sábado, 28 de fevereiro de 2026

A Multiplicação dos Therians: Um Fenómeno com Riscos Sociais

 

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Num mundo cada vez mais influenciado pelas redes sociais e pelas dinâmicas de grupo, surge um fenómeno intrigante e, para muitos, preocupante: a multiplicação dos therians (ou transespécie) — indivíduos que se identificam como animais não-humanos, seja a nível espiritual, seja psicológico. Este movimento, que ganha tracção entre jovens e adolescentes, pode ser atribuído a problemas mentais subjacentes e a um efeito de "contágio social", como sugerem estudos recentes sobre representações sociais. 

Em Portugal, o fenómeno já tem ecos locais: em 2024, circulou viralmente o caso de uma aluna do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) que frequentou aulas com uma máscara de cão (pup hood), inicialmente interpretado como identificação therian, mas depois esclarecido pela própria como hobby (pup play/furry), gerando bullying e debates intensos sobre saúde mental e inclusão; mais recentemente, anda a circular nas redes o anúncio de um encontro de therians marcado para 26 de fevereiro de 2026, em Vila Real, em frente ao Café Club (Avenida Carvalho Araújo), promovido como espaço seguro de "união, respeito e partilha" para quem vive essa identidade. 

Mas o que aconteceria se a sociedade levasse estas identificações à letra? Poderia alguém que se vê como um cão eximir-se das obrigações escolares ou, na idade adulta, do pagamento de impostos? Seria o seu Cartão de Cidadão substituído pelo boletim de vacinas de um veterinário? Estas questões, embora pareçam absurdas, revelam dilemas profundos para a coesão social. 

Os therians (termo derivado de therianthropy) descrevem pessoas que sentem uma ligação profunda com uma espécie animal, como lobos, raposas ou cães, ao ponto de adoptarem comportamentos como andar "de gatas" ou morder terceiros. Um exemplo recente surge numa publicação da Fundación Faro Argentina na rede social X, que descreve: "Insólito: estas pessoas andam de gatas de forma antinatural e mordem as pessoas por pensarem que são um lobo, uma raposa ou um cão." 

Este tipo de relatos, amplificados pelas plataformas digitais, ilustra a rapidez com que o fenómeno se propaga, frequentemente em comunidades on-line como as de furries ou otherkin. De acordo com uma revisão sistemática publicada no PubMed, cerca de 68% dos casos clínicos envolvem identificações com canídeos e estão associados a condições como esquizofrenia, depressão psicótica ou síndrome de Cotard. No entanto, nem todos os therians representam casos clínicos; muitos encaram-no como uma identidade não-patológica, embora diversos estudos apontem para ligações ao autismo, esquizotipia (um conjunto de traços de personalidade e comportamentos que se situam num espectro entre a "normalidade" e os transtornos psicóticos (como a esquizofrenia), mas sem a perda total de contacto com a realidade) e traumas. 

Vários autores têm explorado fenómenos de contágio comportamental, comparando-os a "epidemias virais" onde as ideias se propagam através de interacções sociais. Num paralelo com as representações sociais teorizadas por Serge Moscovici, o contágio emocional e comportamental explica o aumento exponencial de therians. Plataformas como o TikTok ou o X aceleram este efeito: um vídeo viral de alguém a comportar-se como um animal pode influenciar milhares de jovens vulneráveis ao isolamento social ou ao stresse. Pesquisas indicam que, para muitos, esta identificação serve como um mecanismo de coping (adaptação) perante desafios mentais, mas pode agravar o quadro clínico se não for devidamente abordada. 

Contudo, o verdadeiro risco surge quando estas identificações embatem na estrutura jurídica e social. Imagine-se um adolescente que se identifica como cão: deixaria de ser obrigado a frequentar a escola, argumentando que os animais não precisam de educação formal? Em adulto, poderia reclamar a isenção de impostos, alegando que os animais não contribuem para o erário público? E quanto ao acesso a cuidados de saúde? Trocar-se-ia o médico de família por um veterinário? 

Estas hipérboles acentuam o absurdo, mas apontam para um problema real: se a sociedade acomodar tais identidades sem limites claros, corre o risco de minar os pilares da cidadania e da responsabilidade colectiva. Estudos sobre o bem-estar e a therianthropy revelam que, embora esta identificação possa actuar como um factor protector para alguns indivíduos com traços autistas, conduz frequentemente ao isolamento social e a graves dificuldades relacionais. 

