Mostrar mensagens com a etiqueta socialismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta socialismo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de março de 2026

Ah, a Igualdade que Não Existe: Uma Resposta ao Choramingas Feminista de Sempre


https://estadocomarte.pt/site/wp-content/uploads/2026/03/ATMoura2-941x1024.jpg
Ah, que delícia de leitura matinal! Lá vem mais um artigo daqueles, escrito por uma ex-deputada socialista – sim, porque o feminismo é basicamente o braço armado da esquerda política –, a lamentar-se sobre como as mulheres continuam a ser vítimas eternas de um sistema patriarcal invisível, algoritmos malvados e estereótipos que, aparentemente, as impedem de conquistar o mundo. No texto "Entre Algoritmos e Estereótipos: Onde Está a Igualdade?", publicado no Estado com Arte em 7 de Março de 2026, a autora pinta um quadro apocalíptico onde as mulheres não têm os mesmos direitos e oportunidades que os homens, tudo por culpa de narrativas online que as confinam ao lar doce lar. Que original! Como se não ouvíssemos isso desde os anos 70, quando o feminismo começou a transformar queixas pessoais em agenda política para ganhar votos e subsídios.
Mas vamos lá desmontar esta falácia com um bocadinho de realidade – essa coisa chata que a esquerda adora ignorar quando não lhe convém. Porque, se formos a ver os dados reais de Portugal, quem é que está mesmo em desvantagem? Spoiler: não são as "vítimas" eternas. 
Vamos começar pelos trabalhos duros, esses que o feminismo convenientemente esquece quando fala de "segregação laboral". Em Portugal, os homens dominam os sectores mais perigosos e fisicamente exigentes, como a construção, a mineração e a indústria pesada. E adivinhem? Isso reflecte-se nos acidentes de trabalho. Segundo dados da ONU Mulheres, as lesões não fatais no trabalho afectam 3.566,5 homens por 100 mil empregados, contra apenas 1.411,9 mulheres. E nos acidentes fatais? Os homens levam a taça com 3,7 por 100 mil, enquanto as mulheres ficam em míseros 0,2. Em 2022, Portugal foi o terceiro país da UE com mais acidentes não fatais no trabalho, e o sexto em fatais, com a construção a liderar – um sector onde os homens são a esmagadora maioria. Ah, mas as feministas dirão que isso é "escolha livre". Claro, porque nada diz "oportunidade igual" como morrer no trabalho para que as mulheres possam reclamar de "estereótipos" em STEM.
E que tal falarmos de saúde mental? O artigo chora rios sobre como as narrativas online afectam as pobres mulheres, mas ignora o elefante na sala: os suicídios. Em Portugal, a taxa de suicídio masculina é de 17,7 por 100 mil habitantes, contra 5,9 para as mulheres – uma diferença de quase três vezes! Dados da OMS confirmam: os homens suicidam-se a uma taxa de 17,9 por 100 mil, as mulheres a 5,7. Porquê? Talvez porque os homens carregam o fardo de empregos stressantes, pressões sociais para serem "provedores" e uma sociedade que os ignora quando precisam de ajuda. Mas não, o feminismo prefere focar-se em "algoritmos que reforçam papéis tradicionais". Ironia: esses papéis tradicionais é que protegem as mulheres de estatísticas tão sombrias.
Agora, o golpe de misericórdia: o ensino superior. O artigo lamenta que as mulheres optem por áreas "menos remuneradas" como humanidades e cuidados, culpando os estereótipos. Mas os números contam outra história. Em Portugal, metade das mulheres tem um diploma universitário, contra apenas 34% dos homens. As mulheres representam 59,4% dos graduados em licenciaturas, 58,6% em mestrados e 52,5% em doutoramentos – acima da média da UE. Em 2023/2024, a taxa de conclusão do ensino superior para jovens de 25-34 anos é de 43,2%, com as mulheres a liderar. Menos homens a tirar cursos superiores? Que desigualdade terrível! Mas esperem, o feminismo chama a isto "sucesso feminino", não discriminação contra homens. Se fosse ao contrário, haveria marchas nas ruas e quotas obrigatórias.
No fundo, este artigo é mais um exemplo de como o feminismo, esse movimento político de esquerda disfarçado de luta por direitos, ignora os homens para perpetuar a narrativa de vitimização feminina. Mulheres sem direitos iguais? 
Por favor! Em Portugal, as mulheres vivem mais, estudam mais, suicidam-se menos e evitam os trabalhos que matam. Os homens? Bem, eles que se aguentem com os acidentes, os suicídios e os empregos "duros". Mas ei, pelo menos os algoritmos não os mandam para casa – mandam-nos para o cemitério. Que igualdade maravilhosa! Se o feminismo quisesse mesmo igualdade, talvez devesse lutar por mais mulheres na construção ou na mineração. Mas isso seria pedir demasiado a um movimento que prefere queixar-se em vez de agir.

