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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A Vitória do Socialismo: Uma Traição da Direita Portuguesa?




Ontem, na segunda volta das eleições presidenciais em Portugal, António José Seguro, candidato socialista, foi eleito com uma vitória esmagadora sobre o rival de direita radical, André Ventura. Mas este resultado não é motivo de celebração para quem anseia por uma verdadeira ruptura com o socialismo. Com apenas cerca de metade da população a votar – uma abstenção escandalosa de 49,89% –, o país assistiu a uma aliança improvável e hipócrita que perpetua o domínio da esquerda.
Toda a comunicação social, sem excepções notáveis, martelou incessantemente apelos ao voto em Seguro, pintando Ventura como uma ameaça ao "consenso democrático". Pior ainda: uma grande maioria do governo da Aliança Democrática (AD), que se autoproclama de direita e jura querer acabar com o socialismo que assola o país há décadas, juntou-se ao coro. Figuras proeminentes da direita, incluindo ex-líderes como Aníbal Cavaco Silva e Paulo Portas, e até o autarca de Lisboa, Carlos Moedas, endossaram o socialista para barrar o "perigo" da extrema-direita. O primeiro-ministro Luís Montenegro manteve-se neutro, mas o seu silêncio não disfarça a traição colectiva. Resultado? Elegemos um socialista para Belém, traindo os eleitores que deram à AD o poder em 2024 para combater exactamente isso.
A História não mente: sempre que um presidente socialista foi eleito, governos socialistas seguiram-se logo a seguir, consolidando políticas destrutivas. Foi o socialismo que, em 2007, aprovou o aborto por referendo (não vinculativo, diga-se de passagem), transformando a vida em mera escolha descartável. Foi o socialismo que impôs a ideologia de género nas escolas e na sociedade, confundindo gerações com agendas radicais que minam a família tradicional e a identidade nacional. Foi também o socialismo, sob António Costa, que escancarou as portas à imigração ilegal descontrolada, com mecanismos como a "manifestação de interesse" que permitiram a entrada massiva sem verificações rigorosas, acumulando centenas de milhares de processos pendentes e sobrecarregando os serviços públicos. Pior: facilitou o acesso à nacionalidade portuguesa a quem mal pisava o território, oferecendo cidadania após poucos anos de residência, sem exigência real de integração ou laços efectivos com a nação – uma porta aberta que alterou demograficamente o país em poucos anos, transformando Portugal num destino de fluxos sem controlo.
Esta eleição revela a fraqueza da direita portuguesa: prefere aliar-se à esquerda para manter o status quo do que arriscar uma mudança real. Com Seguro em Belém, preparem-se para mais anos de intervencionismo estatal, impostos altos e erosão dos valores conservadores. Portugal merecia melhor, mas a elite optou pelo conforto do socialismo disfarçado. Quantos mais ciclos viciosos aguentaremos?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

EM QUEM VOTAMOS IMPORTA!

 Talvez a maioria das pessoas não saiba que há poucos dias, no Canadá, foi aprovada a chamada lei Bill C-4.

Basicamente, esta lei criminaliza a evangelização de pessoas LGBTI, proíbe acompanhamento pastoral relativo a estes assuntos e proíbe que aqueles que ensinam nos púlpitos ensinem o que a Bíblia diz e afirma sobre as questões da (i)moralidade sexual. Afirmar o que Deus diz quanto a estas matérias pode culminar em (até) 5 anos de prisão.
Em quem votamos importa!
Justin Trudeau (o primeiro-ministro canadiano) é filho de Pierre Trudeau que também foi primeiro-ministro do Canadá nos anos 70. Foi ele, Pierre, que impulsionou significativas alterações em termos da legislação do país quanto às questões morais como, por exemplo, a legalização do aborto.
O filho segue-lhe os passos.
Justin Trudeau é um líder carismático, bem falante, preocupado com a imagem. Correm boatos sobre uma possível homossexualidade disfarçada por um casamento e filhos. Não sabemos e não interessa especular. O que interessa é que encanta aqueles que votam. Parece muito humano, solidário, como quem procura a justiça na sociedade.
Com as devidas diferenças, faz lembrar o Pedro Nuno Santos, anteontem, num comício do PS, com um discurso que (quase!) parecia cristão.
Em quem votamos importa!
Principalmente se somos verdadeiramente cristãos! Em quem votamos importa!
Quanto aos cristãos que vejo preocupados apenas com as questões económicas e sociais e que estão dispostos a negociar as questões morais como a legalização do aborto, a imposição da ideologia de género nas escolas e sociedade em geral, a eutanásia, etc, gostaria de lembrar que, se a Direita ganhasse as eleições e se o Estado deixasse de dar Rendimento Social de Inserção ou outros benefícios que a Esquerda normalmente defende (o que não aconteceria!), os cristãos, verdadeiros, continuariam a poder, e a dever(!), abrir as portas das suas casas, as suas mesas e os cordões das suas bolsas para apoiar, orientar, restaurar e recuperar todos os que têm necessidades.
Este é um aspeto fundamental da transformação que o Evangelho faz na vida dos filhos de Deus. Não é estar à espera do Estado para fazer aquilo que Deus nos mandou fazer a nós e, em troca, eleger gente que legaliza aquilo que Deus nos proibiu a nós.
Em quem votamos importa!
Nestas eleições vou optar por um voto útil, o voto em branco não iria adiantar nada, embora traduzisse melhor a minha posição política neste momento.
Em quem votamos importa!
("Roubei" do mural: Pedro E Nice)
PS: o único voto útil, no meu entender e para não cairmos na esquerda mais uma vez, é no CHEGA!