Num contexto mais amplo, a normalização deste fenómeno poderia gerar desigualdades sistémicas e sobrecarregar os serviços de saúde mental, já sob forte pressão. Em suma, a multiplicação dos therians reflete uma sociedade em busca desesperada de identidade, mas alerta para a necessidade de um equilíbrio urgente. Como sugerem as investigações sobre contágio social e o conceito de "fenómeno patofacilitante" do psiquiatra Dr. Pedro Afonso — em que contextos facilitadores amplificam patologias ou comportamentos disfuncionais —, sem uma intervenção adequada, este fenómeno pode evoluir de uma mera curiosidade digital para um problema societal de difícil resolução. É tempo de debater: até onde pode ir a liberdade individual sem comprometer o bem comum?

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

O Retrocesso das Associações Médicas no Tratamento Afirmativo de Género para Jovens

https://www.nytimes.com/2026/02/24/opinion/medical-associations-youth-gender-care.html


Num artigo de opinião publicado no The New York Times a 24 de fevereiro de 2026, o jornalista Jesse Singal expõe como as principais associações médicas americanas priorizaram crenças ideológicas em detrimento de evidências científicas ao endossarem tratamentos afirmativos de género para jovens com disforia de género.

Intitulado "Medical Associations Trusted Belief Over Science on Youth Gender Care", o texto destaca um momento de viragem: associações como a American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e a American Medical Association (AMA) começaram a questionar publicamente a base de evidências para intervenções como bloqueadores de puberdade, hormonas cruzadas e cirurgias, especialmente em menores de idade. Esta mudança representa uma vitória para perspectivas críticas de género, que há anos alertam para os perigos de medicalizar crianças e adolescentes com base em identidades fluidas e influenciadas por factores sociais, sem considerar o dimorfismo sexual biológico e os riscos irreversíveis.

Do ponto de vista de quem prioriza a realidade biológica do sexo sobre construções sociais de género e defende a protecção de crianças contra intervenções médicas precipitadas, este artigo do The New York Times reforça preocupações fundamentais. Critica como activistas e organizações como a GLAAD, Human Rights Campaign e ACLU exageraram a "evidência esmagadora" a favor destes tratamentos, rotulando-os como "salvadores de vidas" e "baseados na ciência", apesar do aumento exponencial de casos em clínicas de género, muitos envolvendo jovens com condições mentais complexas que complicam os diagnósticos.

Esta perspectiva enfatiza que o modelo afirmativo ignora o facto de que a maioria das disforias de género na infância se resolve naturalmente, sem intervenção, e que apressar tratamentos pode causar danos permanentes, especialmente em raparigas adolescentes, que representam a maioria dos casos recentes.

A Sobrestimação da Evidência Científica e a Erosão da Credibilidade Médica

O artigo de Singal aponta para uma falha sistémica: as associações médicas codificaram visões afirmativas em documentos oficiais, criando um "muro de consenso" que silenciou dúvidas. No entanto, em 2024, a ASPS expressou preocupações sobre a fraca base de evidências, culminando numa declaração de posição a 3 de Fevereiro de 2026, que desaconselha cirurgias relacionadas com o género antes dos 19 anos, citando a ausência de "métodos validados" para determinar se a disforia de género em jovens se resolverá sem tratamento.

No dia seguinte, a AMA alinhou-se, afirmando que as intervenções cirúrgicas em menores devem ser adiadas na ausência de evidências claras. Esta reviravolta expõe como o establishment médico sucumbiu a pressões ideológicas, ignorando revisões sistemáticas internacionais que classificam a evidência como de "baixa qualidade" ou "muito baixa certeza". Por exemplo, revisões do National Institute for Health and Care Excellence (NICE) no Reino Unido concluíram que os bloqueadores de puberdade levam a pouca ou nenhuma mudança na disforia de género, saúde mental ou funcionamento psicossocial, com resultados sujeitos a enviesamento.

Da mesma forma, o Relatório Cass de 2024, encomendado pelo NHS da Inglaterra, destacou limitações na qualidade dos estudos e riscos de longo prazo, recomendando maior cautela. Aqueles que não foram arrastados pela ideologia argumentam que esta "ciência assente" era, na verdade, uma narrativa activista que priorizava a afirmação imediata sobre a prudência, desconsiderando que atitudes e comportamentos de género flutuam durante a adolescência.

Os Perigos dos Tratamentos Afirmativos: Riscos Irreversíveis e Evidências Fracas

Um dos pontos mais alarmantes, sublinhado por profissionais de saúde que não cederam à ideologia nem às normas da World Professional Association for Transgender Health (WPATH), é o potencial de danos graves e permanentes dos tratamentos afirmativos. Os bloqueadores de puberdade, as hormonas cruzadas e as cirurgias não são "reversíveis", ao contrário do que alegam os seus defensores, acarretando riscos significativos.

