A notícia publicada hoje no Público é um soco no estômago de qualquer pai ou mãe que ainda acredite na narrativa
oficial: segundo o relatório da APAV, os crimes de natureza sexual contra
menores subiram 85% em apenas quatro anos. Um aumento desta magnitude num
período tão curto não é um “acidente estatístico”. É o resultado previsível de
uma experiência social iniciada nos anos 90, quando a esquerda cultural decidiu
que a solução para o abuso, as DST e as gravidezes indesejadas passava por
levar o sexo para dentro das salas de aula, como quem fala do tempo ou da
multiplicação de fracções.
Prometeram-nos o paraíso: crianças “empoderadas” que saberiam dizer “não”, adolescentes informados que evitariam doenças e uma sociedade mais segura. Trinta e tal anos depois, o que temos? Mais abusos, mais pornografia infantil em circulação e crianças com mentes saturadas de sexo antes sequer de terem vivido a infância.
A “educação sexual” não preveniu nada. Pelo contrário: normalizou, antecipou e, em muitos casos, facilitou o que prometia combater.
A Dra. Gabriele Kuby, na sua obra fundamental A Revolução
Sexual Global, explica com clareza cirúrgica o que acontece quando se
introduz o sexo na mente infantil de forma prematura. A socióloga alemã
demonstra que a revolução sexual, acelerada pela ideologia de género, não
liberta: inverte a ordem natural do desenvolvimento humano. A criança não é um
ser sexualizado; a sua psique necessita de anos de inocência para formar
identidade, limites e discernimento.
Quando se bombardeia essa mente com conteúdos explícitos — nas aulas, nos manuais, em palestras de associações LGBTQIA+ ou através de “influenciadores” que são, na verdade, pornógrafos a tempo inteiro —, o resultado não é “consciencialização”. É a destruição da infância.
A criança
passa a ver o corpo como instrumento de prazer, o outro como objecto e o sexo
como algo banal, desvinculado do amor e da responsabilidade. Kuby adverte: esta
hipersexualização precoce não protege contra o abuso; cria as condições
psicológicas para que este se torne mais frequente e menos reconhecido como
tal. Transforma potenciais vítimas em seres precocemente sexualizados e
potenciais agressores em jovens que cresceram sem aprender a controlar
impulsos.
É exactamente isto que vemos. Professores formados na mesma ideologia falam de “identidade de género” e “consentimento fluido” como se explicassem a tabela periódica. Associações entram nas escolas com workshops que, sob o disfarce da “inclusão”, expõem crianças de 8 ou 9 anos a conceitos que a natureza reservava para a idade adulta. Ao mesmo tempo, a pornografia — cada vez mais violenta e acessível — faz o resto.
Os jovens não estão a ser educados; estão a ser condicionados para uma cultura onde o sexo é o centro de tudo.
Depois, há o "elefante na sala" que ninguém na esquerda quer ver: a desagregação familiar. A maior parte dos rapazes de hoje é criada por mães a solo, muitas delas assumidamente feministas, que passaram décadas a demonizar a figura do pai, a masculinidade tradicional e a família nuclear. O resultado? Uma geração de jovens sem um modelo masculino forte, sem autoridade paterna e sem uma noção clara de responsabilidade e limites. E, no entanto, os abusos continuam — e aumentam. Se a culpa fosse do "patriarcado" e dos "velhos machistas de 60 anos", como a narrativa oficial insiste, o problema estaria a diminuir com o envelhecimento dessa geração. Mas não está. Os agressores são cada vez mais jovens.
O que falhou? A ausência do pai, a cultura que diz ao rapaz que a sua masculinidade é "tóxica" — deixando-o sem bússola moral — e a saturação sexual constante que transforma o desejo em compulsão.
Por fim, a questão que a classe política proíbe: a imigração
descontrolada. Portugal abriu as portas a fluxos vindos de culturas onde a
noção ocidental de protecção da infância é inexistente ou distinta. Trazer em
massa indivíduos de sociedades onde certas práticas arcaicas são toleradas não
é “diversidade”; é importar problemas graves. Os números da APAV, ao não
distinguirem nacionalidades, calam-se sobre esta hipótese, mas não a desmentem.
O aumento de 85% não é um mistério. É a consequência lógica de uma ideologia que decidiu que a família tradicional é opressora e que o pai é dispensável.
Gabriele Kuby tinha razão: a revolução sexual não liberta o ser
humano; destrói-o, começando pelos mais frágeis. O relatório da APAV é o
veredicto. É tempo de proteger as crianças de verdade: devolvendo a educação
sexual aos pais, travando a doutrinação nas escolas e encarando, sem tabus, os
impactos da imigração em massa. O silêncio cúmplice já custou caro demais.
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