quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Por que Francesca Albanese une a esquerda e divide o Ocidente?

 



Quando a extrema-esquerda se une para interceder por alguém, convém sabermos de quem se trata de facto.

Francesca Albanese é uma advogada italiana nomeada em 2022 como Relatora Especial da ONU para a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967.

Contudo, ela não é meramente uma 'defensora dos direitos humanos', como a esquerda a costuma caracterizar, mas sim uma figura altamente controversa. Detém um historial de declarações que promovem mentiras antissemitas, minimizam o terrorismo e demonizam Israel de forma sistemática e enviesada. A sua nomeação pela ONU já foi alvo de críticas por ter sido influenciada por grupos de pressão (lobbies) pró-palestinianos, e o seu mandato foi renovado em 2025 (estendendo-se até 2028), apesar da forte oposição de países como os EUA, Israel, Argentina, Países Baixos e Hungria, que a acusam de parcialidade extrema

Governos ocidentais, incluindo os de França, Alemanha, Canadá e EUA, têm-na condenado reiteradamente por antissemitismo, acusando-a de distorcer o Holocausto e de apoiar indiretamente o terrorismo.

Relativamente aos factos — que a militância de esquerda frequentemente omite ou distorce para a retratar como vítima de uma 'campanha sionista' — Albanese apresenta um padrão de declarações inflamatórias que extravasam largamente a crítica legítima às políticas israelitas. Já em 2014, antes da sua nomeação para a ONU, escreveu que a América está 'subjugada pelo lobby judeu' e que a Europa age movida pela 'culpa do Holocausto', condenando os 'oprimidos – os palestinianos'.

Estas afirmações ecoam mentiras antissemitas clássicas sobre o controlo judaico dos governos e dos media; embora Albanese tenha mais tarde lamentado tais palavras, estas continuam a permear o seu discurso. Em 2022, pouco depois de assumir o cargo, justificou aviolência palestiniana como 'inevitável' devido à negação do 'direito de existência' do seu povo. Além disso, participou numa conferência organizada pelo Hamas, onde afirmou que os palestinianos 'têm o direito de resistir à ocupação'.

À direita, não vemos estas posições como uma defesa de direitos, mas sim como a legitimação de actos terroristas contra civis israelitas. Após o massacre de 7 de Outubro de 2023 perpetrado pelo Hamas — que vitimou mais de 1.200 pessoas, incluindo civis, e envolveu violações em massa e decapitações — Albanese minimizou as atrocidades. No próprio dia, afirmou que a violência 'deve ser contextualizada'.

Em Fevereiro de 2024, negou que este tivesse sido o 'maior massacre antissemita do século', afirmando que as vítimas 'não foram mortas pelo seu judaísmo, mas em resposta à opressão israelita' — uma declaração que os governos de França e da Alemanha condenaram prontamente como antissemita.

Albanese chegou a questionar as evidências de violações em massa, alegando que 'não há provas de violação', e equiparou os detidos palestinianos aos reféns israelitas, ignorando deliberadamente o contexto terrorista subjacente.

Em 2024 e 2025, comparou repetidamente Israel ao regime nazi: classificou Gaza como o 'maior campo de concentração do século XXI', equiparou o apoio alemão a Israel à cumplicidade civil no Holocausto e republicou uma imagem comparando Netanyahu a Hitler, comentando: 'era exactamente o que eu estava a pensar hoje'.

Ora, isto não é análise; é uma distorção do Holocausto para demonizar o único Estado judeu do mundo, algo que alimenta o antissemitismo global. A controvérsia mais recente, que motivou a carta aberta em Portugal, surgiu de um discurso num fórumda Al Jazeera em Doha, no Catar, em Fevereiro de 2026, onde participou ao lado de líderes do Hamas e do Irão.

Descreveu Israel como o 'inimigo comum da humanidade', ecoando mentiras antissemitas, e referiu um 'sistema global de dinheiro, algoritmos e armas' controlado por interesses que supostamente beneficiam Israel — o que foi interpretado por críticos como uma alusão a conspirações judaicas.

Albanese nega as acusações, alegando que um vídeo truncado deturpou as suas palavras e que se referia a um 'sistema' que apoia Israel durante o que ela classifica como 'genocídio' em Gaza .

No entanto, mesmo o contexto completo revela o seu enviesamento: acusa Israel de 'genocídio colonial' e 'apartheid', termos rejeitados por muitos como propaganda anti-Israel, ignorando o direito do país à autodefesa contra o Hamas, um grupo terrorista que usa civis como escudos humanos e visa a destruição de Israel.

Países como França, Alemanha, Itália, Áustria e República Checa pediram a sua demissão por estas 'declarações inaceitáveis', considerando-as incompatíveis com a imparcialidade exigida pela ONU.

A administração Trump, em 2025, impôs sanções a Albanese, congelando os seus bens e proibindo a sua entrada nos EUA, acusando-a de 'atividades tendenciosas e maliciosas' e de colaborar com o TPI para investigar israelitas e americanos. Isto ocorreu após relatórios da sua autoria que acusavam corporações de cumplicidade em 'genocídio económico', algo visto por conservadores como uma tentativa de boicotar Israel economicamente, à semelhança do movimento BDS, que muitos consideram antissemita.

A carta aberta em Portugal, assinada por 28 figuras da extrema-esquerda (incluindo políticos como Isabel Moreira e outros activistas), apela ao governo por uma 'defesa inequívoca' de Albanese e das instituições internacionais, condenando a 'campanha de pressão internacional' como um ataque à integridade da ONU. Esta carta ignora o seu historial e é mais um exemplo de como a esquerda prioriza narrativas anti-Israel, silenciando as críticas ao seu desfasamento. A militância de esquerda foca-se na 'defesa dos direitos palestinianos', mas omite como Albanese apoia indiretamente o Hamas, nega atrocidades contra judeus e usa a ONU para propagar o ódio — factos documentados pela Anti-Defamation League e por vários governos ocidentais.

Em suma, o que a esquerda não conta é que Albanese não é uma mártir; é uma activista que abusa do cargo para promover agendas radicais, contribuindo para o aumento global do antissemitismo enquanto ignora as violações cometidas pelo Hamas e outros grupos terroristas.

 

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