  • Bloqueadores de Puberdade: Embora suprimam eficazmente a puberdade, a evidência de benefícios para a disforia ou saúde mental é de "muito baixa certeza". Os riscos incluem reduções na densidade óssea, infertilidade e efeitos colaterais como ondas de calor. O Relatório do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) dos EUA de 2025 revela preocupações sérias, incluindo danos irreversíveis.
  • Hormonas Cruzadas: Estes tratamentos podem melhorar sintomas de disforia temporariamente, mas com "muito baixa certeza" de benefícios. Os danos incluem disfunção sexual, osteoporose e eventos cardiovasculares. A organização Society for Evidence-based Gender Medicine (SEGM) destaca que estes riscos são frequentemente ignorados.
  • Cirurgias: Procedimentos como mastectomias em raparigas biológicas são irreversíveis e acarretam complicações cirúrgicas, além de potencial arrependimento. A ASPS e a AMA recomendam agora o seu adiamento para a idade adulta devido à incerteza sobre a persistência da disforia.

Perspectivas críticas de género salientam que estes riscos são particularmente graves para jovens cujos cérebros e corpos ainda estão em desenvolvimento. Há preocupação com a "destransição" — quando indivíduos revertem para a identidade de nascimento —, exacerbada pela falta de acompanhamento de longo prazo. Além disso, o modelo afirmativo pode mascarar questões subjacentes como autismo, trauma ou influências sociais, levando a intervenções desnecessárias que violam o princípio ético de "primeiro, não causar dano".

Implicações Mais Amplas e o Caminho a Seguir

Esta mudança nas associações médicas americanas é um reconhecimento tardio, mas bem-vindo, dos perigos do modelo afirmativo, alinhando-se a restrições em países como o Reino Unido, Suécia e Finlândia. De uma lente crítica de género, isto protege especialmente as raparigas adolescentes, que enfrentam pressões sociais intensas. O foco deve mudar para abordagens não invasivas, como a psicoterapia, que abordem as causas subjacentes sem alterar permanentemente corpos saudáveis.

Em resumo, o artigo do NYT sinaliza o colapso de uma narrativa ideológica que priorizou a afirmação sobre a evidência, expondo riscos graves para jovens vulneráveis. É imperativo que as políticas e práticas médicas priorizem a ciência rigorosa e a protecção infantil.

Os Perigos da Pornografia para as Crianças: Um Alerta Baseado em Evidências

 

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Numa era dominada pela liberalização social e pelo acesso irrestrito à Internet, o consumo de pornografia por crianças e adolescentes representa uma ameaça grave ao desenvolvimento moral, emocional e psicológico das gerações futuras. Do ponto de vista que valoriza a família, a inocência infantil e os princípios éticos tradicionais, esta exposição precoce não é apenas um "rito de passagem" moderno, mas uma forma de corrupção que corrói os alicerces da sociedade. Inspirado no livro Geração Porno (título em português para Porn Generation: How Social Liberalism Is Corrupting Our Future, de Ben Shapiro, publicado em 2005), e apoiado por estudos científicos recentes, este artigo procura alertar para os riscos profundos que a pornografia impõe às crianças, enfatizando a necessidade urgente de protecção e regulação. Além disso, incorporarei dados recentes sobre o consumo de pornografia por menores em Portugal, destacando a relevância local deste problema global.

A Visão de Ben Shapiro: A Corrupção da Juventude pela Liberalização Social

Ben Shapiro, em Geração Porno, argumenta que o avanço do liberalismo social nos Estados Unidos e no Ocidente normalizou a pornografia como parte integrante da cultura popular, transformando-a numa influência inescapável para os jovens. Segundo Shapiro, esta "geração porno" – composta por adolescentes e jovens adultos nascidos a partir dos anos 1980 – cresceu imersa numa sociedade que promove a gratificação sexual imediata acima de valores como o compromisso, o respeito e a moderação. O autor critica duramente a forma como os media, a educação e a tecnologia facilitam o acesso a conteúdos explícitos, levando a uma dessensibilização colectiva.

Shapiro relata, através de entrevistas com psicólogos, educadores e ex-participantes da indústria pornográfica, como a pornografia distorce a percepção da sexualidade humana, reduzindo-a a um acto mecânico e desumanizado. Para as crianças, isto significa uma perda prematura da inocência, fomentando uma visão de relacionamentos baseada na objectificação e na exploração. Numa perspectiva conservadora, Shapiro enfatiza que esta infiltração cultural não é acidental, mas sim o resultado de uma agenda liberal que prioriza a "liberdade individual" em detrimento da protecção colectiva, especialmente dos mais vulneráveis. Adverte ainda que, sem intervenção, esta tendência corrompe o futuro, promovendo uma sociedade hedonista e instável, onde os jovens lutam para formar famílias saudáveis e dar contributos éticos.