8 de Março: A Verdadeira História Por Trás do Dia Internacional da Mulher

 

https://imagens.publico.pt/imagens.aspx/1787247?tp=UH&db=IMAGENS&type=JPG

Anualmente, o mundo assinala o Dia Internacional da Mulher entre flores, discursos sobre empoderamento e campanhas de marketing que convertem a efeméride num evento comercial inofensivo. Contudo, sob esta fachada simbólica, esconde-se uma génese que muitos preferem distorcer. A narrativa hegemónica, replicada em escolas e universidades, evoca a tragédia de 129 operárias têxteis que, em 1857, teriam sido queimadas vivas — uma lenda propagada para alicerçar uma "verdade" colectiva. Como alerta Bérénice Levet, tal celebração tornou-se a ponta de lança de uma "nova inquisição" que, sob o pretexto da emancipação, visa desconstruir a cultura ocidental e substituir a harmonia entre os sexos pelo conflito permanente.

O Mito Desmascarado: Não Houve Incêndio em 1857

Para sustentar esta visão ideológica, recorre-se frequentemente ao mito de um incêndio ocorrido a 8 de Março de 1857. Todavia, a realidade histórica é que não ocorreu qualquer greve ou imolação de operárias nessa data. Pesquisas contemporâneas, incluindo a análise de periódicos norte-americanos da época, confirmam que este relato é uma invenção posterior, sem qualquer lastro factual. A confusão deriva, na verdade, do sinistro na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova Iorque, ocorrido anos mais tarde, a 25 de Março de 1911. Causado por instalações eléctricas precárias, esse acidente vitimou 146 trabalhadores — 125 mulheres e 21 homens, na maioria imigrantes judeus e italianos. Longe de ser um acto criminoso contra grevistas, tratou-se de uma tragédia agravada por condições laborais negligentes, como portas trancadas para evitar furtos.

Esta distorção cronológica foi deliberadamente forjada na década de 1950 pelo jornal comunista francês L'Humanité. O objectivo era dissimular as raízes soviéticas da celebração, tornando-a mais aceitável num Ocidente anticomunista ao apropriar-se de uma fatalidade humana para romantizar a militância feminista. Hoje, o local desse verdadeiro incêndio — integrado na Universidade de Nova Iorque — ostenta uma placa que o recorda como um catalisador de reformas laborais no quadro da democracia e do capitalismo, e não como um martírio ideológico.

A Verdadeira Origem: Raízes no Socialismo e na Revolução Russa

A verdadeira origem do 8 de Março reside, portanto, no movimento socialista europeu e na Revolução Russa. Em 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhaga, a líder alemã Clara Zetkin propôs a criação de um "Dia Internacional da Mulher" para promover os direitos das trabalhadoras segundo os ideais socialistas. Embora a proposta tenha sido aprovada por representantes de 17 países, a celebração inicial, em 1911, ocorreu a 19 de Março em nações como a Alemanha e a Áustria, focando-se no sufrágio feminino.

A fixação definitiva da data deve-se aos acontecimentos em Petrogrado. A 8 de Março de 1917 (23 de Fevereiro no calendário juliano), milhares de mulheres saíram às ruas exigindo "Pão e Paz", protestando contra a fome e a participação russa na Primeira Guerra Mundial. Esta mobilização evoluiu para uma greve geral que derrubou a monarquia czarista e abriu caminho à ascensão dos bolcheviques. Consequentemente, em 1921, a Conferência Internacional das Mulheres Comunistas em Moscovo oficializou a data, e Vladimir Lénine instituiu-a como feriado soviético. Foi apenas em 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu a efeméride, transformando um marco da revolução comunista no evento global que hoje conhecemos.

