Mais um artigo de opinião encomendado, saído directamente
das profundezas do progressismo esquerdista! Lá vem a autora — de esquerda,
como não poderia deixar de ser — debitar as habituais banalidades sobre o
"alarmismo reaccionário" dos conservadores, que alegadamente andam a
inventar fantasmas sobre casas de banho mistas nas escolas portuguesas. Como se
fôssemos nós, os "direitistas retrógrados", que passássemos os dias a
sonhar com distopias, enquanto a esquerda flutua num éden de "inclusão"
isento de consequências.
Pois bem, minha cara autora, permita-me que lhe esfregue na
cara alguns factos inconvenientemente reais — daqueles que o seu activismo
selectivo prefere ignorar. Vamos lá desmascarar essa narrativa cor-de-rosa com
um banho de realidade conservadora, sem papas na língua.
Comecemos pelo Despacho n.º 7247/2019, assinado pelo seu
herói, João Costa. Ah, sim, aquele que pretendia compelir as escolas a adoptar
medidas "inclusivas" para que crianças e jovens utilizassem casas de
banho e balneários de acordo com a sua "identidade de género"
autodeclarada. Resultado? Apesar de ter sido chumbado pelo Tribunal
Constitucional — graças a Deus e à sanidade remanescente —, o despacho já tinha
parido inaugurações de casas de banho mistas em várias escolas. Não é ficção; é
despacho oficial publicado no Diário da República. Até o Polígrafo, esse
bastião da verdade "imparcial", confirmou que o Chega não exagerava
ao acusar Costa de promover WCs mistos. Mas para si, isto é apenas
"desinformação de direita", não é? Claro; reconhecer que a esquerda
andou a experimentar com a privacidade das crianças seria admitir o óbvio: que
as vossas ideologias são um risco para a inocência infantil.
Recorda-se da Escola Secundária José Gomes Ferreira, em
Benfica? O director de então — um iluminado progressista, sem dúvida —
inaugurou uma casa de banho que não era "mista", oh não! Era apenas
para "rapazes e raparigas em fase de transição". Palavras do próprio,
confirmadas pelo Polígrafo, que, embora tenha tentado desmontar uma publicação
viral (minha), acabou por validar o essencial: existia, de facto, um espaço onde miúdos
em "transição" partilhavam o mesmo WC, independentemente do sexo
biológico. Imagino a autora a torcer o nariz: "Mas isso é inclusão, não é
misturada!". Pois, pois. Para nós, conservadores, é uma aberração que
expõe crianças a confusões desnecessárias em nome da vossa agenda woke.
Não satisfeita com o fiasco de 2019, a esquerda insistiu com
o Projecto de Lei 332/XV (2024), do PS, que visava institucionalizar o
"respeito pela identidade de género", com as devidas adaptações em
casas de banho. Mas o Presidente Marcelo — que, apesar de tudo, ainda retém um
pingo de bom senso — vetou a iniciativa, citando a "quase total ausência
dos pais" no processo. Veto presidencial, autora! Marcelo viu o que a
senhora finge não ver: que estas leis entregam os filhos aos caprichos
ideológicos do Estado. E, mesmo assim, a legislação subjacente continua a
pressionar as escolas para "proteger" alunos trans, o que, na
prática, abre as portas a mais experiências sociais. Quantos vetos serão
necessários para travar esta loucura?
Para rematar, a "cereja no topo": aquela
reportagem na escola de Vila do Conde, onde se orgulhavam de ter convertido a
casa de banho dos deficientes numa casa de banho "inclusiva". Sim,
uma escola pioneira que implementou WCs sem género, permitindo o acesso livre.
Noticiado no CM Jornal e no Porto Canal. Inclusão? Para mim, é usurpar a
privacidade dos deficientes e normalizar o absurdo para deleite da vossa bolha
ideológica. E tudo isto em escolas públicas, financiadas pelos impostos dos
conservadores que pagam para ver as suas filhas expostas a estas
excentricidades.
Minha cara autora, pare de fingir que isto é inventona da
direita. Os factos estão aí, chumbados por tribunais e vetados por Belém, mas
com danos reais já causados. A vossa "inclusão" é a exclusão da
realidade biológica e da família. Se quiser debater, traga factos, não
narrativas. Caso contrário, continue no seu Facebook a pregar para convertidos.
Beijinhos cáusticos de uma militante do Chega que não engole
mentiras.
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