Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 27 de abril de 2026

São cravos, Senhor, são cravos

 




Como diz um amigo, «o 25 de Abril é o dia em que toda a esquerda que passa o ano a defender ditadores, sistemas totalitários brutais e terroristas, de repente, se lembra de defender a liberdade».


Todos os anos, neste dia, inundamos o país de cravos. Numa espécie de evocação da lenda da Rainha Santa Isabel que, perante o Rei, viu o pão converter-se em rosas, hoje ouvimos uma nova versão: «Foram cravos, Senhores, foram cravos!».

E sim. Foram cravos. Foram também liberdade, coragem e esperança, aos quais presto a minha homenagem. Mas, passados cinquenta e dois anos, é tempo de completar a frase com a verdade: «Não foram só cravos, Senhores — foram também dores, prisões, torturas, bombas e mortes».

É tempo de recordar os filhos e netos de Abril que este processo não protegeu: os espoliados, os que perderam propriedades e dignidade, os militares abandonados e as vítimas de actos terroristas, mais tarde amnistiados. Esses também são portugueses.

Porque o 25 de Abril não libertou Portugal de todas as amordaças. Cinquenta e dois anos depois, o país continua profundamente amordaçado: pelo politicamente correcto, pela oligarquia partidária, pela burocracia clientelar, pelos media dependentes do poder e por quem rotula de «extrema-direita» qualquer voz discordante.

Hoje, este Portugal já não sabe sequer distinguir um homem de uma mulher. A ideologia de género, imposta coercivamente através de leis cozinhadas pelas maiorias de esquerda — por aqueles que se auto-intitulam «senhores de Abril» —, invadiu as escolas, apagou a realidade biológica, confundiu as crianças e fragilizou as mulheres. Pretendem até redefinir a linguagem do povo para a moldar a uma ideologia que exige de nós uma fé cega, num exercício de controlo do pensamento digno de estados totalitários. A verdadeira ameaça não é a extrema-direita, mas a extrema falta de vergonha de todos os partidos de esquerda.

É esta mesma esquerda que rotula de «discurso de ódio» todo o pensamento que não se alinha com a sua cartilha, enquanto, paradoxalmente, incentiva o ódio à direita nos desfiles que celebram o que apelidam de «dia da liberdade». Para estes senhores, a liberdade de expressão é um privilégio de quem consente e um crime para quem diverge.

A esquerda continua a julgar-se dona do 25 de Abril e da Democracia. Contudo, foi apenas a partir de 1985 que Portugal começou a viver a Democracia em pleno. Exceptuando os dez anos de Cavaco Silva e os quatro de Passos Coelho, o país foi praticamente capturado pelo Partido Socialista — com as consequências que todos conhecemos —, tornando-se hoje um dos países mais atrasados da União Europeia.

A mesma esquerda que ainda hoje rasga as vestes pelos ideais de Abril — Paz, Habitação, Saúde e Educação — foi a que capitulou o Estado Social após oito anos de «Costismo», depois de Passos Coelho ter recuperado o país da bancarrota deixada por Sócrates. O problema de Portugal é o PS. Foi o PS que nos trouxe até aqui, não o Chega.

O mesmo povo que em 1974 escolheu a liberdade é o mesmo que em 2024 escolheu um caminho diferente. Não há dois povos. Há um só povo, com o direito a decidir o seu futuro sem tutelas ideológicas.

Queremos um país livre de verdade. Um país que deixe o socialismo para trás e avance rumo à prosperidade. Um país fundado nos valores que construíram a nossa História: Deus, a Família como base da sociedade, a Pátria — livre da invasão provocada pelas políticas de portas escancaradas — e o Trabalho, como meio nobre de enriquecer, e não como um fardo sob uma carga fiscal insustentável para sustentar quem não trabalha.

Cinquenta e dois anos depois, chegou a hora de construir esse Portugal livre, próspero e orgulhoso da sua identidade.

Viva Portugal!

Viva a Liberdade verdadeira!

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Argumentos perigosos contra a liberdade de escolha da escola

Rodrigo Queiroz e Melo

24 de Janeiro de 2022



No dia 13 deste mês, o diretor do PÚBLICO opôs-se à ideia de criar um cheque-ensino, afirmando que “infelizmente, como tantas vezes acontece, as ideias esperançosas, altruístas ou inclusivas nem sempre resistem ao choque com a vida real”. Para tanto recorreu a dois argumentos: perigoso, um, e errado, o outro.