O Socialismo Soviético e a "Emancipação" da Mulher: Uma Prisão Ideológica

Inspirados nos escritos de Karl Marx, que descreviam o casamento e a família como instrumentos de opressão, os bolcheviques pregaram a "emancipação feminina" através da transição do lar para o trabalho operário. Para Lénine, o trabalho doméstico "embrutecia" a mulher, impedindo a sua plena participação política. Esta visão materializou-se em políticas como o Código da Família de 1918 e a legalização do aborto em 1920 — tornando a URSS o primeiro país a fazê-lo. Sob a influência de figuras como Alexandra Kollontai, promoveu-se a liberdade sexual e o fim da dependência económica no matrimónio, argumentando-se que só o socialismo resolveria as contradições entre a vida familiar e laboral.

Na prática, porém, esta liberdade significava servir o Estado. As mulheres foram incorporadas na força de trabalho, mas o prometido "lar comunal" nunca se concretizou plenamente. Mais tarde, em 1936, Estaline reverteu o rumo com políticas conservadoras para estabilizar a sociedade através da família nuclear. Tal como as agendas feministas modernas — que reclamam o divórcio facilitado e a "libertação" da maternidade —, este projecto constituía uma guerra contra o patriarcado e o capitalismo, bandeiras do colectivo "Pão e Rosas". Contudo, o que se vende como empoderamento é uma ideologia que prioriza o regime sobre a família, substituindo a protecção do marido pela dependência de um Estado totalitário.

Uma Data Esvaziada: Do Revolucionário ao Comercial

Com o colapso do bloco socialista, o mito das operárias queimadas serviu para "limpar" as origens comunistas da data, permitindo a sua aceitação no Ocidente capitalista. Hoje, o 8 de Março é frequentemente reduzido a flores e campanhas corporativas que ocultam a sua essência política. Todavia, no século XXI, a data recuperou o seu carácter revolucionário. Em Portugal, a Rede 8 de Março — Greve Feminista, apoiada por dezenas de colectivos (incluindo Bloco de Esquerda, LIVRE e PAN), organizou manifestações em Lisboa e Porto com lemas como "Pela Libertação de Todas as Mulheres" e "Enfrentamos o fascismo, exigimos avançar!".

Estas marchas reuniram mais de mil pessoas que, ao denunciarem retrocessos imaginários, promoveram pautas radicais de género, antirracismo e antimilitarismo. Tais eventos, descritos como resistência à "opressão patriarcal", mantêm vivo o espírito confrontacional original, transformando a data num palco de polarização ideológica. Ao perpetuar uma guerra de sexos, ignora-se os avanços reais alcançados pela sociedade democrática e pelo mercado de trabalho moderno. Como recorda Bérénice Levet, a verdadeira liberdade não reside na rejeição da nossa natureza, mas no resgate da dignidade feminina e na harmonia com o homem — libertando-nos do feminismo para recuperar a nossa humanidade.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A Ilusão Socialista da Habitação: Por que os Jovens de Hoje Reclamam de Casas que Não Caem do Céu



Ah, a eterna ladainha da "crise da habitação para jovens" em Portugal! Como se fosse uma novidade saída de um decreto divino ou, pior, de um manifesto socialista. Ouve-se por todo o lado: "Os jovens até aos 35 anos não conseguem comprar a primeira casa! Precisamos de mais habitação social, subsídios estatais e milagres governamentais!" E o mais grave é que até alguns partidos ditos de direita – aqueles que deviam defender a responsabilidade individual e o mercado livre – estão a embarcar nesta narrativa lamechas, como se as casas brotassem do chão por decreto e não pelo suor do trabalho honesto. Vamos lá desmontar este embuste com um pouco de realidade cáustica, daquelas que dói mas cura.

Antigamente – e não falo de um passado mitológico, mas dos anos 70 e 80, quando Portugal ainda tinha uma economia a sério e valores familiares intactos – os jovens não esperavam por esmolas do Estado para comprar casa. Começavam a trabalhar aos 18 ou 20 anos, muitas vezes logo após o ensino básico ou secundário. Aos 25 anos, já tinham anos de descontos no currículo, um emprego estável (nem que fosse na fábrica ou no campo) e, pasme-se, casavam-se! Sim, casavam-se cedo, formavam famílias e construíam vidas em conjunto. Recuando a 1970, a idade média do primeiro casamento situava-se nos 25 anos para os homens e nos 23 para as mulheres. Comprar casa? Era o passo natural: um empréstimo bancário, assente em salários reais e poupanças acumuladas, não em fantasias de "direito à habitação" como se o Estado fosse uma fada madrinha com uma varinha de condão.

