segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Homens Constroem, Feminismo Destrói

 


Desde a década de 60 que se vislumbra um ataque à masculinidade; na verdade, os ataques começaram antes, mas ganharam grandes proporções e contornos explícitos a partir da segunda vaga feminista. Uma verdadeira campanha, não pró-igualdade entre ambos os sexos, como tentam disfarçar, mas sim um intenso desejo de atribuir ao homem rótulos depreciativos. E, embora não o declarem tão abertamente, vão mais longe: almejam o fim da própria mulher.

Betty Friedan, através do livro A Mística Feminina, publicado em 1963, difundiu a sua tese de infelicidade da mulher ao desempenhar as tarefas domésticas. Assim, cuidar do marido, dos filhos e da casa seria um papel imposto às mulheres e desprovido de prazer. Friedan defendeu no seu livro que as mulheres, ao dedicarem-se às actividades domésticas, eram infelizes, sentiam as suas vidas incompletas, choravam sem motivo e zangavam-se com as crianças (parece que ela descobriu a tensão pré-menstrual). A "senhora sabe-tudo", que batia e tentou esfaquear o marido, citando o Rev. Theodore Parker, afirmou:

Obrigar metade da raça humana a esgotar as suas energias unicamente nas funções de governanta, esposa e mãe é um monstruoso desperdício do mais precioso material criado por Deus.

O site feminista Valkirias, em crítica a Friedan, declara que ela era «uma mulher que se sentia profundamente insatisfeita dentro de casa, com o seu casamento e com o que lhe fora dito que seria a sua vida; e, mais tarde, como alguém que não soube abrir os seus horizontes para além das suas dificuldades e problemas».

Como se percebe, as feministas levam para o centro do debate público as frustrações que vivem no privado. Apesar de se considerarem intelectuais, desconsideraram que todas as pessoas, sejam homens ou mulheres, passam por momentos de angústia, tristeza e dúvida; isso não significa que devamos pautar a vida em sociedade a partir do que estas mulheres entendem como a solução para as suas frustrações e incómodos. O livro Uma Confissão, de Liev Tolstói, também fala de angústias, medos, frustrações e, na verdade, de redenção. A questão é que ninguém ousa apontar os problemas descritos pelo autor com base no facto de ele ser homem. Os problemas humanos não se originam exclusivamente nos órgãos genitais. Homens e mulheres sofrem, e ponto final.

O problema é que essa discussão ganhou eco, invadiu os lares e mudou a sociedade. Convenceram grande parte das mulheres de que trabalhar fora de casa, prover e produzir riquezas é superior à função de educar um ser humano, que porventura é o seu próprio filho. Cuidar da alma humana e ensinar valores é mesmo sem importância? Contraditório para quem surge justamente de uma crítica ao capitalismo.

Em A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, publicado em 1884, Friedrich Engels e Karl Marx defendem a ideia de que as mulheres são oprimidas pelos homens. Resumidamente, os autores dizem que os homens teriam usado a sua superioridade física para dominar a mulher, tornando-a sua escrava sexual, a fim de garantir a continuidade dos seus bens entre os descendentes. Para os marxistas, esta opressão está ligada ao surgimento da propriedade privada e a solução passaria pelo fim do capitalismo. Pois, numa sociedade semelhante ao modo de vida dos primórdios, não haveria espaço para o Estado, para a propriedade privada e, consequentemente, para o casamento monogâmico, bem como para a prostituição.

Um ser mau, perverso, dominador e opressor: eis o que são os homens para estas correntes. Eles lideraram as comunidades, formaram o Estado e a política, compuseram os mais diversos espaços públicos; logo, a responsabilidade pela exploração do trabalhador, e também da mulher, é do homem. O que fazer diante deste cenário? Destruí-lo!