Embora o livro date de 2005, as suas observações permanecem relevantes, especialmente com a expansão da Internet móvel. Shapiro previa que a acessibilidade ilimitada agravaria o problema, o que se confirma hoje: as crianças são expostas cada vez mais cedo, muitas vezes sem supervisão parental, perpetuando um ciclo de dependência e distorção moral.

Os Perigos Científicos: Evidências de Estudos sobre os Efeitos na Infância

Estudos contemporâneos corroboram e expandem as preocupações de Shapiro, demonstrando que o consumo de pornografia por crianças causa danos irreversíveis. Uma revisão sistemática publicada em 2024 na revista Child Abuse & Neglect analisou o impacto da pornografia na Internet sobre crianças e adolescentes, concluindo que a exposição precoce está associada a problemas emocionais e de conduta, atitudes irreais sobre o sexo e comportamentos de risco. Especificamente, as crianças expostas desenvolvem maior preocupação sexual, experimentação precoce e agressão sexual, incluindo toques indesejados e a objectificação feminina.

Outra pesquisa de 2025, publicada na Frontiers in Child and Adolescent Psychiatry, propõe uma abordagem traumática: a pornografia pode alterar o desenvolvimento infantil, criando sintomas semelhantes ao Transtorno de Stresse Pós-Traumático (TSPT). Crianças vítimas desta exposição enfrentam conflitos internos, confundindo violência erótica com normalidade, o que afecta o sistema sexual e conduz a uma sexualidade traumatizada. Isto resulta em relacionamentos interpessoais prejudicados, com o aumento da ansiedade, depressão e isolamento social.

Do ponto de vista conservador, estes efeitos transcendem o indivíduo: minam a estrutura familiar natural. Um relatório da UNICEF alerta que a exposição precoce promove a má saúde mental, o sexismo, a violência sexual e a normalização de actos abusivos. Estudos mostram que a pornografia violenta aumenta o comportamento agressivo, especialmente em personalidades hostis, fomentando uma cultura de desrespeito mútuo, segundo a ScienceDirect. Além disso, existem evidências de vício: o cérebro infantil, ainda em formação, liberta dopamina excessiva, alterando os circuitos de recompensa e reduzindo a capacidade de prazer natural, o que leva à dependência e à redução de matéria cinzenta, conforme indica a Culture Reframed.

Pesquisas indicam que crianças expostas antes dos 10 anos desenvolvem visões irreais do sexo, com impactos na autoestima, empatia e regulação emocional, de acordo com a Barnardos. Um estudo de 2025 da Pepperdine University confirma associações com saúde neurológica, mental e social prejudicadas, aumentando os riscos de comportamentos arriscados, vícios e suicídio. Os conservadores vêem nisto uma ameaça à moralidade societária, onde a inocência é roubada, preparando o terreno para uma geração incapaz de manter valores tradicionais como a fidelidade e o respeito.

Dados Recentes em Portugal: Uma Realidade Alarmante

Em Portugal, o problema não é menos grave. Embora os dados específicos sobre menores sejam limitados devido à sensibilidade do tema, relatórios recentes destacam a sua prevalência. O Relatório do Better Internet for Kids (BIK) de 2024 menciona que a Estratégia Nacional para os Direitos da Criança 2021-2024 prioriza a prevenção da violência digital contra crianças, incluindo a exposição à pornografia, reconhecendo-a como uma prioridade num dos cinco eixos principais.

Isto reflecte a preocupação governamental com o aumento de conteúdos explícitos acessíveis. Estudos europeus, aplicáveis ao contexto português, mostram que, em média, as crianças são expostas entre os 9 e os 13 anos. Um relatório de 2023 da Common Sense Media indica que 73% dos adolescentes entre os 13 e os 17 anos já viram pornografia on-line, com mais de metade (54%) a aceder regularmente.

Em Portugal, um estudo de 2012 sobre mulheres (incluindo jovens) revelou que 56,9% já tinham utilizado sites pornográficos, com 7% a despender mais de 6 horas semanais – um indicador de que o consumo juvenil pode estar a ser subestimado. Mais recentemente, dados de 2021-2023 sobre abusos sexuais infantis on-line em Portugal mostram um aumento de casos relacionados com materiais de abuso, com 294 ofensores identificados entre 2011 e 2021, muitos sem histórico criminal prévio, o que sugere uma normalização via consumo precoce.

Estes números, combinados com políticas como o Decreto-Lei n.º 7/2004, que obriga à remoção de conteúdos prejudiciais, destacam a urgência da situação. Num país conservador por tradição, como Portugal, estes dados reforçam a necessidade de leis mais rigorosas para proteger as crianças de uma "epidemia digital". No entanto, existe um contrassenso evidente nas políticas estatais: enquanto o Estado expressa preocupação com a exposição precoce a conteúdos sexuais explícitos, associações LGBTQIA+ como a rede ex aequo e a Casa Qui entram nas escolas, incluindo no ensino básico (a partir dos 6 anos), para realizar sessões sobre orientação sexual, identidade de género e comportamentos sexuais relacionados; tudo isto permitido e incentivado pelo Ministério da Educação no âmbito da educação sexual obrigatória e de estratégias nacionais de cidadania.

