sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A sexualização precoce rouba a infância

 


Já viu o filme «O rapaz do pijama às riscas»?

Se não viu, aconselho-o a ver. Se viu, sabe que a esposa do oficial alemão só percebeu o que realmente se passava no seu país quando foi viver para perto de um campo de concentração e o cheiro dos fornos crematórios lhe chegou às narinas.

A tragédia acontece, porque o pai sempre mentiu ao filho sobre a realidade e finalidade dos campos de concentração. Ele sempre lhe contou uma história muito bonita sobre a boa vida e a sorte que os judeus tinham em viver nos campos — a história que era vendida ao mundo em filmes de propaganda. Então, um dia, o menino sai do "perímetro de segurança" e vai brincar para junto do campo de concentração onde faz amizade com um menino judeu, esfomeado, que se encontra atrás de um "muro" de arame farpado, vestido com um "pijama às riscas".  Após algumas peripécias e um episódio terrível, em casa do pequeno alemão, este vai procurar o amigo - para lhe pedir perdão - e decide ajudá-lo a procurar o pai (que já havia sido assassinado). Para isso, veste um “pijama” às riscas (nome que ele havia atribuído à roupa que os prisioneiros usavam nos campos de concentração) e acaba numa câmara de gás com um grupo de judeus condenados à morte — todos vestidos com um “pijama às riscas”.

Hoje, assistimos a algo muito semelhante à escala mundial — as nossas crianças são os “filhos” e o Estado assume o papel de “pai”. As poucas “mães”, que se apercebem do que está em curso e alertam os incautos são insultadas como “conservadoras”, “homofóbicas”, “fanáticas religiosas”, “retrógradas”, etc.. Atualmente, defender os valores morais judaico-cristãos parece ser mais censurável do que prostituir-se, matar ou roubar.

A comunicação social, tal como no regime nazi, parece controlada por lobbies poderosos que impulsionam a agenda do género e a cultura LGBTQIA+. Essa ideologia pretende criar o "homem novo”. O “pai” só conta aos “filhos” quão maravilhoso é poderem ser o que quiserem, e omite, propositadamente, as terríveis consequências que a ideologia tem nos que são enredados por ela.

A escola, a serviço desta agenda, utiliza “propagandistas” que ensinam a crianças de três anos que ninguém nasce menino (sexo masculino) nem menina (sexo feminino), mas sim algo (sem sexo definido) que pode ser moldado pela vontade.

Esse ensino, falso e perigoso, está a provocar em Portugal um aumento alarmante de casos relacionados com confusão de identidade sexual. Segundo dados do Registo Civil citados pelo jornal Público, só em 2023, quase 70 menores (sobretudo de 16 e 17 anos) mudaram de sexo e nome, num total de 323 desde 2018 — números que crescem todos os anos. O medo do cancelamento e de queixas nas Ordens Profissionais silencia muitos profissionais de saúde, impedindo que pais e cidadãos sejam devidamente informados. Restam-nos os psicólogos e pediatras corajosos que, pelo mundo fora, alertam para os perigos de expor crianças a ensinos abusivos para os quais não têm maturidade.

Ao arrepio da Constituição, que protege a infância, o "pai" ordena a hipersexualização dos "filhos", manipulando-os para acreditarem que a biologia é uma escolha. Muitas "mães", em nome de um amor mal compreendido, deixam-se enganar, sem perceber que encaminham os filhos para "câmaras de gás" ideológicas. A desregulação da sexualidade destrói a família, o ambiente mais seguro para a criança.

Enquanto se fala de abuso infantil, deixamos, como 'carneiros de Panúrgio', que os nossos jovens sejam condicionados a crer que a sua natureza pode ser alterada por químicos ou cirurgias. Isto, além de alimentar a indústria farmacêutica, constitui um verdadeiro abuso. Tal como nas experiências nazis, há médicos em 'clínicas de género' que bloqueiam a puberdade de crianças, condenando-as a uma dependência vitalícia de hormonas e a mutilações irreversíveis. A gravidade destas práticas já começa a ter consequências legais severas: recentemente, em Nova Iorque, um júri condenou médicos ao pagamento de uma indemnização de 2 milhões de dólares a uma jovem que, tendo sido submetida a uma mastectomia aos 16 anos, se arrependeu e provou em tribunal a negligência e a falta de avaliação psicológica adequada por parte dos profissionais que a assistiram.

