Mostrar mensagens com a etiqueta cidadania. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cidadania. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Ideologia imposta pelo Estado, à Escola, em tribunal

 A  ideologia do género, um conjunto de ideias anti-científicas que, com propósitos políticos totalitários, extirpa a sexualidade humana da sua realidade natural e a explica apenas pela cultura,  imposta ao programa de educação escolar – do pré-primário ao secundário - leva o Estado português a Tribunal. Antes, um grupo de 85 deputados já havia pedido ao Tribunal Constitucional a fiscalização de medidas no ensino sobre identidade de género.

Identidade ou ideologia?

Sem dúvida, é uma ideologia [há quem prefira chamar-lhe teoria] que defende que a condição e conceito de feminino são artimanhas de discurso, inventadas por uma sociedade masculina e falocêntrica,[1] uma hierarquia de géneros, na qual o género masculino controla o género feminino, que se manifesta em todas as áreas da vida - da linguagem à política - que afirma que a heterossexualidade é compulsória,[2]  e que a impressão que temos de que o conceito “mulher” é natural não passa de outro condicionamento cultural criado pelos homens como estratégia de poder. 

Para a ideóloga do género Judith Butler, omnipresente dos Guiões de Género e Cidadania, o ser humano nasce indefinido (neutro) e, graças à família, à escola, à sociedade, às instituições etc., define-se a atrela-se a um papel binário homem-mulher ditado por um “sistema patriarcal opressor”.

Ignorando as mais de 6500 diferenças biológicas entre homens e mulheres, cientificamente provadas, Judith afirma que o comportamento de cada sexo, e até o próprio sexo, são conceitos criados por homens sedentos de poder para parecerem naturais.

Que homens tão poderosos terão sido esses, capazes de criar algo que já nasce com a pessoa?

Que homens tão poderosos terão sido esses, capazes de colocar o sexo – masculino ou feminino - no ADN de cada pessoa?

Que raio de cultura é essa, que constrói aqueles que a construíram?

Butler não tem qualquer receio em admitir que a sua teoria do género não passa de uma ferramenta de desconstrução e subversão de identidades.[3] Ela pretende fazer-nos acreditar que há uma nova resposta à pergunta “o que é o Homem?” e que essa resposta é dada na sua bíblia do género [Problemas do género], onde as suas ideias ocupam o lugar da realidade e a realidade, por mais científica que seja, é sacrificada no altar do imaginário e das ciências sociais. De acordo com a teoria do género:

A sociedade deve caminhar resolutamente rumo a uma dessexualização ideológica, isto é, rumo ao apagamento de todas as distinções fundadas no sexo […] Acabou-se o tempo das discriminações biológicas […] A categoria filosófica do sexo deve, portanto, desaparecer ou, pelo menos, ser esvaziada da sua substância significativa forjada pela cultura heterossexista.[4]

Acabou-se o tempo das distinções fundadas no sexo?

Bem-vindo às distinções fundadas na ideologia. 

Acabou-se o tempo das discriminações biológicas?

Bem-vindo ao tempo das discriminações ideológicas.

Urge perceber que a ideologia de género não pretende combater a discriminação nem proteger as minorias. Esse é o papel de embrulho, com um grande laçarote, no qual os seus promotores a envolvem. A ideologia de género é uma teoria sobre a identidade e a essência do ser humano, e o que vem dentro do embrulho é uma amálgama de lixo ideológico que é despejada na mente das crianças, para as confundir quanto à sua identidade.

É para esse fim que o Ministério da Educação, no seu site “Educação para a Cidadania”, no domínio “Sexualidade”, na rubrica desenvolvimento da sexualidade, em aceder a mais recursos, nos vídeos de Identidade e Género, incita crianças a “mudar de sexo” e, levianamente, usa como exemplo uma caixa de lápis, na qual se colocaram canetas, porque os lápis já não eram precisos, e agora temos canetas; afirma que há Homens que menstruam; etc. Não é, portanto, de surpreender que cada vez mais crianças cheguem a casa confusas quanto à sua sexualidade/identidade, e que, à semelhança do que acontece no Reino Unido, os consultórios dos psicólogos estejam a abarrotar de crianças com “disforia de género de início rápido”.

