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terça-feira, 17 de março de 2026

PSD: A Biologia Não É Uma Opinião

 



O Partido Social Democrata apresentou, na semana passada, um projecto de lei que recupera elementos da legislação de 2011 e volta a exigir um atestado médico obrigatório para a mudança de sexo no registo civil. A iniciativa, noticiada pela jornalista Ana Dias Cordeiro no Público de 8 de Março de 2026, surge duas semanas depois de uma proposta semelhante do Chega e pretende excluir também menores entre os 16 e os 18 anos. No entanto, embora este seja um passo na direcção certa, revela-se insuficiente, pois o problema não reside apenas na burocracia do registo, mas sim na própria premissa ideológica que o PSD ainda aceita — a de que o sexo é algo “atribuído à nascença” e, por isso, mutável por decreto ou por cirurgia.

Contrariando essa visão, importa sublinhar que o sexo biológico não é atribuído, sendo antes determinado por características imutáveis que se manifestam antes do nascimento e permanecem até depois da morte. Estas diferenças entre homens e mulheres são evidentes em múltiplos níveis: no esqueleto (por exemplo, a pélvis mais larga nas mulheres para facilitar o parto), nos gâmetas (óvulos femininos versus espermatozóides masculinos), nos cromossomas (XX nas mulheres versus XY nos homens, com o cromossoma Y contendo genes específicos que influenciam o desenvolvimento sexual), no cérebro (diferenças nas massas cinzenta e branca, possuindo as mulheres, tipicamente, mais massa cinzenta relacionada com o processamento emocional, e os homens mais massa branca para conexões espaciais), e nos órgãos internos e externos (útero, ovários e vagina nas mulheres; próstata, testículos e pénis nos homens).

Precisamente por serem inerentes à biologia humana, tais distinções não podem ser alteradas por intervenções médicas ou declarações legais. Na verdade, ninguém pode mudar de sexo; o que se altera é, no máximo, a aparência externa ou o registo civil, mas nunca a realidade biológica subjacente. Assim, independentemente de qualquer alteração de nome e de sexo no cartão de cidadão, ou de modificações na aparência, quando um indivíduo adoece, a medicina deve continuar a tratá-lo de acordo com o seu sexo biológico real, uma vez que ignorar este facto não constitui “inclusão”, mas sim uma negligência clínica perigosa.

Aliás, a própria evolução terminológica denuncia o carácter ideológico de um processo que, embora assente numa condição patológica real, tem sido designado de diferentes formas ao longo do tempo. O que começou por ser "transtorno da sexualidade" passou a "disforia de género" no DSM-5 (2013) e, mais recentemente, foi transformado em "incongruência de género" na CID-11 (2019), onde a Organização Mundial da Saúde — sob pressão do activismo radical — a removeu do capítulo de transtornos mentais para a incluir nas condições relacionadas com a saúde sexual. Esta deriva reflecte, não um avanço científico incontestável, mas agendas ideológicas que minimizam o sofrimento psíquico associado, substituindo a exploração terapêutica profunda pela mera "afirmação".

Em Portugal, esta tendência é confirmada pela psiquiatra Zélia Figueiredo, responsável pela saúde transgénero, que afirmou numa entrevista à revista Sábado, em Julho de 2024, que “a pessoa tem todo o tempo do mundo para decidir fazer uma transição sexual. Se depois se arrepende, isso é com ela”. Ao sublinhar que ser transgénero não é uma doença e, logo, não pode ser diagnosticada de forma tradicional, esta visão reforça que, na ausência de um diagnóstico médico rigoroso, a exigência de um atestado médico proposta pelo PSD perde sentido prático. Afinal, se não é doença, por que razão exige o Estado um atestado médico? E se é apenas uma “identidade”, por que motivo financiamos com dinheiros públicos do SNS hormonas, cirurgias e tratamentos irreversíveis desde 2020, com isenção de taxas?

A gravidade da situação acentua-se porque não faltam médicos transactivistas dispostos a encaminhar menores e adultos para hormonas do sexo oposto e cirurgias mutiladoras, muitas vezes sem evidências de longo prazo sobre benefícios versus riscos, como têm alertado diversos profissionais críticos. Este cenário justifica o aumento explosivo de casos após a lei de 2018 — de menos de 250 por ano até 2020 para 606 em 2024, segundo dados oficiais — o qual não reflecte uma “descoberta súbita” de identidades reprimidas, mas um fenómeno social de contágio, como alertam a Associação de Defesa da Liberdade (SALL) e especialistas internacionais.