Tal como acontecia nos campos de concentração nazis, hoje, e apesar dos inúmeros casos de arrependimento, há médicos que insistem em fazer experiências com crianças, nas chamadas clínicas de género, enchendo-as de medicamentos que bloqueiam a puberdade e lhes garantem uma vida inteira de dependência de hormonas cancerígenas e tóxicas, do sexo oposto, além da mutilação desnecessária de partes saudáveis do seu corpo.

Sabia que:

  • Em Portugal, há crianças dependentes de pornografia aos 11 anos. Dados da Geração Cordão e estudos de 2019 indicam que 40% dos rapazes e 26% das raparigas entre os 9 e 16 anos já consumiram conteúdos sexuais explícitos?
  • Quase 20% dos jovens portugueses sofrem de perturbações mentais, com um aumento drástico no consumo de antidepressivos?
  • Os adolescentes iniciam a vida sexual cada vez mais cedo: rapazes em média aos 16,2 anos e raparigas aos 16,7 anos, com 22% a começar antes dos 16 anos, segundo estudos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto?
  • A violência nas escolas portuguesas aumentou drasticamente: entre 2020 e 2025, a APAV apoiou 1.249 vítimas de violência em contexto escolar, um aumento de 58,9% em seis anos, com maioria de vítimas femininas (64,7%) entre 11 e 14 anos; a PSP registou milhares de ocorrências criminais anuais, incluindo agressões, ameaças, bullying e posse de armas?
  • Após a puberdade, 88% das meninas e 98% dos meninos, que eventualmente possam estar confusos quanto à sua sexualidade, acabam por se aceitar como são — rapaz ou menina — e atingir um estado de saúde física e mental satisfatórias?
  • As taxas de suicídio são 20 vezes mais elevadas entre adultos que usam hormonas do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países que melhor aceitaram a ideologia do género?

A incerteza quanto à identidade sexual — alimentada pela ideologia de género — tem sido um catalisador de graves transtornos de personalidade. Infelizmente, tenta-se convencer a sociedade e doutrinar os nossos filhos com a ideia de que o suicídio nestes grupos decorre exclusivamente da pressão de 'homofóbicos' ou 'transfóbicos' (rótulos aplicados a todos os que discordam desta narrativa). Este é mais um equívoco nefasto: na verdade, é a dolorosa perceção de que nunca alcançarão a realidade biológica que desejam que mergulha estas pessoas num desespero profundo, conduzindo-as, tantas vezes, ao trágico fim.

Porque razão parece a grande maioria ignorar que os seus filhos estão a ser conduzidos para as 'câmaras de gás'? Por que motivo não se faz mais para proteger as crianças e alertar aqueles que ainda não despertaram para o que está a acontecer?

“Mães”, a sexualização dos vossos filhos mina a vossa autoridade parental. Eles estão a ser-vos roubados por uma ideologia que pretende normalizar e transformar em modo de vida princípios defendidos por Shulamith Firestone no seu livro «A Dialética do Sexo»:

"Assim chegaremos à liberdade sexual, para que todas as mulheres e crianças possam usar a sua sexualidade como entenderem. Não haverá mais nenhuma razão para que assim não seja. [...] Na nossa sociedade, a humanidade poderá finalmente regressar à sexualidade natural [animal], polimorfamente diversa: serão permitidas e satisfeitas todas as formas de sexualidade. A mente plenamente sexuada tornar-se-ia universal; se a criança escolhesse a relação sexual com adultos — mesmo que escolhesse a sua própria mãe genética —, não existiriam razões, a priori, para que esta rejeitasse as suas investidas, visto que o tabu do incesto teria perdido a sua função.'

É isto que desejamos para as nossas crianças? Permitir que vistam um 'pijama às riscas' e caminhem com aqueles que avançam para as 'câmaras de gás'? A sexualização precoce rouba a infância. Se os impulsos não forem controlados — particularmente aqueles que visam a gratificação imediata —, que tipo de sociedade teremos no futuro?"

 

 

Sem comentários:

Enviar um comentário