sábado, 15 de janeiro de 2022

O regresso do comunismo

 

No Chile, na segunda volta, o candidato da extrema-esquerda, o comunista Gabriel Boric, foi eleito com 55,87%.[1]




Num país que tanto sofreu às mãos do comunismo, há várias perguntas a fazer:

Quem é o eleito pela maioria do povo chileno?

Grabiel Boric é um homem de 35 anos, alguém muito jovem, que, semanas antes de lançar a sua candidatura, num programa de televisão, havia dito que não pensava candidatar-se por “não ter as competências necessárias” para isso.

E, de facto, além do seu activismo político, como agitador social, Boric nunca trabalhou. Não tem, como ele mesmo afirmou, experiência para governar um país como o Chile, mas, irresponsavelmente, alguém conseguiu convencê-lo de que era o candidato ideal para reconduzir o comunismo ao poder.

Boric é o comunista mais radical desde Salvador Allende, responsável por uma década de crises económicas recordada por muito poucos, pois, aos jovens, no Chile, e à semelhança do que acontece por cá, as gerações mais jovens têm vindo a ser doutrinadas com uma revisão esquerdista da História. Portanto, 55% dos chilenos abraçaram um candidato comunista, admirador fervoroso de Nicolás Maduro e simpatizante do bloco integrado por Evo Morales, Bolívia; pelo maoísta Pedro Castilho, Perú; Daniel Ortega, Nicarágua; e outros.

Ou seja, os 55% que votaram em Boric revêem-se num bloco de países fracassados, com graves problemas económicos. 

Mas, Gabriel Boric tem outras características: estudou Direito, mas, segundo ele, nunca teve intenções de se formar. Em 2018 esteve internado devido a transtornos obsessivo-compulsivos. É extremamente violento e simpatizante do terrorismo. Foi acusado de assédio a mulheres. (Curiosamente, o feminismo não saiu à rua a pedir a sua condenação…Lá, como cá, quando o candidato é da extrema-esquerda parece que é melhor deixar cair no esquecimento ou até ocultar o ocorrido). E, como acontece com a maior parte dos jovens militantes da esquerda caviar, Gabriel Boric nunca precisou de trabalhar pois vem de uma família riquíssima. O seu pai é um empresário que tem usufruído de muitos contratos com o Estado e que esteve envolvido num negócio ilegal de compra e venda de terrenos, em Punta Arenas. 

Gabriel Boric é aquilo que a esquerda odeia e quer destruir: um capitalista. É um comunista de Iphone, que vive como qualquer grande capitalista, mas quer que o povo pague mais impostos, que haja menos liberdade económica, menos liberdades individuais, mais estado, mais nacionalizações… Mais pobreza.

Foi este homem, um fanático comunista radical com problemas psiquiátricos, sem qualquer currículo nem experiência, que defende a violência política e foi acusado de assédio, que 55% dos chilenos elegeram.

Mas, porque é que a maioria do povo chileno o elegeu?

Creio que há vários factores para isso, mas destaco dois:

Em primeiro lugar, uma batalha cultural sem precedentes, que, de há muitos anos a esta parte tem feito caminho não só no Chile, mas em toda a América latina e também no Ocidente. Uma batalha cultural cujo objectivo principal é o embrutecimento colectivo das novas gerações, que não conhecem a sua própria História, que não têm a mínima noção de humanidade, de economia, de sociologia, e de outras filosofias que não o marxismo cultural. São pessoas embrutecidas, atiradas para uma sociedade consumista, que foram capturadas por um candidato jovem que lhes prometia “a mudança”, e que, à pergunta “por que vota Boric?”, respondiam:  “bem, não sei… é por causa da mudança”, “porque ele é jovem” “porque queremos algo novo”.  Ou seja: uma resposta irracional, não informada, não sustentada num programa de governo, mas única e exclusivamente na ideologia da mudança, na ideologia de que tudo tem de mudar para ser melhor e de que o “novo”, necessariamente, é melhor do que o antigo. Mas… Boric não traz nada de novo! 