Contudo, que ser tão maligno e perverso é este, que deixa a mulher em casa, longe de todos os riscos que a caça e os trabalhos desgastantes e insalubres produzem, e que ainda leva o alimento — ou, de forma mais moderna, o dinheiro — para casa? Enquanto a retórica feminista foca no "patriarcado opressor", a realidade estatística em Portugal desmente a narrativa de privilégio absoluto. Segundo os dados da PORDATA e da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), a esmagadora maioria das vítimas de acidentes de trabalho mortais em Portugal são homens. Em sectores como a construção civil, pescas e indústria pesada — trabalhos que garantem o teto e a energia das próprias feministas — o risco é constante. Os homens não apenas fazem os trabalhos que ninguém quer fazer; eles morrem a fazê-los para sustentar as suas famílias.

Que ser tão 'indiferente' é este que procura saber quem são os seus filhos e lhes destina, sem que estes precisem de qualquer esforço, tudo o que conquistou com trabalho árduo? O homem não precisaria das mulheres para se alimentar ou vestir e, se fosse tão horrendo como se apregoa, não teria dificuldade em obter sexo de forma puramente transacional. No entanto, decide partilhar o fruto do seu trabalho com a mulher e os filhos. Há, claramente, uma incongruência entre a realidade e as teses de certa literatura feminista. Os homens são, efetivamente, essenciais.

Sob outra perspetiva: prefeririam as mulheres ser tratadas com a generalidade dedicada às demais, ou optariam por um homem que lhes garantisse atenção exclusiva e proteção à sua prole? O preço seria a fidelidade — uma troca cuja resposta parece evidente. Não surpreende que, ainda hoje, as mulheres tendam a ser as maiores entusiastas do matrimónio. Tal não anula a opção de uma vida sexual livre, embora esta escolha as coloque, invariavelmente, em desvantagem face às restantes.

«Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico ou económico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermédio entre o macho e o castrado que qualificam de feminino.» Lemos este excerto em O Segundo Sexo (1949), de Simone de Beauvoir. Esta declaração ecoa até aos nossos dias e ganhou um fôlego renovado na chamada "terceira vaga" feminista, que passou a debater freneticamente as questões de género enquanto construção social. Para estas feministas, as concepções e os papéis de ambos os sexos não passam de construções sociais — "contos de fadas" repetidos para enganar e inferiorizar, sobretudo, as mulheres. Imaginemos como terá começado esta história: algures, numa terra muito distante, os homens orquestraram um plano maligno para oprimir o sexo feminino. Imagino, até, que deva existir uma acta dessa reunião.

Entre as principais teóricas da terceira vaga destaca-se Monique Wittig (1935–2003), autora de Le Corps Lesbien e uma das figuras que mais influenciou Judith Butler. Wittig afirmou abertamente que «o género não se trata da defesa das mulheres ou mesmo das lésbicas, mas da quebra da hegemonia heterossexual». Alinhada com este pensamento, a brasileira Berenice Bento declarou numa conferência que «não existe mulher», defendendo que «o conceito é apenas um símbolo — e, como qualquer símbolo, é unitário, autoritário e impositivo». No entanto, acrescenta que «este símbolo é utilizado estrategicamente para construir uma agenda unificada de luta e, a partir daí, avançar em determinados objetivos». Fica claro, portanto, que para estas correntes a "mulher" é meramente um objecto instrumentalizado para fins revolucionários.

Wittig defende que a linguagem foi o meio pelo qual o homem concebeu a heterossexualidade como algo "natural". Segundo a autora, seria necessária uma transformação abrupta a partir da própria língua, através da imposição de uma nova gramática (linguagem neutra) e de novos valores. Para ela, só estas mudanças seriam capazes de transformar este sistema "opressivo". Qualquer cidadão comum que escute tais ideias perguntaria: terá esta gente perdido o juízo? Atente-se às verdades cruas: apenas a união carnal entre um homem e uma mulher é capaz de garantir a perpetuação da espécie humana. A realidade é coerciva e não adianta lutar contra os factos: nascemos homens ou mulheres, e ponto final! Não raras vezes, as críticas ao feminismo são confundidas com a complacência perante a violência contra a mulher. Um erro grotesco! O homem que agride uma mulher e abusa do seu poder é o primeiro a desonrar a própria masculinidade que sustenta o mundo.

 

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