Do ponto de vista conservador, isto representa uma contradição hipócrita, pois introduz temas de sexualidade a crianças de tenra idade de forma institucionalizada, contribuindo potencialmente para a confusão moral e para a perda de inocência que se pretende combater com as medidas contra a pornografia.

Conclusão: Uma Chamada à Acção

A pornografia não é inofensiva; é uma força corruptora que, tal como Shapiro e diversos estudos comprovam, rouba a inocência das crianças, distorce a sua sexualidade e ameaça o tecido social. Sob a óptica conservadora, defender as crianças significa rejeitar o relativismo liberal e priorizar valores perenes: a família, a moralidade e a responsabilidade. Pais, educadores e legisladores devem agir — implementando filtros rigorosos, uma educação baseada em princípios e leis que criminalizem o acesso facilitado. Em Portugal, perante a emergência de dados alarmantes, é premente fortalecer as estratégias nacionais para salvaguardar o futuro. Ignorar esta realidade é condenar uma geração à confusão e ao sofrimento; protegê-la é preservar a própria essência da civilização.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A Ilusão Socialista da Habitação: Por que os Jovens de Hoje Reclamam de Casas que Não Caem do Céu



Ah, a eterna ladainha da "crise da habitação para jovens" em Portugal! Como se fosse uma novidade saída de um decreto divino ou, pior, de um manifesto socialista. Ouve-se por todo o lado: "Os jovens até aos 35 anos não conseguem comprar a primeira casa! Precisamos de mais habitação social, subsídios estatais e milagres governamentais!" E o mais grave é que até alguns partidos ditos de direita – aqueles que deviam defender a responsabilidade individual e o mercado livre – estão a embarcar nesta narrativa lamechas, como se as casas brotassem do chão por decreto e não pelo suor do trabalho honesto. Vamos lá desmontar este embuste com um pouco de realidade cáustica, daquelas que dói mas cura.

Antigamente – e não falo de um passado mitológico, mas dos anos 70 e 80, quando Portugal ainda tinha uma economia a sério e valores familiares intactos – os jovens não esperavam por esmolas do Estado para comprar casa. Começavam a trabalhar aos 18 ou 20 anos, muitas vezes logo após o ensino básico ou secundário. Aos 25 anos, já tinham anos de descontos no currículo, um emprego estável (nem que fosse na fábrica ou no campo) e, pasme-se, casavam-se! Sim, casavam-se cedo, formavam famílias e construíam vidas em conjunto. Recuando a 1970, a idade média do primeiro casamento situava-se nos 25 anos para os homens e nos 23 para as mulheres. Comprar casa? Era o passo natural: um empréstimo bancário, assente em salários reais e poupanças acumuladas, não em fantasias de "direito à habitação" como se o Estado fosse uma fada madrinha com uma varinha de condão.

Hoje? Hoje é uma comédia de erros. Os jovens esticam os estudos até aos 25 ou 30 anos – mestrados, doutoramentos, Erasmus pagos pelos pais –, gastam fortunas em festivais de verão, viagens low-cost e gadgets que duram menos do que um namoro de adolescência. Entram no mercado de trabalho aos 28 ou 30 anos, muitas vezes com contratos precários, porque "a vida é para viver" e o trabalho é uma chatice secundária. Resultado? A idade média de entrada efectiva no emprego é cada vez mais tardia: as gerações actuais têm apenas 0,4 anos de carreira contributiva aos 20 anos, contra os 2,7 anos das gerações anteriores. E o casamento? Esqueçam: agora acontece, em média, aos 35 anos para homens e 34 para mulheres. Construir família? Só depois dos 40, se tanto. Claro que comprar casa "cedo" se torna impossível – não por culpa de uma conspiração capitalista, mas porque a vida adulta é adiada em prol de um eterno recreio subsidiado.

E aí entra a narrativa socialista: "Falta habitação acessível! O Estado tem de construir casas baratas para todos!" Como se as casas caíssem do céu ou fossem fabricadas em impressoras 3D estatais. Ignoram que os preços subiram não só por via da especulação (que existe, sim), mas porque a oferta não acompanha a procura inflacionada pela imigração descontrolada e pelo turismo desregulado – políticas adoradas pela esquerda. A entrada massiva de imigrantes (que passou de cerca de 600-700 mil em 2020 para 1,54 milhões de cidadãos estrangeiros residentes no final de 2024, segundo o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo da AIMA), quadruplicou em sete anos e disparou a procura por habitação, especialmente em Lisboa e no Porto. Resultado: uma sobrevalorização estimada em 35% em Portugal (a mais alta da UE), subidas de 20% no preço médio de venda em 2025 (de 350 mil para 420 mil euros) e rendas que não param de subir (com a média nacional nos 1.300 euros/mês, segundo dados do Idealista).

