Ah, a educação sexual nas escolas portuguesas... esse tema que, há décadas, se transformou num campo de batalha ideológico onde a inocência das crianças é a baixa mais disputada.
O que vemos hoje não é propriamente "educação", mas uma engenharia social disfarçada de pedagogia progressista. Começou com a Lei n.º 60/2009, que tornou obrigatória a "educação sexual em meio escolar", e evoluiu para um currículo que, sob o pretexto da "saúde reprodutiva", "diversidade" e "prevenção de riscos", injecta nas mentes imaturas a ideologia de género, a normalização precoce da sexualidade e uma visão hedonista do corpo humano – tudo menos a visão bíblica de que o sexo é sagrado, reservado ao matrimónio entre homem e mulher, e que o corpo é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:18-20).
Em Julho de 2025, o Governo da AD tentou um recuo tímido: nas novas aprendizagens essenciais da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento (em consulta pública na altura), os termos "sexualidade" e "saúde sexual" evaporaram-se como por magia das dimensões obrigatórias, substituídos pela ênfase em literacia financeira, empreendedorismo, direitos humanos e desenvolvimento sustentável. Logo surgiu o coro de indignação da esquerda, das associações LGBTQ+, da ILGA, da Ordem dos Psicólogos e de várias entidades "progressistas": "retrocesso de 40 anos!", "crise de saúde pública!", "ataque à diversidade!". Como se a verdadeira saúde das crianças residisse em expor alunos do ensino básico a debates sobre identidade de género e orientação sexual, em vez de lhes ensinar virtudes, castidade, respeito pela família e temor a Deus.
O ministro Fernando Alexandre chegou a garantir que "não é verdade" que a educação sexual tenha desaparecido, que "está lá" de forma interdisciplinar, na dimensão da "saúde", e que pode ser densificada nos currículos das escolas. Mas sejamos sinceros: foi um remendo cosmético, uma cedência parcial à pressão conservadora sem coragem para desmontar todo o sistema ideológico. A sexualidade ficou "à margem", diluída, sem menções explícitas à diversidade sexual ou à identidade de género como outrora – o que, para os críticos woke, é um horror, mas para nós é apenas um passo curto e tardio.
E, infelizmente, essa "garantia" ministerial não se concretizou na prática. A ideologia de género continua bem presente nos sítios oficiais de Cidadania e Desenvolvimento e no RTP Ensina, embora agora esteja mais escondida, mais difícil de aceder para os leigos e pais comuns – camuflada em materiais "interdisciplinares" ou em recursos educativos que escapam ao escrutínio directo. O suposto recuo foi mais cosmético do que real: as estruturas ideológicas persistem, prontas para serem activadas por professores activistas ou associações externas.
O pior exemplo disso veio logo após as promessas do Dr. Fernando Alexandre: já em finais de 2025, escolas do concelho de Oeiras exibiram o vídeo animado "Família Biscoito", da associação AMPLOS, a crianças de 8 anos do 3.º ano, no âmbito do programa Oeiras Educa+. Sem aviso prévio aos pais, nem menção clara no correio electrónico enviado pela professora, o vídeo introduz conceitos como "não me identificava com o sexo que me atribuíram", famílias com casais do mesmo sexo e identidades queer – tudo embrulhado em "biscoitinhos fofos" para normalizar a ideologia de género desde tenra idade. Uma mãe corajosa denunciou o caso na Assembleia Municipal, a situação tornou-se viral, e só depois surgiu a promessa da autarquia de retirar o vídeo. Mas o dano estava feito: as escolas servem de palco a conteúdos que confundem a biologia básica e fragilizam a inocência infantil.
Enquanto uns choram a "desvalorização" da educação sexual oficial, a realidade é outra: portas escancaradas a influenciadores que monetizam a hipersexualização dos miúdos. Setenta e nove escolas nos últimos dois anos lectivos (segundo investigação do jornal Público de Março de 2026), a pretexto de "animação de campanhas" das associações de estudantes. Directores assinam sem pestanejar, e miúdos de Ferreira do Zêzere a todo o país são expostos a estes mercadores da lascívia. Não falta educação sexual, falta decência. O que entra pela porta da frente é uma sexualização predatória, comercial e sem freio moral.
É irónico, não é? Num país com raízes católicas profundas, convidam-se lobos em pele de cordeiro para as salas de aula. Estes "influenciadores" lucram com narrativas que empurram ideologias de género pela garganta abaixo de adolescentes confusos. A solução é devolver a educação sexual primária à família – os pais são os primeiros e principais educadores. Na escola, deve limitar-se ao estritamente necessário: biologia reprodutiva básica, prevenção de doenças e reforço dos valores éticos tradicionais.
Porque, em última análise, o que está em jogo é a alma das crianças. Como disse Jesus: "Deixai vir a mim os pequeninos, e não os impeçais" (Mateus 19:14). Hoje, em nome de uma suposta "liberdade", impedem-nos de crescer na pureza. E depois admiram-se quando a sociedade colhe o fruto podre: confusão identitária, precocidade sexual e uma geração que vê o corpo como objecto de consumo.
Que Deus tenha misericórdia de Portugal e devolva às nossas escolas o verdadeiro propósito: formar cidadãos virtuosos, não cobaias de experiências ideológicas.

Sem comentários:
Enviar um comentário