Nesse sentido, vozes como a pediatra Michelle Cretella, ex-presidente do American College of Pediatricians, afirmam que os protocolos de “afirmação” violam o princípio de “não causar dano”. Do mesmo modo, o psiquiatra Paul McHugh, que fechou a clínica de redesignação sexual do Johns Hopkins em 1979 após estudos conclusivos, comparou a disforia de género a outros transtornos de identidade corporal, enquanto a neurocientista Debra Soh, em The End of Gender, denuncia a supressão do debate científico em nome do activismo. Estes profissionais são sistematicamente censurados não por falta de evidência, mas por contrariarem o dogma.

Perante este quadro, o PSD, ao propor apenas um atestado médico e a exclusão dos 16-18 anos, cede parcialmente à ideologia que pretende combater. Embora reconheça que a autodeterminação pura é perigosa, ainda aceita o enquadramento de que o sexo pode ser “mudado” com supervisão médica. Não pode. O que se pode — e deve — é tratar a disforia de género como uma condição psiquiátrica que exige exploração terapêutica profunda, não a mutilação química ou cirúrgica de corpos saudáveis, especialmente de menores.

O partido tem, por isso, uma oportunidade histórica: rejeitar por completo o conceito de “sexo atribuído” e afirmar, sem ambiguidades, que a lei portuguesa deve reconhecer a realidade binária e imutável do sexo biológico. Isto significa proteger crianças e adolescentes de intervenções irreversíveis, garantir que a medicina continue a praticar medicina (e não ideologia) e devolver à ciência o lugar que o activismo lhe usurpou. O PSD sempre se apresentou como uma força moderada, responsável e ancorada na realidade, e chegou o momento de o provar até ao fim. Qualquer meio-termo será apenas mais um passo na erosão da verdade biológica — e, no limite, na saúde e na segurança dos portugueses mais vulneráveis. A biologia não é uma opinião. E a política não deve fingir que o é.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Debate com o vice de António Costa

Num debate claramente ganho por André Ventura, Rui Rio deixou claro que, após tantos anos a arrastar a asa e a ser rejeitado, tenciona "casar" com António Costa e fazer na Assembleia da República o mesmo que fez em Santarém, onde, depois de ter os votos do povo - que estava farto do socialismo e lhe deu um empate - fez um acordo com... o socialismo, traindo assim os escalabitanos. 

O Dr. Rui Rio entrou "a pés juntos" numa tentativa desesperada de ser politicamente correcto e convencer o eleitorado de que:

  • O CHEGA  quer acabar com o regime "democrático", que ele defende com unhas e dentes, mas lá acabou por dizer que, afinal, o regime instalado desde o 25 de Novembro está a ficar cada vez menos democrático e que é preciso fazer alguma coisa;
  •  André Ventura é demasiado radical e instável, e, por isso, é praticamente impossível um acordo de governo após as eleições.
Mas, logo a seguir, depois de ser confrontado com as perguntas directas do presidente do CHEGA, percebemos que concorda com praticamente tudo o que o CHEGA defende "com alguns ajustes". 

O presidente do CHEGA foi igual a si mesmo: acutilante, assertivo e directo. Começou por encurralar Rui Rio apontando o que quer mudar no país:

  • Acabar com a subsidio dependência daqueles que beneficiam dela sem de facto precisarem;
  •  prisão perpétua para crimes hediondos;
  • o número elevadíssimo de deputados na Assembleia da República e nas autarquias, que tornam a máquina do Estado pesadíssima;
  •  a vergonha de haver políticos corruptos, condenados, a ganhar 3000€ de reformas vitalícias;
  •  e a castração química de pedófilos;
  • o combate à corrupção.
Imediatamente a seguir perguntou-lhe se era contra essas medidas, se era por isso que não queria acordos com o CHEGA. 

Visivelmente desconfortável, Rui Rio lá foi tentando explicar-se e fugir às acusações que André Ventura lhe "atirava", mas não conseguiu escapar à acusação de ter estado sempre ao lado do PS, de ter votado 60% das vezes ao lado do governo e de ter sido  decisivo para o fim dos debates quinzenais. Resumindo: Rui Rio foi o melhor aliado de António Costa e deseja ardentemente fazer coligação à esquerda e não à direita. 

Votar no PSD não é "votar útil", mas sim dar a Rui Rio a oportunidade de ser o vice de António Costa. Como disse André Ventura: «Este homem quer ser vice-primeiro ministro de António Costa, eu quero mudar o país.» 

André Ventura venceu o debate e eu só espero que, no dia 30 de Janeiro, o povo português não queira mais do mesmo e não entregue o país aos do costume. 

#CHEGA 

#Éhorademudar 



segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Debate CHEGA X PSD

 Hoje, o debate será entre o André Ventura e o Rui Rio! 

Claro que, mais uma vez e à semelhança do que aconteceu ontem, independentemente da prestação do Dr. André Ventura, a comunicação social dará a vitória ao Dr. Rui Rio. 

Amanhã, se Deus quiser, cá estarei para comentar o debate.