Parte desta inflacção advém precisamente de práticas como o overcrowding e o subarrendamento informal: apartamentos alugados por 2.000 euros (incomportáveis para uma família portuguesa média com filhos) são divididos por 10, 15 ou até 20 pessoas, cada uma pagando 100 a 300 euros por uma cama ou quarto improvisado. Isto permite que os proprietários maximizem rendimentos sem baixar os preços oficiais, inflacionando o mercado global e tornando-o inacessível para quem procura um arrendamento familiar normal. É um ciclo vicioso: a elevada procura alimenta a especulação, e a subdivisão "barata" por pessoa sustenta rendas estratosféricas no agregado.

Políticas de portas abertas sem planeamento da oferta habitacional agravaram o problema — não é apenas "falta de casas", é procura inflacionada por imigração descontrolada somada ao turismo e à escassez estrutural. Um exemplo gritante é Braga, que há poucos anos era uma das cidades com habitação mais barata do país e hoje se transformou numa das mais caras. Em 2025-2026, o preço por m² disparou para cerca de 2.150 €/m² (com subidas anuais de até 13,2% segundo o INE), e as casas abaixo de 200 mil euros praticamente desapareceram. Braga, outrora um refúgio acessível, exige agora 18 anos de salário médio para se comprar casa. Coincidência? Não: é o mesmo veneno da procura descontrolada que infectou Lisboa e o Porto, mas aplicado de forma mais acelerada.

A percentagem de jovens proprietários despencou de 70% em 2001 para 40% em 2021. Coincidência? Não: é o preço da imaturidade prolongada.

O mais irónico é ver partidos que se dizem de direita – como o PSD, o CDS ou até mesmo o Chega em certos momentos (talvez arrastado pela narrativa dominante e com receio que não chegar aos mais jovens) – a alinharem neste disparate. Propõem isenções de IMT para jovens até aos 35-40 anos e garantias estatais para empréstimos a 100%, como se isso resolvesse o problema de fundo. 

Senhores, acordem! Isso apenas inflaciona mais os preços e ajuda quem já ia comprar de qualquer forma. Em vez de apanharem o comboio socialista, defendam o óbvio conservador: reduzam impostos sobre o trabalho e a propriedade para todos (IRS e IMI), desburocratizem a construção privada, incentivem o casamento e a família cedo e promovam o ensino profissional em vez de universidades inchadas. Habitação social? Sim, mas pontual, para emergências, não para vidas inteiras à custa do contribuinte.

No fim do dia, a "dificuldade" dos jovens em comprar casa não é uma conspiração – é o resultado de escolhas culturais e de políticas que priorizam o hedonismo em detrimento da responsabilidade. Querem casa cedo? Trabalhem cedo, casem cedo, poupem cedo. Ou continuem a culpar o "sistema" enquanto vivem em casa dos pais até aos 35, 40. A direita verdadeira sabe: a liberdade vem com deveres, não com subsídios.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Por que Francesca Albanese une a esquerda e divide o Ocidente?

 



Quando a extrema-esquerda se une para interceder por alguém, convém sabermos de quem se trata de facto.

Francesca Albanese é uma advogada italiana nomeada em 2022 como Relatora Especial da ONU para a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967.

Contudo, ela não é meramente uma 'defensora dos direitos humanos', como a esquerda a costuma caracterizar, mas sim uma figura altamente controversa. Detém um historial de declarações que promovem mentiras antissemitas, minimizam o terrorismo e demonizam Israel de forma sistemática e enviesada. A sua nomeação pela ONU já foi alvo de críticas por ter sido influenciada por grupos de pressão (lobbies) pró-palestinianos, e o seu mandato foi renovado em 2025 (estendendo-se até 2028), apesar da forte oposição de países como os EUA, Israel, Argentina, Países Baixos e Hungria, que a acusam de parcialidade extrema

Governos ocidentais, incluindo os de França, Alemanha, Canadá e EUA, têm-na condenado reiteradamente por antissemitismo, acusando-a de distorcer o Holocausto e de apoiar indiretamente o terrorismo.

Relativamente aos factos — que a militância de esquerda frequentemente omite ou distorce para a retratar como vítima de uma 'campanha sionista' — Albanese apresenta um padrão de declarações inflamatórias que extravasam largamente a crítica legítima às políticas israelitas. Já em 2014, antes da sua nomeação para a ONU, escreveu que a América está 'subjugada pelo lobby judeu' e que a Europa age movida pela 'culpa do Holocausto', condenando os 'oprimidos – os palestinianos'.

