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quarta-feira, 25 de março de 2026

Aos que me acusam

 


A quem me acusa desta forma, usando esta imagem e outras, respondo:

A fé que professo e que descrevi não é «fanatismo», «obscurantismo» ou «loucura»; é, simplesmente, a cosmovisão cristã clássica aplicada à sexualidade humana. Como cristã, respondo a estas acusações com base na autoridade das Escrituras:

1. A Bíblia não define a homossexualidade como «identidade», mas como desejo desordenado

Tal como afirmei, a Bíblia não reconhece a inclinação sexual como a essência do ser. A Confissão de Fé de Westminster (6.5-6) e a teologia reformada ensinam a depravação total: o pecado corrompeu todos os aspectos da natureza humana, incluindo os nossos desejos (Romanos 7:18-23). O que escrevi ecoa precisamente as palavras do Apóstolo Paulo em Romanos 1:24-27: Deus «entregou» a humanidade a «paixões infames», trocando as «relações naturais» por aquelas que contrariam a ordem da criação (Génesis 1:27).

Não nutro «ódio» pelo meu filho; nutro amor bíblico. O amor verdadeiro adverte contra o pecado, não o celebra (Ezequiel 3:18-21; 1 Coríntios 6:9-11). Paulo lista a prática homossexual entre os pecados que excluem do Reino, mas acrescenta imediatamente: «E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados no nome do Senhor Jesus». A minha esperança não reside numa «mudança de orientação» por força de vontade, mas na mortificação diária do pecado pela graça do Espírito (Romanos 8:13; Colossenses 3:5). É isto que defendo: arrependimento contínuo e submissão alegre ao senhorio de Cristo.

2. Acusar-me de «maus-tratos» por defender a minha fé inverte o conceito de abuso

Condeno qualquer forma de agressão física ou violência; o próprio Deus a proíbe (Efésios 6:4; Colossenses 3:21). Todavia, ensinar a visão bíblica da sexualidade no seio familiar não é abuso; é o exercício do dever parental ordenado por Deus (Deuteronómio 6:6-7; Provérbios 22:6).

Observo que o activismo contemporâneo transforma sistematicamente a discordância teológica em «violência». Na prática, isto manifesta-se através de:

·         Criminalização da fé: Tentativas de proibir o aconselhamento pastoral bíblico, o que constitui um ataque à pregação do Evangelho.

·         Doutrinação estatal: A imposição de ideologia de género nas escolas contra a vontade dos pais, violando a liberdade religiosa e a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

·         Cultura do cancelamento: Ser rotulado de «fascista» por citar Romanos 1 é uma imposição totalitária de uma nova religião secular. A verdadeira intolerância provém de quem exige que os cristãos reneguem a Bíblia para serem aceites na esfera pública.

3. A perseguição à fé não me surpreende — Jesus avisou-nos

Jesus foi claro: «Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim» (João 15:18). A teologia reformada nunca prometeu aceitação cultural, mas sim que a Verdade divide (Hebreus 4:12). Ser acusado de ser uma «ameaça à sociedade democrática» por defender valores milenares é o mesmo argumento usado contra os apóstolos em Actos 17:6. Hoje, em Portugal, vejo uma pressão mediática e judicial constante para que as famílias cristãs se silenciem. Recuso-me a aceitar que a inclinação do meu filho seja «boa» ou «central» à sua identidade, e sei que esse mecanismo de vergonha social é usado para forçar a conformidade.

4. A graça, e não o ódio, é o centro do meu coração

Graças a Deus, jamais senti ódio por quem quer que seja. Pelo contrário, creio que todos lutamos contra desejos desordenados e todos necessitamos do caminho da santidade. Ódio, seria mentir-lhe, dizendo que o pecado não tem consequências eternas (Ezequiel 33:8). A minha resposta é de graça soberana: ninguém é salvo por ser heterossexual. Todos somos salvos apenas pela fé e apenas pela graça. O meu filho tem a mesmíssima necessidade que eu: ser lavado pelo sangue de Cristo.

Conclusão

A minha fé não é fanatismo; é ortodoxia. A acusação de que sou uma «ameaça» revela a intolerância daqueles que não suportam que alguém viva segundo a Palavra de Deus. O activismo actual não deseja a coexistência, mas a capitulação da Igreja. A minha resposta é a dos apóstolos: «Mais importa obedecer a Deus do que aos homens» (Actos 5:29). Continuarei a amar, a orar e a pregar o Evangelho.

sábado, 15 de janeiro de 2022

Os famosos fact-checking

 Os fact-checking não pretendem repor a verdade, mas sim inquinar a opinião do povo!




Os famosos fact-checking ganharam um poder desmesurável na internet, um poder que tem como consequência a de legitimar a censura nas redes sociais. Principalmente depois do apoio de 15M€ à comunicação social por parte do governo isso tem-se verificado com mais frequência.

Há questões que têm de ficar claras em relação a esses “Fact-checking”:

1- Põem em causa a liberdade de expressão dos cidadãos na internet;
2- Ficam legitimados a um poder sem qualquer regulação que implementa uma forma de verdade única na sociedade;
3- Quando um indivíduo publica algo e é censurado por um desses verificadores, fica sem qualquer forma de se defender ou contra-argumentar;
4- Os “Fact-Checking” são assumidos como isentos à possibilidade de erro ou imprecisão;
5- O Facebook usa esses verificadores para censurar, apagar, bloquear ou rotular as publicações dos utilizadores, prejudicando assim todo o tipo de indivíduos, sejam eles anónimos ou políticos;

O exemplo na imagem, prova exactamente isso; temos uma afirmação de um deputado candidato às eleições que foi rotulada como FALSA, mas uns dias antes estava aprovada pela própria comunicação social como verdadeira. Obviamente que prejudicará directa ou indirectamente esse mesmo candidato.

Miguel Macedo