O socialismo não é novo! O socialismo já foi provado por muitos países próximos do Chile. O socialismo já foi provado no Chile, entre 1970 e 1973, submergindo o país na mais absoluta miséria.

Mas, há muito que a esquerda percebeu que o revisionismo histórico embruteceria o povo e este conformar-se-ia com chavões como: “algo novo”, “uma mudança”, “um candidato jovem”.

Como é que esta batalha cultural aconteceu?

Em primeiro lugar, colonizando quatro esferas:

  1. Os meios de comunicação social, que fizeram uma campanha impressionante a favor do candidato da extrema-esquerda e que vêm embrutecendo e “esquerdizando” o povo chileno de há décadas a esta parte. E, isto não acontece só no Chile, mas em todos os países da região e no Ocidente em geral.
  2. Os programas escolares, as aulas e, consequentemente, as mentes mais jovens e vulneráveis.
  3. As Universidades, esquerdizando as carreiras em geral e sobretudo as carreiras ligadas às ciências sociais, na área de humanidades.
  4. O mundo das artes e do espectáculo, usando as figuras públicas de um mundo totalmente esquerdizado e esquerdizante, dependentes de subsídios do Estado. Por ex., no caso da eleição de Boric, o influencer de esquerda, Residente de Calle 13, de Porto Rico, apela ao voto em Boric lançando mão das acusações do costume contra o candidato de direita.

Fica assim claro que, após décadas de embrutecimento esquerdizante, teremos um rebanho pronto para votar num candidato comunista sem saber porque está a fazê-lo, sem fazer ideia do seu programa de governo, sem conhecer a História do seu país, e sem sequer saber o que se está a passar nos países vizinhos… Não era preciso conhecer a história do Chile, de há 50 anos, bastaria olhar para o lado, para a Venezuela, de onde milhões de venezuelanos fogem do comunismo… Como é que os chilenos, vendo a diáspora socialista a chegar ao seu país, votaram num presidente que admira Nicolás Maduro?

Sem dúvida, a resposta encontra-se no embrutecimento de décadas de batalha cultural d’esquerda.

Em segundo lugar, o resultado obtido por Boric também é resultado da covardia sistemática e vergonhosa da dita direita. Essa “direita” que não se assume como tal, que não tem coragem para romper com o sistema e passa a vida a namorar com a esquerda “moderada”, e que, além da economia, não tem ideias próprias, não quer expressar-se sobre nada e compra tudo o que é cultura à esquerda.

A direita, que a esquerda tolera, só quer “mais liberdade económica”, “equilíbrio fiscal”, “baixa de impostos”, mas, em tudo o mais, abraça as causas da esquerda: feminismo, aborto, ideologia de género, multiculturalismo, enfim, todos os “ismos” do progressismo globalista que essa “direita” covarde tem aplaudido e é incapaz de enfrentar.

A direita domesticada, que entregou a cultura à esquerda, só pede, de joelhos, que a deixem tomar conta da “economia”, pois não se deu conta de que a política não se reduz à economia e que a economia não basta para dominar o poder político.  

Esta “direita”, que cada vez é mais parecida com o socialismo, caiu na ideologia do economicismo.

O que é o economicismo?

- É a ideologia que diz, que desde que esteja tudo bem economicamente não há nenhum perigo, politico ou ideológico, uma vez que as pessoas têm dinheiro, ou contraem empréstimos, para mudar de carro, comprar LCD’s gigantes (para se intoxicarem com o progressismo da NETFLIX num ecrã maior do que o do ano passado). Então, que importa que a esquerda tenha tomado conta das universidades, da educação, escreva os livros, instrumentalize o cinema, a música, a comunicação social… Que importa isso, desde que as pessoas possam ir ao Shopping e possam comprar o Iphone de última geração?

Isto é economicismo. Isso é a “direita” covarde, que, há décadas, abdicou da batalha cultural para a esquerda.

E, acredite, o que aconteceu no Chile acontecerá aqui, neste cantinho à beira-mar plantado, se a direita não se levantar e tomar conta da cultura. E, não, não é tarefa fácil, muito menos rápida, mas, se não queremos voltar ao pós 25 de Abril, mais propriamente ao ano em que Portugal foi governado pelo comunismo e quase foi transformado numa “província” da ex-URSS, é URGENTE!



[1] O candidato da direita, José António Kast, obteve 44,13%.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Uma mão cheia de nada

 #istoésocialismo

6 anos de DESgoverno e apresenta um vazio de ideias cheio de palavras "caras", com promessas de um regime de recrutamento que irá mudar - o que sempre prometem antes da eleições, mas nunca cumprem - sem incentivos à valorização da carreira docente... Resumindo: Uma mão cheia de nada. #CHEGA!