SARA MALCATO, PSICÓLOGA DA ILGA E DO PROGRAMA 'CASADOS À PRIMEIRA VISTA', IMPULSIONA CLÍNICA TRANS COM FUNDOS PÚBLICOS E PARCERIAS QUESTIONÁVEIS
Com um ar simpático, competente e popularizada no pequeno ecrã
desde que se tornou a psicóloga residente do 'reality show' Casados à Primeira
Vista na SIC, Sara Malcato atua em múltiplas frentes, posicionando-se como uma
das principais activistas trans em Portugal. Licenciada em Serviço Social pela
Universidade Católica Portuguesa e com mestrado em Psicologia Clínica,
especialização em Psicologia Clínica e da Saúde, ela coordena o Serviço de
Apoio Psicológico da ILGA Portugal[1]
(SAP-ILGA), onde promove abordagens "afirmativas" que priorizam a
identidade de género autodeclarada sobre evidências biológicas e psicológicas
profundas.
Como
"formadora" e coordenadora de serviços na associação ILGA – que
recebe subvenções públicas significativas do Estado português, incluindo fundos
da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e da União Europeia
–, Malcato e a sua equipa de psicólogos (financiados pelos contribuintes)
fornecem acesso gratuito a jovens vulneráveis, muitos dos quais em fase de
questionamento identitário ou sofrendo de comorbidades como autismo, depressão
ou traumas não resolvidos. Esses serviços[2]
orientam esses miúdos para transições de género aceleradas, ignorando alertas
internacionais sobre os riscos de intervenções precipitadas.
Através do SAP-ILGA, crianças recebem "informações"
que facilitam mudanças de nome legais, prescrições hormonais cruzadas (como
testosterona para meninas ou estrogénio para meninos) e encaminhamentos para
médicos e cirurgiões "aliados" que aceleram o processo de
"autodeterminação". Essa abordagem, rotulada como "saúde
afirmativa", desconsidera a realidade biológica do sexo – um facto imutável
que não pode ser alterado por cirurgias ou hormonas – e ignora evidências crescentes
de que muitos jovens "trans" estão, na verdade, sob influência de
contágio social via redes sociais, escolas e grupos ativistas[3].
Recentemente, Sara Malcato elevou o seu ativismo a um novo patamar ao estabelecer uma parceria com o Instituto Português da Face[5], que desde 2019 se lançou no lucrativo mercado das cirurgias de redesignação sexual. Fundado em 2015 e especializado em cirurgias maxilo-faciais, o instituto agora oferece procedimentos como feminização facial (incluindo redução da maçã de Adão, frontoplastia para suavizar a testa e rinoplastia para narizes "masculinos"), mastectomias para mulheres que se identificam como homens, histerectomias, faloplastias (criação de pseudo-falos usando tecido de antebraços ou coxas, com taxas de complicações acima dos 50%) e vaginoplastias (inversão peniana para homens que se identificam como mulheres, frequentemente resultando em infecções crónicas e perda de função sexual).
Tudo isso em nome da "identidade de género", um conceito subjectivo e fluido que ignora as diferenças sexuais binárias fundamentais para a saúde, direitos e sociedade. Simples, rápido e altamente rentável: essas cirurgias custam milhares de euros por procedimento, com o THI a promover pacotes "personalizados" que exploram a vulnerabilidade de jovens influenciados por narrativas activistas.[6].
Mas será mesmo? Essa retórica mascara os riscos: o THI oferece desde endocrinologia para hormonas até cirurgias da voz e redesignação sexual completa, sem questionar se tais intervenções são baseadas em evidências robustas. Vários críticos, entre os quais feministas 'gender-critical' (críticas de género), argumentam que esta abordagem reforça estereótipos sexistas — como a associação da 'feminilidade' a traços faciais suaves ou vozes agudas — e medicaliza a não-conformidade de género, especialmente em raparigas que se afastam dos padrões patriarcais.[7].
