A quem me acusa desta forma, usando esta imagem e outras, respondo:
A fé que professo e que descrevi
não é «fanatismo», «obscurantismo» ou «loucura»; é, simplesmente, a cosmovisão
cristã clássica aplicada à sexualidade humana. Como cristã, respondo a estas
acusações com base na autoridade das Escrituras:
1. A Bíblia não define a
homossexualidade como «identidade», mas como desejo desordenado
Tal como afirmei, a Bíblia não
reconhece a inclinação sexual como a essência do ser. A Confissão de Fé de
Westminster (6.5-6) e a teologia reformada ensinam a depravação total: o pecado
corrompeu todos os aspectos da natureza humana, incluindo os nossos desejos
(Romanos 7:18-23). O que escrevi ecoa precisamente as palavras do Apóstolo
Paulo em Romanos 1:24-27: Deus «entregou» a humanidade a «paixões infames»,
trocando as «relações naturais» por aquelas que contrariam a ordem da criação
(Génesis 1:27).
Não nutro «ódio» pelo meu filho;
nutro amor bíblico. O amor verdadeiro adverte contra o pecado, não o celebra
(Ezequiel 3:18-21; 1 Coríntios 6:9-11). Paulo lista a prática homossexual entre
os pecados que excluem do Reino, mas acrescenta imediatamente: «E tais fostes
alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes
justificados no nome do Senhor Jesus». A minha esperança não reside numa
«mudança de orientação» por força de vontade, mas na mortificação diária do
pecado pela graça do Espírito (Romanos 8:13; Colossenses 3:5). É isto que
defendo: arrependimento contínuo e submissão alegre ao senhorio de Cristo.
2. Acusar-me de «maus-tratos»
por defender a minha fé inverte o conceito de abuso
Condeno qualquer forma de
agressão física ou violência; o próprio Deus a proíbe (Efésios 6:4; Colossenses
3:21). Todavia, ensinar a visão bíblica da sexualidade no seio familiar não é
abuso; é o exercício do dever parental ordenado por Deus (Deuteronómio 6:6-7;
Provérbios 22:6).
Observo que o activismo
contemporâneo transforma sistematicamente a discordância teológica em
«violência». Na prática, isto manifesta-se através de:
·
Criminalização da fé: Tentativas de
proibir o aconselhamento pastoral bíblico, o que constitui um ataque à pregação
do Evangelho.
·
Doutrinação estatal: A imposição de
ideologia de género nas escolas contra a vontade dos pais, violando a liberdade
religiosa e a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
·
Cultura do cancelamento: Ser rotulado de
«fascista» por citar Romanos 1 é uma imposição totalitária de uma nova religião
secular. A verdadeira intolerância provém de quem exige que os cristãos
reneguem a Bíblia para serem aceites na esfera pública.
3. A perseguição à fé não me
surpreende — Jesus avisou-nos
Jesus foi claro: «Se o mundo vos
odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim» (João 15:18). A
teologia reformada nunca prometeu aceitação cultural, mas sim que a Verdade
divide (Hebreus 4:12). Ser acusado de ser uma «ameaça à sociedade democrática»
por defender valores milenares é o mesmo argumento usado contra os apóstolos em
Actos 17:6. Hoje, em Portugal, vejo uma pressão mediática e judicial constante
para que as famílias cristãs se silenciem. Recuso-me a aceitar que a inclinação
do meu filho seja «boa» ou «central» à sua identidade, e sei que esse mecanismo
de vergonha social é usado para forçar a conformidade.
4. A graça, e não o ódio, é o
centro do meu coração
Graças a Deus, jamais senti ódio por quem quer
que seja. Pelo contrário, creio que todos lutamos contra desejos desordenados e
todos necessitamos do caminho da santidade. Ódio, seria mentir-lhe, dizendo
que o pecado não tem consequências eternas (Ezequiel 33:8). A minha resposta é
de graça soberana: ninguém é salvo por ser heterossexual. Todos somos salvos
apenas pela fé e apenas pela graça. O meu filho tem a mesmíssima necessidade
que eu: ser lavado pelo sangue de Cristo.
Conclusão
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