas como crenças filosóficas. Críticos progressistas, por outro lado, sugerem que o problema residiu no facto de ter falado publicamente durante processos legais, mas os apoiantes de Melle contrapõem que tal é apenas uma desculpa para silenciar dissidentes. «O NHS está a tornar-se um campo de batalha ideológico», afirmou um deputado conservador, destacando como as políticas inclusivas criam ambientes hostis para quem defende a biologia.

A Resolução: Reintegração e o Caminho para o Tribunal

No dia 21 de Janeiro de 2026, o Trust desistiu da acusação de "violação de confidencialidade" e reintegrou Melle. Esta expressou o seu alívio: «Estou profundamente aliviada e grata... Quero dar graças, em primeiro lugar, a Jesus... Esta tem sido uma jornada incrivelmente longa e dolorosa.» O Trust confirmou: «Estamos satisfeitos por uma funcionária anteriormente suspensa com vencimento integral estar a ser reintegrada... O abuso racial aos nossos funcionários nunca será tolerado e lamentamos que ela tenha passado por esta experiência.»

Vejo isto como uma "vitória para o senso comum", especialmente após decisões judiciais recentes que reforçaram as definições de sexo biológico. No entanto, Melle ainda terá de enfrentar um processo no Tribunal do Trabalho em abril de 2026, onde alega assédio e discriminação direta e indireta ligada às suas crenças cristãs e críticas de género.

Para aqueles que se opõem à ideologia de género, esta reintegração é um passo importante, mas não o fim da linha. Apelam agora ao secretário da Saúde, Wes Streeting, para que implemente políticas que "defendam a realidade biológica".

Contexto Mais Amplo: O NHS como Campo de Batalha

O caso de Melle insere-se num debate mais amplo no Reino Unido, influenciado por uma decisão do Supremo Tribunal, em Abril de 2025, que reforça a prevalência do sexo biológico em contextos jurídicos. Enquanto as alas conservadoras enfatizam a protecção das crenças religiosas e dos espaços segregados por sexo (single-sex), os sectores progressistas alertam para os riscos de discriminação contra pessoas trans. Já para os críticos da ideologia de género, o NHS tem sido cúmplice na promoção de uma visão que ignora riscos práticos, nomeadamente em balneários ou em tratamentos médicos.

Casos semelhantes reforçam esta perspectiva

Em Janeiro de 2026, oito enfermeiras de Darlington ganharam um processo judicial contra o County Durham and Darlington NHS Trust por assédio e discriminação. Um colega trans (homem biológico) utilizava o balneário feminino, criando um ambiente 'hostil e humilhante'. O juiz criticou a política do Trust por violar a dignidade das mulheres, apesar das intenções inclusivas alegadas. As enfermeiras chegaram a ser rotuladas como 'transfóbicas' pela gestão, mas o Trust revogou a política após a decisão do Supremo Tribunal. Melle citou este caso como um 'ponto de viragem' para o NHS, provando que políticas ideológicas podem ser revertidas quando expostas.

Outro exemplo é o de Sandie Peggie, uma enfermeira escocesa que, em Dezembro de 2025, venceu uma queixa por assédio contra o NHS Fife após ser obrigada a partilhar o balneário com uma médica trans. Embora tenha perdido as alegações de discriminação e vitimização, o tribunal assinalou ambiguidades relativas a crenças críticas de género (gender-critical) e a espaços segregados por sexo. Para os críticos, isto evidencia como o NHS deixa os empregadores num impasse, mas demonstra também vitórias parciais contra imposições ideológicas.

Estes incidentes revelam um padrão: profissionais de saúde, na sua maioria mulheres, são penalizadas por defenderem a privacidade e a segurança baseadas no sexo biológico. Os críticos da actual política argumentam que a ideologia de género, ao priorizar a identidade em detrimento da biologia, cria riscos em contextos vulneráveis, como hospitais e prisões. 'É uma erosão da realidade', afirma J.K. Rowling, ecoando petições que reuniram já milhares de assinaturas."

Conclusão: Um Apelo à Razão

O caso de Jennifer Melle e os paralelos com Darlington e Peggie sublinham a urgência de rever as políticas do NHS (Serviço Nacional de Saúde britânico). Para quem combate a ideologia de género, estas vitórias provam que a defesa da biologia, da fé e da segurança pode prevalecer perante as pressões ideológicas. À medida que o julgamento de Abril se aproxima, Melle continua a ser uma inspiração, recordando que "a verdade biológica não é negociável". Num mundo polarizado, talvez o senso comum — ancorado na ciência e nos direitos individuais — possa abrir caminho para um equilíbrio genuíno.

terça-feira, 1 de março de 2022

Livros proibidos

 



"A minha censura é melhor do que a tua!"

É o que penso quando leio o título desta notícia: “Livros proibidos: o que está a acontecer nas escolas dos EUA?”

A indignação parece assaltar a autora da notícia ao ver obras como “All Boys Aren’t Blue”, “Gender Queer”, “O Conto de uma Aia” ou até “Maus: a história de um sobrevivente” na lista de livros que os pais exigem que sejam retirados das bibliotecas das escolas, por, alega, abordarem temas de sexualidade, identidade sexual ou de género.

Convenhamos que os livros que os pais desejam ver fora das bibliotecas das escolas, nos EUA, tirando “Maus – A História de um sobrevivente” cujo tema e conteúdo me parece ser de leitura obrigatória para todos – a fim de que o holocausto nunca se repita - são livros de cariz puramente ideológico, com imagens pornográficas e palavrões, impróprios para menores de idade, que têm provocado imensa confusão na mente dos mais novos e que têm vindo a fazer disparar o número de crianças confusas quanto à sua identidade/sexualidade.