Hoje? Hoje é uma comédia de erros. Os jovens esticam os estudos até aos 25 ou 30 anos – mestrados, doutoramentos, Erasmus pagos pelos pais –, gastam fortunas em festivais de verão, viagens low-cost e gadgets que duram menos do que um namoro de adolescência. Entram no mercado de trabalho aos 28 ou 30 anos, muitas vezes com contratos precários, porque "a vida é para viver" e o trabalho é uma chatice secundária. Resultado? A idade média de entrada efectiva no emprego é cada vez mais tardia: as gerações actuais têm apenas 0,4 anos de carreira contributiva aos 20 anos, contra os 2,7 anos das gerações anteriores. E o casamento? Esqueçam: agora acontece, em média, aos 35 anos para homens e 34 para mulheres. Construir família? Só depois dos 40, se tanto. Claro que comprar casa "cedo" se torna impossível – não por culpa de uma conspiração capitalista, mas porque a vida adulta é adiada em prol de um eterno recreio subsidiado.

E aí entra a narrativa socialista: "Falta habitação acessível! O Estado tem de construir casas baratas para todos!" Como se as casas caíssem do céu ou fossem fabricadas em impressoras 3D estatais. Ignoram que os preços subiram não só por via da especulação (que existe, sim), mas porque a oferta não acompanha a procura inflacionada pela imigração descontrolada e pelo turismo desregulado – políticas adoradas pela esquerda. A entrada massiva de imigrantes (que passou de cerca de 600-700 mil em 2020 para 1,54 milhões de cidadãos estrangeiros residentes no final de 2024, segundo o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo da AIMA), quadruplicou em sete anos e disparou a procura por habitação, especialmente em Lisboa e no Porto. Resultado: uma sobrevalorização estimada em 35% em Portugal (a mais alta da UE), subidas de 20% no preço médio de venda em 2025 (de 350 mil para 420 mil euros) e rendas que não param de subir (com a média nacional nos 1.300 euros/mês, segundo dados do Idealista).

Parte desta inflacção advém precisamente de práticas como o overcrowding e o subarrendamento informal: apartamentos alugados por 2.000 euros (incomportáveis para uma família portuguesa média com filhos) são divididos por 10, 15 ou até 20 pessoas, cada uma pagando 100 a 300 euros por uma cama ou quarto improvisado. Isto permite que os proprietários maximizem rendimentos sem baixar os preços oficiais, inflacionando o mercado global e tornando-o inacessível para quem procura um arrendamento familiar normal. É um ciclo vicioso: a elevada procura alimenta a especulação, e a subdivisão "barata" por pessoa sustenta rendas estratosféricas no agregado.

Políticas de portas abertas sem planeamento da oferta habitacional agravaram o problema — não é apenas "falta de casas", é procura inflacionada por imigração descontrolada somada ao turismo e à escassez estrutural. Um exemplo gritante é Braga, que há poucos anos era uma das cidades com habitação mais barata do país e hoje se transformou numa das mais caras. Em 2025-2026, o preço por m² disparou para cerca de 2.150 €/m² (com subidas anuais de até 13,2% segundo o INE), e as casas abaixo de 200 mil euros praticamente desapareceram. Braga, outrora um refúgio acessível, exige agora 18 anos de salário médio para se comprar casa. Coincidência? Não: é o mesmo veneno da procura descontrolada que infectou Lisboa e o Porto, mas aplicado de forma mais acelerada.

A percentagem de jovens proprietários despencou de 70% em 2001 para 40% em 2021. Coincidência? Não: é o preço da imaturidade prolongada.

O mais irónico é ver partidos que se dizem de direita – como o PSD, o CDS ou até mesmo o Chega em certos momentos (talvez arrastado pela narrativa dominante e com receio que não chegar aos mais jovens) – a alinharem neste disparate. Propõem isenções de IMT para jovens até aos 35-40 anos e garantias estatais para empréstimos a 100%, como se isso resolvesse o problema de fundo. 

Senhores, acordem! Isso apenas inflaciona mais os preços e ajuda quem já ia comprar de qualquer forma. Em vez de apanharem o comboio socialista, defendam o óbvio conservador: reduzam impostos sobre o trabalho e a propriedade para todos (IRS e IMI), desburocratizem a construção privada, incentivem o casamento e a família cedo e promovam o ensino profissional em vez de universidades inchadas. Habitação social? Sim, mas pontual, para emergências, não para vidas inteiras à custa do contribuinte.