Estas afirmações ecoam mentiras antissemitas clássicas sobre o controlo judaico dos governos e dos media; embora Albanese tenha mais tarde lamentado tais palavras, estas continuam a permear o seu discurso. Em 2022, pouco depois de assumir o cargo, justificou aviolência palestiniana como 'inevitável' devido à negação do 'direito de existência' do seu povo. Além disso, participou numa conferência organizada pelo Hamas, onde afirmou que os palestinianos 'têm o direito de resistir à ocupação'.

À direita, não vemos estas posições como uma defesa de direitos, mas sim como a legitimação de actos terroristas contra civis israelitas. Após o massacre de 7 de Outubro de 2023 perpetrado pelo Hamas — que vitimou mais de 1.200 pessoas, incluindo civis, e envolveu violações em massa e decapitações — Albanese minimizou as atrocidades. No próprio dia, afirmou que a violência 'deve ser contextualizada'.

Em Fevereiro de 2024, negou que este tivesse sido o 'maior massacre antissemita do século', afirmando que as vítimas 'não foram mortas pelo seu judaísmo, mas em resposta à opressão israelita' — uma declaração que os governos de França e da Alemanha condenaram prontamente como antissemita.

Albanese chegou a questionar as evidências de violações em massa, alegando que 'não há provas de violação', e equiparou os detidos palestinianos aos reféns israelitas, ignorando deliberadamente o contexto terrorista subjacente.

Em 2024 e 2025, comparou repetidamente Israel ao regime nazi: classificou Gaza como o 'maior campo de concentração do século XXI', equiparou o apoio alemão a Israel à cumplicidade civil no Holocausto e republicou uma imagem comparando Netanyahu a Hitler, comentando: 'era exactamente o que eu estava a pensar hoje'.

Ora, isto não é análise; é uma distorção do Holocausto para demonizar o único Estado judeu do mundo, algo que alimenta o antissemitismo global. A controvérsia mais recente, que motivou a carta aberta em Portugal, surgiu de um discurso num fórumda Al Jazeera em Doha, no Catar, em Fevereiro de 2026, onde participou ao lado de líderes do Hamas e do Irão.

Descreveu Israel como o 'inimigo comum da humanidade', ecoando mentiras antissemitas, e referiu um 'sistema global de dinheiro, algoritmos e armas' controlado por interesses que supostamente beneficiam Israel — o que foi interpretado por críticos como uma alusão a conspirações judaicas.

Albanese nega as acusações, alegando que um vídeo truncado deturpou as suas palavras e que se referia a um 'sistema' que apoia Israel durante o que ela classifica como 'genocídio' em Gaza .

No entanto, mesmo o contexto completo revela o seu enviesamento: acusa Israel de 'genocídio colonial' e 'apartheid', termos rejeitados por muitos como propaganda anti-Israel, ignorando o direito do país à autodefesa contra o Hamas, um grupo terrorista que usa civis como escudos humanos e visa a destruição de Israel.

Países como França, Alemanha, Itália, Áustria e República Checa pediram a sua demissão por estas 'declarações inaceitáveis', considerando-as incompatíveis com a imparcialidade exigida pela ONU.

A administração Trump, em 2025, impôs sanções a Albanese, congelando os seus bens e proibindo a sua entrada nos EUA, acusando-a de 'atividades tendenciosas e maliciosas' e de colaborar com o TPI para investigar israelitas e americanos. Isto ocorreu após relatórios da sua autoria que acusavam corporações de cumplicidade em 'genocídio económico', algo visto por conservadores como uma tentativa de boicotar Israel economicamente, à semelhança do movimento BDS, que muitos consideram antissemita.

A carta aberta em Portugal, assinada por 28 figuras da extrema-esquerda (incluindo políticos como Isabel Moreira e outros activistas), apela ao governo por uma 'defesa inequívoca' de Albanese e das instituições internacionais, condenando a 'campanha de pressão internacional' como um ataque à integridade da ONU. Esta carta ignora o seu historial e é mais um exemplo de como a esquerda prioriza narrativas anti-Israel, silenciando as críticas ao seu desfasamento. A militância de esquerda foca-se na 'defesa dos direitos palestinianos', mas omite como Albanese apoia indiretamente o Hamas, nega atrocidades contra judeus e usa a ONU para propagar o ódio — factos documentados pela Anti-Defamation League e por vários governos ocidentais.

Em suma, o que a esquerda não conta é que Albanese não é uma mártir; é uma activista que abusa do cargo para promover agendas radicais, contribuindo para o aumento global do antissemitismo enquanto ignora as violações cometidas pelo Hamas e outros grupos terroristas.

