quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O Arrependimento de uma Feminista

 


Num testemunho comovente publicado no iNews em março de 2025, a jornalista britânica Kate Mulvey, aos 63 anos, reflecte sobre as consequências de uma vida dedicada ao feminismo radical. Mulvey, que se identificava como feminista desde os anos 80, admite que a sua ideologia a levou a criticar incessantemente os homens, vendo-os como inimigos em vez de parceiros, e a dar prioridade a uma autonomia extrema que a isolou de laços afectivos e familiares. Hoje, sozinha, sem filhos e sem companheiro, expressa um profundo arrependimento: «Afastei os homens, menosprezei-os, convenci-me de que não precisava de ninguém. O resultado: estou sozinha e é difícil. O feminismo fez-me acreditar que isto era liberdade, mas, na maioria das vezes, deixou-me vazia.»

Esta confissão não é apenas uma história pessoal; ilustra os perigos de um movimento que, sob o pretexto do empoderamento, promove o ódio aos homens e à estrutura familiar tradicional, deixando um rasto de destruição emocional e social. Mulvey descreve como o feminismo de segunda vaga, influenciado por ideais que retratavam o casamento e a vida doméstica como armadilhas a evitar, a convenceu de que os homens eram 'rivais em vez de parceiros'.

Lamenta não se ter casado nem tido filhos, atribuindo esse facto diretamente à ideologia que a fez dar prioridade à carreira e à independência acima de tudo. «Tenho uma carreira de sucesso como escritora e radialista, mas nunca tive filhos nem me casei, e o meu relacionamento mais longo durou oito anos», escreve.

Este arrependimento ecoa em discussões recentes nas redes sociais, como em publicações no X (antigo Twitter), onde vários utilizadores destacam que ex-feministas como Mulvey reconhecem agora que o 'ódio aos homens' arruinou as suas vidas, servindo de lição para as gerações mais jovens.

Outras publicações reforçam que o feminismo radical incentiva as mulheres a rejeitar críticas ou correcções, especialmente vindo de homens, o que as conduz ao isolamento.

Numa perspectiva conservadora, o caso de Mulvey expõe o cerne problemático do feminismo: o seu ódio inerente aos homens e à família nuclear, pilares de uma sociedade estável. Figuras proeminentes do movimento feminista expressaram, historicamente, visões que demonizam o masculino e desconstroem a família tradicional. Por exemplo, Valerie Solanas, autora do infame Manifesto SCUM (1967), declarava que «o homem é um acidente biológico: o gene Y é um gene X incompleto... o homem é uma mulher incompleta».

Esta retórica não é isolada; Robin Morgan, editora da revista Ms., afirmava que «o ódio aos homens é um acto político honroso e viável, e que os oprimidos têm direito ao ódio de classe contra a classe que os oprime».

Andrea Dworkin, outro ícone radical, ia mais longe, descrevendo o casamento como uma instituição de 'violação' e os homens como inerentemente violentos, promovendo uma visão que corrói a confiança mútua necessária para a constituição de família.

Até mesmo precursoras como Betty Friedan, em A Mística Feminina (1963), criticavam a família suburbana como uma «prisão confortável» para as mulheres, incentivando-as a rejeitar o papel de mães e esposas em favor de carreiras independentes.

Mais recentemente, a feminista francesa Pauline Harmange, no seu ensaio Eu Odeio os Homens (2020), defende abertamente o ódio aos homens como uma resposta racional à opressão, argumentando que «uma mulher que odeia homens é tão perigosa quanto um homem que odeia mulheres – e que não há justificação racional para o que ela sente, seja aversão, desconfiança ou desprezo».

Estas declarações não são meras excepções; formam o núcleo de um ideário que vê a família patriarcal como o inimigo, promovendo a solidão como o preço da 'liberdade'. Os conservadores argumentam que esta agenda anti-família enfraquece a sociedade no seu todo. A família tradicional, com papéis complementares entre homens e mulheres, é o alicerce da estabilidade moral, económica e emocional. Estudos demonstram que crianças criadas em lares intactos, com pai e mãe presentes, têm melhores resultados na saúde mental, na educação e nos relacionamentos futuros.

O feminismo, ao incentivar o divórcio fácil, a maternidade tardia ou ausente, e o desprezo pelos homens, contribui para taxas crescentes de solidão, depressão e para o declínio demográfico no Ocidente. Como Mulvey percebe agora, a 'independência' radical transforma-se, muitas vezes, em isolamento: «Como mulher solteira e sem filhos, aos 63 anos, é difícil admitir o quão aterrorizada estou por acabar sozinha e ser comida por gatos.»

Publicações no X (antigo Twitter) ecoam este sentimento, com utilizadores a alertar que o feminismo convence as mulheres de que a autonomia é tudo, mas deixa-as vazias no final.

Em resumo, o testemunho de Kate Mulvey serve como um alerta poderoso contra o feminismo radical. Embora reconheça a luta pela equidade básica, a jornalista critica o 'fervor ideológico' que comprometeu as suas hipóteses de ter uma vida plena, com companheiro e família.

Numa perspectiva conservadora, é tempo de rejeitar esta ideologia tóxica que fomenta o ódio aos homens e desmantela a família, em favor de valores que promovam a união, a responsabilidade mútua e o florescimento humano genuíno. Mulheres como Mulvey pagaram o preço; que a sua história impeça outras de seguirem o mesmo caminho.

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