A ideologia do género – como ferramenta de desconstrucção da identidade - começa por desfazer os seus caracteres mais próprios, no caso, o sexo biológico. O nosso sexo não é apenas um dado físico externo. O nosso sexo é o que nos torna aquilo que somos. Sim, as diferenças biológicas contam. 

Contra todos os dados e estudos científicos, realizados por homens e mulheres que não adoptaram a ideologia de género como verdade absoluta e incontestável, a Escola defende que não é o sexo biológico que influencia a nossa percepção e comportamento de género, ou seja: ela defende que não é o facto de eu ser mulher [sexo] que me leva a usar maquilhagem e sapatos de salto alto [género], mas que é o facto de eu usar maquilhagem e sapatos de salto alto [género] que interfere sobre o meu sexo.

A ideologia do género tem como objectivo final destruir a identidade do ser humano para melhor o manipular. Urge entender que podemos influenciar a educação e que não há melhor lugar para educar as crianças do que a família. Quem educa é a família e não o Estado.







[1] Falocentrismo: centrado no falo (pénis). Diz-se de uma sociedade onde o sexo masculino dita as regras de poder e hierarquia.

[2] Judith Butler, Problemas de género, pág. 18

[3] O sub-título do livro de Judith Butler é Feminismo e a subversão da identidade.

[4] Oliver Bonnewijn, Gender, quem és tu?, págs. 56-57.    




segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Eu também quero!

 Creio que todos os meus amigos e inimigos sabem porque é que estou no CHEGA.

O que nem todos sabem é que, antes, estive no CDS PP, mais propriamente na TEM [Tendência Esperança em Movimento], então liderada pelo meu amigo Dr. Abel Matos Santos, e que saí quando percebi que questões como: combate à ideologia de género e defesa da família natural não faziam parte do programa político da Assunção Cristas e foram inclusive desvalorizados por ela quando disse, num debate, que os portugueses não queriam saber da ideologia de género pra nada e que era a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Assim, imediatamente após as declarações da então líder do partido, saí e filiei-me ao PPV CDC [Partido Pró Vida Cidadania e Democracia Cristã], que veio a fundir-se no CHEGA. 

Antes, nunca me envolvera na política e, se não tivesse percebido que a cultura da morte [aborto e eutanásia] e a ideologia de género são armas políticas, politicamente impostas à sociedade, jamais me envolveria. 

Posto isto, vejo-me obrigada a agradecer ao Francisco Rodrigues dos Santos a coragem de trazer estes assuntos, para mim os mais importantes para uma sociedade saudável e próspera, para o debate público. 

Ontem, o A. Costa ficou absolutamente desconfortável quando foi confrontado e agiu como o seu Sec. de Estado da Educação mentindo descaradamente sobre os conteúdos da disciplina de cidadania. Há uma doutrina do género e só não vê quem não quer.

Mas, há algo que precisa ser dito e que o Francisco não disse (até porque é impossível esclarecer tudo): não é só na disciplina de cidadania que a ideologia de género é imposta aos alunos, ela é transversal a todas as disciplinas curriculares e AEC's e é o único conteúdo que não permite escolha. As crianças estão a ser abusadas em sala de aula com conteúdos demenciais de adultos, que não conseguem entender e que as confundem e erotizam. 

No último Congresso do CHEGA, pedi ao André Ventura que trouxesse este tema para o debate durante a campanha. Ele prometeu fazê-lo, mas, até hoje... NADA! 

Espero que a campanha não termine sem que o faça, pois as famílias portuguesas continuam à espera. 

Nestas eleições já não posso exibir flyers a informar os portugueses de que o CHEGA é o único partido, com assento parlamentar, a combater a ideologia de género e a defender a família natural, pois o presidente do CDS PP tem tido a coragem de o fazer e só me resta agradecer-lhe por isso.