No fim do dia, a "dificuldade" dos jovens em comprar casa não é uma conspiração – é o resultado de escolhas culturais e de políticas que priorizam o hedonismo em detrimento da responsabilidade. Querem casa cedo? Trabalhem cedo, casem cedo, poupem cedo. Ou continuem a culpar o "sistema" enquanto vivem em casa dos pais até aos 35, 40. A direita verdadeira sabe: a liberdade vem com deveres, não com subsídios.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A Vitória do Socialismo: Uma Traição da Direita Portuguesa?




Ontem, na segunda volta das eleições presidenciais em Portugal, António José Seguro, candidato socialista, foi eleito com uma vitória esmagadora sobre o rival de direita radical, André Ventura. Mas este resultado não é motivo de celebração para quem anseia por uma verdadeira ruptura com o socialismo. Com apenas cerca de metade da população a votar – uma abstenção escandalosa de 49,89% –, o país assistiu a uma aliança improvável e hipócrita que perpetua o domínio da esquerda.
Toda a comunicação social, sem excepções notáveis, martelou incessantemente apelos ao voto em Seguro, pintando Ventura como uma ameaça ao "consenso democrático". Pior ainda: uma grande maioria do governo da Aliança Democrática (AD), que se autoproclama de direita e jura querer acabar com o socialismo que assola o país há décadas, juntou-se ao coro. Figuras proeminentes da direita, incluindo ex-líderes como Aníbal Cavaco Silva e Paulo Portas, e até o autarca de Lisboa, Carlos Moedas, endossaram o socialista para barrar o "perigo" da extrema-direita. O primeiro-ministro Luís Montenegro manteve-se neutro, mas o seu silêncio não disfarça a traição colectiva. Resultado? Elegemos um socialista para Belém, traindo os eleitores que deram à AD o poder em 2024 para combater exactamente isso.
A História não mente: sempre que um presidente socialista foi eleito, governos socialistas seguiram-se logo a seguir, consolidando políticas destrutivas. Foi o socialismo que, em 2007, aprovou o aborto por referendo (não vinculativo, diga-se de passagem), transformando a vida em mera escolha descartável. Foi o socialismo que impôs a ideologia de género nas escolas e na sociedade, confundindo gerações com agendas radicais que minam a família tradicional e a identidade nacional. Foi também o socialismo, sob António Costa, que escancarou as portas à imigração ilegal descontrolada, com mecanismos como a "manifestação de interesse" que permitiram a entrada massiva sem verificações rigorosas, acumulando centenas de milhares de processos pendentes e sobrecarregando os serviços públicos. Pior: facilitou o acesso à nacionalidade portuguesa a quem mal pisava o território, oferecendo cidadania após poucos anos de residência, sem exigência real de integração ou laços efectivos com a nação – uma porta aberta que alterou demograficamente o país em poucos anos, transformando Portugal num destino de fluxos sem controlo.
Esta eleição revela a fraqueza da direita portuguesa: prefere aliar-se à esquerda para manter o status quo do que arriscar uma mudança real. Com Seguro em Belém, preparem-se para mais anos de intervencionismo estatal, impostos altos e erosão dos valores conservadores. Portugal merecia melhor, mas a elite optou pelo conforto do socialismo disfarçado. Quantos mais ciclos viciosos aguentaremos?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

"Direita" suicida

 Quando o muro de Berlim caiu e a URSS se fragmentou, muitos acharam que era o fim do comunismo. Ledo engano. O comunismo reinventou-se e continuou a trabalhar arduamente para voltar a governar a Europa e, se possível, o mundo. 

Não deixa de ser revelador o facto de Aleksandr Soljenítsin, que escreveu o Arquipélago Gulag, lhe chamar SOCIALISMO e nunca COMUNISMO, mas não faltará quem ache que isso é só um pormenorzinho sem importância nenhuma. Para mim, não é. 

Cá, neste cantinho à beira-mar plantado, entre Abril de 1974 e Novembro de 1975, tivemos um cheirinho do que é ser governado pelo comunismo, mas, para desgraça de Portugal e dos portugueses, a maioria parece ter-se esquecido e as gerações pós 25 de Abril são doutrinadas na Escola e não fazem a mínima ideia do que foi o 25 de Abril, tão amado pela extrema-esquerda e pela direitinha que a esquerda tolera. 