January Littlejohn, mãe de três filhos, mora em Tallahassee, Flórida, e a sua confiança na escola foi completamente destruída quando a sua filha de 13 anos confessou ter feito um acordo com a escola, sem conhecimento dos pais, para iniciar a sua “ transição de género”. Em guerra aberta com a escola, ela alertou os outros pais: "Se esperarem que a ideologia de género chegue às vossas casas, será tarde demais. Devemos agir. A ideologia de género quase destruiu minha família."

A mãe de três filhos descreve o processo infernal desencadeado nas suas costas, mediante o qual a sua filha – que nunca havia demonstrado qualquer sinal de estar confusa quanto à sua sexualidade - pôde iniciar, protegida pela lei (cá, é a Lei 38/2018), a sua transição de género. Tudo começou antes da pandemia, quando o grupo de amigos da adolescente “estava obcecado com coisas relacionadas à comunidade LGTBQIA+”.

Convém lembrar que a ideologia do género já foi implementada nos currículos escolares dos EUA há anos e que, em 14 Estados, cresce um movimento de pais que exige a retirada de livros que destroem a percepção e bom senso das crianças.

Gender Queer? Para crianças?

A teoria Queer é a base da ideologia de género. Promove areorientação sexual e a desconstrução da heterossexualidade, ou seja, dafamília. Queer é uma expressão que provém do inglês e designa aquelas pessoas que não seguem os padrões da heterossexualidade ou o binário de género: homem e mulher. Inicialmente, era uma gíria inglesa que designava “pessoa estranha, meio esquisita”. Depois, passou a ser empregada para representar “gays”, lésbicas, bissexuais, transgéneros ou transsexuais. Actualmente é usada para referir o estudo da orientação erótica e identidade sexual ou de género dos indivíduos como o resultado de uma construção social e não decorrente do nascimentobiológico.

Os pais americanos querem proteger os seus filhos do ensino do género como uma 'construção social', que incute nas crianças que “homem, mulher e família, pai e mãe, sexualidade e fertilidade não são conceitos naturais, mas que apenas determinam a hegemonia dos homens sobre as mulheres e da heterossexualidade sobre todas as outras formas de sexualidade.”[1] 

No estado do Oklahoma, por exemplo, um projecto de lei pretende proibir - nas escolas - todos os livros que abordem sexualidade, identidade sexual ou de género. Na Carolina do Sul, o governador pediu que se investigasse a presença de “materiais “obscenos e pornográficos” – e deu como exemplo o livro “Gender Queer”.

“Quem quer proibir livros nas escolas e porquê?” – Pergunta a autora.

E eu pergunto: Onde estava a indignação da autora quando “Escolas queimaram livros do Astérix e do Tintin por ofensa a indígenas no Canadá”? Onde está a sua indignação quando a “Disney cede a críticas e exclui anões daBranca de Neve”?

Eu li os livros do Asterix e do Tintin e não percebi que houvesse ofensas a ninguém. Os anões da Branca de Neve? Ofensa a pessoas anãs? Desde quando? Os militantes da cultura do cancelamento podem censurar, mas não admitem ser censurados?

Nos EUA há cada vez mais pais a unir-se contra a ideologia de género e a teoria crítica da raça nas escolas. O republicano Glenn Youngkin fez das escolas, e particularmente do seu controlo parental, o seu assunto final para vencer o democrata Terry McAuliffe na disputa para governador da Virgínia. Entre Setembro e Outubro, o peso da educação subiu 9 pontos passandoa ser a principal questão para os eleitores. Os pais queriam ter mais influência nas escolas e venceram. Em Nova Jersey, o republicano Jack Ciattarelli também se levantou contra o ensino da teoria crítica sobre a raça nas escolas e quase derrotou o democrata Phil Murphy. Entre os pais que se têm levantado contra a sua expropriação da educação dos filhos está o “No Left Turn in Education” – “Não virem a educação à esquerda” – que considera que estes e outros livros “são usados para espalhar ideologias radicais e racistas entre os estudantes“, cita o The New York Times.

Não defendo que se censurem livros, mas defendo que há livros que são prejudiciais para crianças e que estas não devem ser confundidas e erotizadas com práticas sexuais de adultos. As crianças não devem ser constantemente assediadas com conteúdos sexuais, e a escola não pode interferir com o direito dos pais escolherem a educação que dão aos filhos. Se há pais que querem que os seus filhos tenham acesso livre a obras como “All Boys Aren’t Blue” e “Gender Queer”, que as adquiram e ofereçam aos filhos.

Os direitos dos pais devem ser fundamentais para a protecção e segurança dos filhos. As escolas devem voltar a ser instituições de ensino e não linhas de montagem de doutrinação política/ideológica.

A educação das crianças não pode ser determinada por políticas influenciadas por ideólogos como Judith Butler, omnipresente nos guiões e manuais de género e cidadania, que decidiu que “não existem homens nem mulheres, que o sexo biológico é uma fantasia, algo em que só acreditamos porque nos foi repetido com frequência, que o género não está associado ao sexo biológico, que não desempenha nenhum papel – apenas surge porque foi criado pela linguagem e porque as pessoas acreditam no que ouvem repetidamente - que toda a identidade é fluída, que não há masculino nem feminino, mas apenas um determinado desempenho, ou seja, um comportamento que pode ser alterado a qualquer momento.” 

Isto, claro, sempre que não inclua um regresso à heterossexualidade. Isso, definitivamente, é que não.

Termino com as palavras de C. S. Lewis:

«O poder do homem para fazer de si mesmo o que bem entender significa, como vimos, o poder de alguns para fazer dos outros o que bem entenderem.»

 




[1] Judith Butler, Bodies That Matter, Nova Iorque, Routledge, 1993, 21.