Num testemunho comovente publicado no iNews em março de 2025,
a jornalista britânica Kate Mulvey, aos 63 anos, reflecte sobre as
consequências de uma vida dedicada ao feminismo radical. Mulvey, que se
identificava como feminista desde os anos 80, admite que a sua ideologia a
levou a criticar incessantemente os homens, vendo-os como inimigos em vez de
parceiros, e a dar prioridade a uma autonomia extrema que a isolou de laços afectivos
e familiares. Hoje, sozinha, sem filhos e sem companheiro, expressa um profundo
arrependimento: «Afastei os homens, menosprezei-os, convenci-me de que não
precisava de ninguém. O resultado: estou sozinha e é difícil. O feminismo
fez-me acreditar que isto era liberdade, mas, na maioria das vezes, deixou-me
vazia.»
Esta confissão não é apenas uma história pessoal; ilustra os
perigos de um movimento que, sob o pretexto do empoderamento, promove o ódio
aos homens e à estrutura familiar tradicional, deixando um rasto de destruição
emocional e social. Mulvey descreve como o feminismo de segunda vaga,
influenciado por ideais que retratavam o casamento e a vida doméstica como
armadilhas a evitar, a convenceu de que os homens eram 'rivais em vez de
parceiros'.
Lamenta não se ter casado nem tido filhos, atribuindo esse
facto diretamente à ideologia que a fez dar prioridade à carreira e à
independência acima de tudo. «Tenho uma carreira de sucesso como escritora e
radialista, mas nunca tive filhos nem me casei, e o meu relacionamento mais
longo durou oito anos», escreve.
Este arrependimento ecoa em discussões recentes nas redes
sociais, como em publicações no X (antigo Twitter), onde vários utilizadores
destacam que ex-feministas como Mulvey reconhecem agora que o 'ódio aos homens'
arruinou as suas vidas, servindo de lição para as gerações mais jovens.
Outras publicações reforçam que o feminismo radical
incentiva as mulheres a rejeitar críticas ou correcções, especialmente vindo de
homens, o que as conduz ao isolamento.
Numa perspectiva conservadora, o caso de Mulvey expõe o
cerne problemático do feminismo: o seu ódio inerente aos homens e à família
nuclear, pilares de uma sociedade estável. Figuras proeminentes do movimento
feminista expressaram, historicamente, visões que demonizam o masculino e
desconstroem a família tradicional. Por exemplo, Valerie Solanas, autora do
infame Manifesto SCUM (1967), declarava que «o homem é um acidente biológico: o
gene Y é um gene X incompleto... o homem é uma mulher incompleta».
Esta retórica não é isolada; Robin Morgan, editora da
revista Ms., afirmava que «o ódio aos homens é um acto político honroso e
viável, e que os oprimidos têm direito ao ódio de classe contra a classe que os
oprime».
Andrea Dworkin, outro ícone radical, ia mais longe,
descrevendo o casamento como uma instituição de 'violação' e os homens como
inerentemente violentos, promovendo uma visão que corrói a confiança mútua
necessária para a constituição de família.
Até mesmo precursoras como Betty Friedan, em A Mística
Feminina (1963), criticavam a família suburbana como uma «prisão
confortável» para as mulheres, incentivando-as a rejeitar o papel de mães e
esposas em favor de carreiras independentes.
Mais recentemente, a feminista francesa Pauline Harmange, no
seu ensaio Eu Odeio os Homens (2020), defende abertamente o ódio aos
homens como uma resposta racional à opressão, argumentando que «uma mulher que
odeia homens é tão perigosa quanto um homem que odeia mulheres – e que não há
justificação racional para o que ela sente, seja aversão, desconfiança ou
desprezo».
Estas declarações não são meras excepções; formam o núcleo
de um ideário que vê a família patriarcal como o inimigo, promovendo a solidão
como o preço da 'liberdade'. Os conservadores argumentam que esta agenda anti-família
enfraquece a sociedade no seu todo. A família tradicional, com papéis
complementares entre homens e mulheres, é o alicerce da estabilidade moral,
económica e emocional. Estudos demonstram que crianças criadas em lares
intactos, com pai e mãe presentes, têm melhores resultados na saúde mental, na
educação e nos relacionamentos futuros.
O feminismo, ao incentivar o divórcio fácil, a maternidade
tardia ou ausente, e o desprezo pelos homens, contribui para taxas crescentes
de solidão, depressão e para o declínio demográfico no Ocidente. Como Mulvey
percebe agora, a 'independência' radical transforma-se, muitas vezes, em
isolamento: «Como mulher solteira e sem filhos, aos 63 anos, é difícil admitir
o quão aterrorizada estou por acabar sozinha e ser comida por gatos.»
Publicações no X (antigo Twitter) ecoam este sentimento, com
utilizadores a alertar que o feminismo convence as mulheres de que a autonomia
é tudo, mas deixa-as vazias no final.
Em resumo, o testemunho de Kate Mulvey serve como um alerta
poderoso contra o feminismo radical. Embora reconheça a luta pela equidade
básica, a jornalista critica o 'fervor ideológico' que comprometeu as suas
hipóteses de ter uma vida plena, com companheiro e família.
Numa perspectiva conservadora, é tempo de rejeitar esta
ideologia tóxica que fomenta o ódio aos homens e desmantela a família, em favor
de valores que promovam a união, a responsabilidade mútua e o florescimento
humano genuíno. Mulheres como Mulvey pagaram o preço; que a sua história impeça
outras de seguirem o mesmo caminho.
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