 

Maria Antónia Palla: Um Viés Ideológico Evidente

 



A notícia publicada no Observador, intitulada «Há 50 anos, foi a tribunal por causa de uma reportagem sobre o aborto. Hoje, Maria Antónia Palla alerta: “Não se conquista nada para sempre”», apresenta-se como uma peça jornalística retrospectiva, mas revela-se, na essência, um veículo de promoção do activismo feminista de esquerda. Com uma forte tónica pró-aborto, o texto retrata Maria Antónia Palla, de 93 anos, como uma figura icónica da luta pelas liberdades femininas, ignorando contradições flagrantes no seu legado familiar e político em prol de uma narrativa romantizada que serve mais a uma agenda ideológica do que ao jornalismo rigoroso.

O artigo mergulha na biografia de Palla, destacando a sua trajetória como jornalista pioneira antes e após o 25 de Abril, a sua influência feminista e a célebre reportagem de 1976 sobre o aborto clandestino, que resultou num processo judicial e no seu despedimento da RTP. O tom é de celebração: Palla é pintada como uma mártir da liberdade de expressão. Contudo, as estimativas alarmantes de 300 mil abortos anuais são apresentadas sem o devido contraditório. Esta abordagem reforça a visão de que o aborto é uma "escolha livre" fundamental, omitindo perspectivas éticas ou científicas que questionam o procedimento. Palla utiliza o mote "não se conquista nada para sempre" para alertar contra alegados retrocessos, visando especificamente propostas do partido Chega ou declarações de João Cotrim de Figueiredo. Esta selectividade ataca apenas as visões conservadoras, silenciando os potenciais impactos demográficos ou psicológicos da liberalização do aborto.

O viés ideológico é cristalino na repetição do número de 300 mil abortos clandestinos por ano. Esta estatística, usada para dramatizar uma suposta "epidemia" mortal, é um exemplo clássico de exagero militante sem base científica. Sendo o aborto clandestino uma prática ilegal e sem registos, seria impossível quantificá-lo com tal precisão. Fontes institucionais e históricas desmentem esta hiperbolização:

  • APF e Rede de Médicos Sentinela (anos 90): Estimavam cerca de 20 mil abortos ilegais anuais antes da despenalização de 2007.
  • Estudo Médico (Matias Dias, Marinho Falcão e Falcão, 1993-1997): Apontava para cerca de 40 mil casos anuais, com base em internamentos e diagnósticos hospitalares.
  • OMS e Relatórios Internacionais: Sugeriam valores entre 17 mil e 40 mil, baseando-se na proporção de nados-vivos e complicações hospitalares.
  • Contexto da década de 70: Embora houvesse quem apontasse para 100 a 200 mil, tratava-se de extrapolações grosseiras. O número de 300 mil surge quase exclusivamente em narrativas militantes (entrevistas de Palla e publicações feministas), sem qualquer metodologia declarada.

Conclusão: O número de 300 mil é insustentável e propagandístico — inflacionado para justificar a despenalização como uma "salvação de vidas". Contradiz os dados demográficos: Portugal registava entre 150 a 180 mil nados-vivos por ano; 300 mil abortos implicariam que mais de 60% das gestações seriam interrompidas, um cenário sem paralelo na Europa. A realidade pós-2007 confirmou a falácia: os abortos legais estabilizaram entre os 15 e os 18 mil anuais (Dados da PORDATA / DGS), provando que o número real era da ordem das dezenas de milhar, e não das centenas.

O activismo transparece ainda na separação conveniente entre a vida pessoal de Palla e a política. O texto insiste que a mãe de António Costa "não mistura" família e ideologia, ignorando hipocrisias gritantes. Sob a governação do seu filho, foi aprovada a Lei da Autodeterminação de Género (Lei n.º 38/2018), que permite a "mudança de sexo" sem requisitos médicos rigorosos. Isto resultou em situações distópicas: homens que se identificam como mulheres a entrar em espaços exclusivos, como os balneários ou a Prisão de Tires, onde reclusas são obrigadas a conviver com indivíduos do sexo masculino biológico. Haverá maior atentado aos direitos das mulheres do que esta erosão de categorias biológicas? O artigo, ao elevar Palla a guardiã do feminismo, silencia sobre como as políticas do seu filho contradizem o seu suposto legado de protecção feminina.

Em suma, esta peça do Observador falha ao não oferecer uma visão equilibrada, optando por uma hagiografia que serve o progressismo radical. Ao omitir contradições e amplificar números sem fundamento, o jornalismo abdica da sua missão de informar para passar a persuadir, alimentando uma polarização desnecessária em temas de extrema sensibilidade social.