Ao afirmar que “acreditar que todos os pais estão numa posição simétrica para deliberar sobre a educação dos seus filhos. Não estão. Uma família que vive na pobreza, que dispõe de baixa escolaridade ou que é vítima de qualquer tipo de exclusão social não tem, salvo raras excepções, a mesma preocupação nem a mesma capacidade de avaliação que uma família estável, com níveis socioeconómicos superiores”, o autor sustenta que só podem exercer os seus direitos os portugueses capazes. Os outros, não. Este é o argumento perigoso. É neste tipo de pensamento que se alicerça o voto capacitário, origem de inaceitáveis exclusões e discriminações de sexo, raça, credo ou condição socioeconómica. A sujeição do “povo” à “elite iluminada” é o que fundamenta os regimes totalitários. Afirmar que a escolha da escola é má ideia porque os pobres não estão tão preparados para escolher como os ricos é mesmo muito estranho.

O segundo argumento contra o cheque-educação é que “uma família que vive numa aldeia do interior não tem a mesma liberdade de escolha que uma congénere do Porto ou Lisboa”. Ou seja, porque nem todos podem escolher, não escolhe ninguém. É como dizer que as mercearias deviam ser todas públicas porque há aldeias onde só há uma mercearia. É o argumento errado.

O autor reconhece que a ideia é “arrebatadora”. Mas não consegue ultrapassar o status quo e teme “o perigo crescente da desigualdade, que corrói as democracias e ameaça o consenso social”. Porém, a realidade não corrobora a tese: por um lado, o nosso sistema de ensino já é o mais selectivo da Europa: 19% dos alunos pagam pelo ensino privado. Exceto Malta, Luxemburgo e Chipre (países pequenos e especiais), nenhum outro país tem mais de 5% de alunos no privado a pagar. Por outro lado, um sistema com escolas privadas financiadas pelo Estado entre as quais as famílias podem escolher é um facto na Holanda (frequentadas por 97% dos alunos), na Irlanda (98%), na Bélgica (56%), no Reino Unido (41%), em Espanha (25%) ou na Dinamarca (15%). Nos EUA, o financiamento da liberdade de escolha da escola através de charter schools (lembram-se dos contratos de associação?) é defendida por pessoas insuspeitas como o ex-Presidente Barack Obama (houve mesmo um boom de charter schools durante os seus dois mandatos).

O problema de Portugal não são as famílias com baixo capital social; é sermos um país onde, para lá da retórica, tudo parece feito para as manter à parte. É mais, e não menos, liberdade, incluindo entre escolas públicas, que permitirá darmos um salto qualitativo relevante com evidente benefício coletivo.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Eu também quero!

 Creio que todos os meus amigos e inimigos sabem porque é que estou no CHEGA.

O que nem todos sabem é que, antes, estive no CDS PP, mais propriamente na TEM [Tendência Esperança em Movimento], então liderada pelo meu amigo Dr. Abel Matos Santos, e que saí quando percebi que questões como: combate à ideologia de género e defesa da família natural não faziam parte do programa político da Assunção Cristas e foram inclusive desvalorizados por ela quando disse, num debate, que os portugueses não queriam saber da ideologia de género pra nada e que era a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Assim, imediatamente após as declarações da então líder do partido, saí e filiei-me ao PPV CDC [Partido Pró Vida Cidadania e Democracia Cristã], que veio a fundir-se no CHEGA. 

Antes, nunca me envolvera na política e, se não tivesse percebido que a cultura da morte [aborto e eutanásia] e a ideologia de género são armas políticas, politicamente impostas à sociedade, jamais me envolveria. 

Posto isto, vejo-me obrigada a agradecer ao Francisco Rodrigues dos Santos a coragem de trazer estes assuntos, para mim os mais importantes para uma sociedade saudável e próspera, para o debate público. 

Ontem, o A. Costa ficou absolutamente desconfortável quando foi confrontado e agiu como o seu Sec. de Estado da Educação mentindo descaradamente sobre os conteúdos da disciplina de cidadania. Há uma doutrina do género e só não vê quem não quer.

Mas, há algo que precisa ser dito e que o Francisco não disse (até porque é impossível esclarecer tudo): não é só na disciplina de cidadania que a ideologia de género é imposta aos alunos, ela é transversal a todas as disciplinas curriculares e AEC's e é o único conteúdo que não permite escolha. As crianças estão a ser abusadas em sala de aula com conteúdos demenciais de adultos, que não conseguem entender e que as confundem e erotizam. 

No último Congresso do CHEGA, pedi ao André Ventura que trouxesse este tema para o debate durante a campanha. Ele prometeu fazê-lo, mas, até hoje... NADA! 

Espero que a campanha não termine sem que o faça, pois as famílias portuguesas continuam à espera. 

Nestas eleições já não posso exibir flyers a informar os portugueses de que o CHEGA é o único partido, com assento parlamentar, a combater a ideologia de género e a defender a família natural, pois o presidente do CDS PP tem tido a coragem de o fazer e só me resta agradecer-lhe por isso.