Ontem, na segunda volta das eleições presidenciais em Portugal, António José Seguro, candidato socialista, foi eleito com uma vitória esmagadora sobre o rival de direita radical, André Ventura. Mas este resultado não é motivo de celebração para quem anseia por uma verdadeira ruptura com o socialismo. Com apenas cerca de metade da população a votar – uma abstenção escandalosa de 49,89% –, o país assistiu a uma aliança improvável e hipócrita que perpetua o domínio da esquerda.
Toda a comunicação social, sem excepções notáveis, martelou incessantemente apelos ao voto em Seguro, pintando Ventura como uma ameaça ao "consenso democrático". Pior ainda: uma grande maioria do governo da Aliança Democrática (AD), que se autoproclama de direita e jura querer acabar com o socialismo que assola o país há décadas, juntou-se ao coro. Figuras proeminentes da direita, incluindo ex-líderes como Aníbal Cavaco Silva e Paulo Portas, e até o autarca de Lisboa, Carlos Moedas, endossaram o socialista para barrar o "perigo" da extrema-direita. O primeiro-ministro Luís Montenegro manteve-se neutro, mas o seu silêncio não disfarça a traição colectiva. Resultado? Elegemos um socialista para Belém, traindo os eleitores que deram à AD o poder em 2024 para combater exactamente isso.
A História não mente: sempre que um presidente socialista foi eleito, governos socialistas seguiram-se logo a seguir, consolidando políticas destrutivas. Foi o socialismo que, em 2007, aprovou o aborto por referendo (não vinculativo, diga-se de passagem), transformando a vida em mera escolha descartável. Foi o socialismo que impôs a ideologia de género nas escolas e na sociedade, confundindo gerações com agendas radicais que minam a família tradicional e a identidade nacional. Foi também o socialismo, sob António Costa, que escancarou as portas à imigração ilegal descontrolada, com mecanismos como a "manifestação de interesse" que permitiram a entrada massiva sem verificações rigorosas, acumulando centenas de milhares de processos pendentes e sobrecarregando os serviços públicos. Pior: facilitou o acesso à nacionalidade portuguesa a quem mal pisava o território, oferecendo cidadania após poucos anos de residência, sem exigência real de integração ou laços efectivos com a nação – uma porta aberta que alterou demograficamente o país em poucos anos, transformando Portugal num destino de fluxos sem controlo.
Esta eleição revela a fraqueza da direita portuguesa: prefere aliar-se à esquerda para manter o status quo do que arriscar uma mudança real. Com Seguro em Belém, preparem-se para mais anos de intervencionismo estatal, impostos altos e erosão dos valores conservadores. Portugal merecia melhor, mas a elite optou pelo conforto do socialismo disfarçado. Quantos mais ciclos viciosos aguentaremos?
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