É essa doutrinação escolar que apaga da memória colectiva o risco que Portugal correu de ser transformado numa "colónia" da ex-URSS, e que formatou grande parte dos professores, jornalistas, opinion makers, actores, e comentadores de esquerda, que influenciam o povo através dos meios de comunicação social. 

Não é de estranhar, portanto, que toda a esquerda se una para voltar a ter o poder. A Geringonça foi a união de partidos inimigos, que se odeiam entre si, mas que deixaram os egos e até a doutrina, de parte, para chegar ao poder e empobrecer o povo. 

Infelizmente, o povo acredita cegamente nas TV's e naqueles que vê todos os dias no ecrã, e, por isso, ainda que tudo aumente e o poder de compra baixe cada vez mais, acredita que é aumentado todos os anos e que é isso que importa. Enquanto tiver pão e circo... Nada importará mais do ser campeão da 1ª liga já este ano.

Não bastasse este quadro negro, temos uma "direita trans", socialista, libertina, pró-cultura da morte [aborto e eutanásia], quase sem expressão e influência na media, que deixou os conservadores órfãos e que se suicida. 

Então, chegou o CHEGA! Chegou, disse ao que vinha, e imediatamente começou a ser perseguido por tudo e por todos. E não, não é vitimização. São factos. Pela primeira vez, desde há cerca de 46 anos, a DIREITA cresceu rapidamente e o SISTEMA sentiu-se ameaçado e mobilizou-se. As FP 25 deixaram de empunhar armas, para assassinar os "dissidentes", e passaram a usar os teclados, para assassinar o carácter de todo aquele que não for fiel ao socialismo de esquerda ou de "direita". 

Ontem, isso ficou claro como água quando aquele que se afirma de direita [FRS]  atacou mais o candidato do CHEGA do que havia atacado todos os candidatos d'esquerda. 

Não que já não estivesse claro, pois cedo se percebeu que o único alvo a abater era o único partido anti-sistema. 

Quando ouvimos dois partidos, quase sem expressão [IL e CDS PP], a dizer que jamais viabilizarão um governo de direita - se o único partido que tem mais intenções de voto do que eles os dois juntos fizer parte desse governo -, percebemos que estão a entregar o país à esquerda. A suicidar-se. 

Aliás, o PSD, que se diz de direita e até pode ganhar as eleições, prefere fazer um bloco central com o socialismo do que governar com o CHEGA! 

E, agora, para tornar o quadro ainda mais negro, vejo o único candidato, no qual acreditei e acredito, a deixar-se enredar nas ciladas armadas pelos candidatos do sistema, moderadores incluídos, e a não explicar ao povo português, nos debates, o que temos para oferecer ao país... 

CHEGA! de passar o debate em discussões de lana caprina. CHEGA! de falar sempre do mesmo. CHEGA! de ser conduzido pelos outros candidatos e pelos moderadores. 

URGE trazer para cima da mesa os valores conservadores da VERDADEIRA DIREITA e adoptar aqueles cidadãos que a direitinha do sistema deixou órfãos. 

CHEGA! Não quero "100 Medidas", quero que o Dr. André Ventura se mantenha firme e não se deixe arrastar para um campo no qual a esquerda dá as cartas de um jogo viciado. A IL tem um programa com 900 páginas? Quem é que o leu? 

Não é o modelo de debates que tem impedido que os portugueses sejam informados, são os candidatos. E vai piorar!

Sei, de fonte segura, que no debate entre todos os partidos há um pré-acordo para - em matilha - atacarem o Dr. André Ventura. Objectivo: enervá-lo, desconcentrá-lo, tirá-lo do sério e impedi-lo de dizer claramente aos portugueses quais são as propostas do CHEGA! para mudar Portugal. 

Não permita que isso aconteça. 

Eu ainda acredito! 

Mas... Confesso que começo a ficar preocupada com a falta de coragem (ou será de vontade?) em trazer para o debate os temas verdadeiramente fracturantes, que tirarão os abstencionistas do sofá e nos darão os tais 10 a 15%: Educação, Família, Ideologia de Género e Economia. 

Ah, e já agora, a TAP foi mesmo um grande tiro nos pés e, na última semana da campanha, terá início um ataque cerrado, por parte de toda a comunicação social, aos candidatos do CHEGA!.