Quando a extrema-esquerda se une para
interceder por alguém, convém sabermos de quem se trata de facto.
Francesca Albanese é uma advogada
italiana nomeada em 2022 como Relatora Especial da ONU para a situação dos
direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967.
Contudo, ela não é meramente uma
'defensora dos direitos humanos', como a esquerda a costuma caracterizar, mas
sim uma figura altamente controversa. Detém um historial de declarações que
promovem mentiras antissemitas, minimizam o terrorismo e demonizam Israel de
forma sistemática e enviesada. A sua nomeação pela ONU já foi alvo de críticas
por ter sido influenciada por grupos de pressão (lobbies) pró-palestinianos, e
o seu mandato foi renovado em 2025 (estendendo-se até 2028), apesar da forte
oposição de países como os EUA, Israel, Argentina, Países Baixos e Hungria, que
a acusam de parcialidade extrema.
Governos ocidentais, incluindo os
de França, Alemanha, Canadá e EUA, têm-na condenado reiteradamente por
antissemitismo, acusando-a de distorcer o Holocausto e de apoiar indiretamente
o terrorismo.
Relativamente aos factos — que a
militância de esquerda frequentemente omite ou distorce para a retratar como
vítima de uma 'campanha sionista' — Albanese apresenta um padrão de declarações
inflamatórias que extravasam largamente a crítica legítima às políticas
israelitas. Já em 2014, antes da sua nomeação para a ONU, escreveu que a
América está 'subjugada pelo lobby judeu' e que a Europa age movida pela 'culpa
do Holocausto', condenando os 'oprimidos – os palestinianos'.
Estas afirmações ecoam mentiras antissemitas clássicas sobre o controlo judaico dos governos e dos media;
embora Albanese tenha mais tarde lamentado tais palavras, estas continuam a
permear o seu discurso. Em 2022, pouco depois de assumir o cargo, justificou aviolência palestiniana como 'inevitável' devido à negação do 'direito de
existência' do seu povo. Além disso, participou numa conferência organizada
pelo Hamas, onde afirmou que os palestinianos 'têm o direito de resistir à ocupação'.
À direita, não vemos estas
posições como uma defesa de direitos, mas sim como a legitimação de actos
terroristas contra civis israelitas. Após o massacre de 7 de Outubro de 2023
perpetrado pelo Hamas — que vitimou mais de 1.200 pessoas, incluindo civis, e
envolveu violações em massa e decapitações — Albanese minimizou as atrocidades.
No próprio dia, afirmou que a violência 'deve ser contextualizada'.
Em Fevereiro de 2024, negou que este tivesse
sido o 'maior massacre antissemita do século', afirmando que as vítimas 'não
foram mortas pelo seu judaísmo, mas em resposta à opressão israelita' — uma
declaração que os governos de França e da Alemanha condenaram prontamente como
antissemita.
Albanese chegou a questionar as
evidências de violações em massa, alegando que 'não há provas de violação', e
equiparou os detidos palestinianos aos reféns israelitas, ignorando
deliberadamente o contexto terrorista subjacente.
Em 2024 e 2025, comparou repetidamente Israel ao regime nazi: classificou Gaza como o 'maior campo de
concentração do século XXI', equiparou o apoio alemão a Israel à cumplicidade
civil no Holocausto e republicou uma imagem comparando Netanyahu a Hitler,
comentando: 'era exactamente o que eu estava a pensar hoje'.
Ora,
isto não é análise; é uma distorção do Holocausto para demonizar o único Estado
judeu do mundo, algo que alimenta o antissemitismo global. A controvérsia mais
recente, que motivou a carta aberta em Portugal, surgiu de um discurso num fórumda Al Jazeera em Doha, no Catar, em Fevereiro de 2026, onde participou ao lado
de líderes do Hamas e do Irão.
Descreveu Israel como o 'inimigo comum da humanidade', ecoando mentiras antissemitas, e referiu um 'sistema global
de dinheiro, algoritmos e armas' controlado por interesses que supostamente
beneficiam Israel — o que foi interpretado por críticos como uma alusão a
conspirações judaicas.
Albanese nega as acusações,
alegando que um vídeo truncado deturpou as suas palavras e que se referia a um
'sistema' que apoia Israel durante o que ela classifica como 'genocídio' em
Gaza .
No entanto, mesmo o contexto completo revela o seu enviesamento: acusa Israel de 'genocídio colonial' e 'apartheid', termos rejeitados por muitos como propaganda
anti-Israel, ignorando o direito do país à autodefesa contra o Hamas, um grupo
terrorista que usa civis como escudos humanos e visa a destruição de Israel.
Países como França, Alemanha,
Itália, Áustria e República Checa pediram a sua demissão por estas 'declarações
inaceitáveis', considerando-as incompatíveis com a imparcialidade exigida pela
ONU.
A administração Trump, em 2025, impôs sanções a Albanese, congelando os seus bens e proibindo a sua entrada nos EUA, acusando-a de 'atividades tendenciosas e maliciosas' e de colaborar com o TPI para investigar israelitas e americanos. Isto ocorreu após relatórios da sua autoria que acusavam corporações de cumplicidade em 'genocídio económico', algo visto por conservadores como uma tentativa de boicotar Israel economicamente, à semelhança do movimento BDS, que muitos consideram antissemita.
A carta aberta em Portugal, assinada por 28 figuras da extrema-esquerda (incluindo políticos como Isabel Moreira e outros activistas), apela ao governo por uma 'defesa inequívoca' de Albanese e das instituições internacionais, condenando a 'campanha de pressão internacional' como um ataque à integridade da ONU. Esta carta ignora o seu historial e é mais um exemplo de como a esquerda prioriza narrativas anti-Israel, silenciando as críticas ao seu desfasamento. A militância de esquerda foca-se na 'defesa dos direitos palestinianos', mas omite como Albanese apoia indiretamente o Hamas, nega atrocidades contra judeus e usa a ONU para propagar o ódio — factos documentados pela Anti-Defamation League e por vários governos ocidentais.
Em suma, o que a esquerda não
conta é que Albanese não é uma mártir; é uma activista que abusa do cargo para
promover agendas radicais, contribuindo para o aumento global do antissemitismo
enquanto ignora as violações cometidas pelo Hamas e outros grupos terroristas.

Sem comentários:
Enviar um comentário