A verdade é que o modelo "afirmativo" já colhe
frutos amargos internacionalmente. Nos Estados Unidos, detransicionadores –
indivíduos que revertem transições e lamentam danos irreversíveis – estão
a inundar os tribunais com processos milionários. Em janeiro de 2026, Fox Varian,
uma jovem de 22 anos que sofreu uma dupla mastectomia aos 16 anos, ganhou US$ 2
milhões num julgamento histórico contra a sua psicóloga e cirurgião em Nova
York, por falha em obter consentimento informado e ignorar riscos como
infertilidade e dor crónica[8].
Esse veredicto, o
primeiro do seu tipo a ir a julgamento e vencer, sinaliza uma onda: há pelo
menos 28 processos semelhantes em andamento nos EUA, incluindo casos de jovens
que perderam seios saudáveis ou órgãos reprodutivos[9].
No Canadá, Michelle
Zacchigna processou oito provedores em 2023 por prescreverem testosterona,
mastectomia e histerectomia sem avaliação adequada, revelando como o
"afirmativo" ignora comorbidades e leva a arrependimentos profundos[10].
No Reino Unido, o
caso Bell v. Tavistock (2020) questionou a capacidade de menores consentirem em
bloqueadores de puberdade, levando à proibição de tais tratamentos pelo NHS em
2024, após a Revisão Cass destacar evidências "fracas" para
intervenções em jovens[11].
Em Espanha, avanços
em direitos trans enfrentam retrocessos judiciais, com debates sobre leis de
autodeterminação que permitem mudanças sem diagnóstico médico, semelhantes ao
que ocorre em Portugal desde 2018.[12]
E muitos outros se seguirão: diversos estudos indicam que as
taxas de arrependimento são subestimadas, atingindo os 8% em certas coortes de
jovens, embora os activistas minimizem estes dados para preservar a narrativa
vigente.[13]
Enquanto isso, em Portugal, ainda surfamos a onda trans como
se estivéssemos em 2022 ou 2023, com leis como a de 2018 permitindo a autodeterminação de género a partir dos 16 anos sem escrutínio médico rigoroso,
e associações como a ILGA a receberem fundos públicos para promover a ideologia de
género em escolas e serviços de saúde.[14]
Mas o debate global –
sobre impactos na saúde mental (aumento de suicídio pós-transição em alguns
estudos), direitos das mulheres (espaços sex-segregados ameaçados) e custos
para as seguradoras que cobrem cirurgias experimentais – inevitavelmente chegará
aqui.
Até quando ignoraremos as vítimas detransicionadas,
priorizando activismo sobre a ciência e a proteção infantil? O modelo de Malcato e
THI não é "progresso"; é uma indústria que lucra com a confusão de
jovens, perpetuando um erro histórico que as cortes já começam a corrigir.
[2] https://ilga-portugal.pt/english/
[3] https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10265220/
[4] https://www.politifact.com/article/2024/dec/16/1-or-85-two-numbers-before-scotus-purport-to-show/
[5] https://www.ipface.pt/cirurgia-de-feminizacao-facial
[6] https://www.instagram.com/transgenderhealthinstitute
[7] https://www.intechopen.com/chapters/80634
[8] https://www.economist.com/united-states/2026/02/06/lawsuits-over-transgender-medicine-for-minors-could-be-huge
[9] https://themisresourcefund.org/detransitioner-cases/
[10] https://genderreport.ca/shocking-lawsuit-in-canada-by-detransitioner-against-medical-providers/
[11] https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10265220/
[12] https://evrimagaci.org/gpt/transgender-rights-face-setbacks-in-canada-us-and-uk-498754?srsltid=AfmBOor4xWbAK_U3J5tzdbTtTUJvQew7MRH1BDYpDOdfp5X-ug7xfCeb
[13] https://www.politifact.com/article/2024/dec/16/1-or-85-two-numbers-before-scotus-purport-to-show/
[14] https://www.ilga-europe.org/files/uploads/2024/02/2024_portugal.pdf/
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